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lost in wonderland

lost in wonderland

Trilho dos Pescadores // dia 4

Abril 02, 2015

zambujeira do mar > odeceixe azenha do mar

dói-me os pés, dói-me músculos nas pernas que não sabia que os tinha.. mas quero tanto continuaaaaaaaaar. vá lá corpinho, deixa-me terminar, estou tão perto do fim que até lhe consigo sentir o sabor!!

saímos da cama as 11 da manhã. o descanso estava a saber demasiado bem, mas a hora do check out aproximava-se.

tomamos o pequeno-almoço na pastelaria ao lado do alojamento e depois estivemos uns minutos sentados num banco de jardim, a absorver os raios de sol que iam espreitando por entre as nuvens. gosto *tanto* daquele sítio, tem uma luz tão bonita. e no inverno, com poucos turistas e pouca confusão está-se mesmo bem

ainda sem saber bem como ia ser a nossa vida, mais uma vez consultei os horários dos autocarros.. um bocado a contragosto, não era realmente aquilo que eu queria. o homem à rasca do joelho, e eu mal dos tendões, mas naquele momento doía-me mais a alma que outra coisa qualquer.. saber-me ali tão próxima de cumprir o meu desafio, e a ideia de parar por ali simplesmente não encaixava...

o dia estava agradável, haviam praias e paisagens lindas à espera da nossa visita. e a azenha ficava a meio do caminho.. opá.. opá..

eeeeeeeeeee cá vamos nós!!

alteirinhos

seguimos a um ritmo confortável (que é como quem diz, demasiado lento para conseguirmos chegar a odeceixe naquele dia), mas como o gráfico de elevação daquela etapa era um bocado intimidante, com várias subidas e descidas bastante íngremes, não podíamos facilitar. se não, tínhamos que desistir antes de chegar a azenha, no brejão.

lá fomos, todos felizes todos contentes, pelas falésias, dunas, e mata fora. e praias, muitas praias!

zambujeira,

até ao meu regresso

alteirinhos,

alteirinhos

carvalhal da rocha,

carvalhal

carvalhal

machado,

machado

amália,

amália

o mar andou a fazer das suas e as praias estavam desareadas ou com com pouca areia. esperemos que até ao verão, o mar a traga de volta.

destas todas só não conhecíamos a da amália. sabíamos que não era de fácil acesso e não demorou muito constatarmos isso mesmo. e depois da vereda, as dezenas de degraus até lá abaixo à praia? dasssse... vá lá que não tivemos que descer aquilo tudo...

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amália

o percurso entre a praia do machado até à azenha é dos mais desafiantes de todo o trilho. muito desnível, muitos riachos, lama, vegetação cerrada. acho que foi a única parte em que dei graças por ter botas e não sapatos lol ora enfiava as patas na lama, ora num riacho para tirar a lama. andei nesta vida durante uns quantos kms.

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demorámos quase 5 horas a chegar à azenha, já mal conseguia andar e estava pronta para enfardar mais marisco.. por causa do desgaste das articulações.. isso :D

o marido interceptou o casal que vinha atrás de nós desde a amália. os únicos que vimos naquele dia, provavelmente por já termos começado tão tarde. àquela hora já devia estar tudo em odeceixe a descansar a pernas numa esplanada qualquer.

ele era alemão, ela sueca. vinham com alojamento próprio às costas, portanto ainda iam mais na calmas que nós. dormir no meio das dunas, isso sim, é liberdade. mas não os invejo.. a não ser que trouxesse um sherpa atrás para me carregar com a tralha toda lol

trazíamos quase 80km acumulados nas pernas, se a coisa morresse por ali, já não era mau de todo. significava que tínhamos concluído praí 90% do trilho. os 8 que faltavam para terminar, podiam ficar para outra ocasião.. uma pena, mas não dava para mais.

havia um autocarro para odeceixe dali a pouco, mas enquanto estávamos à espera, ofereceram-nos boleia para o nosso destino. fixe!

e mal chegámos a odeceixe, quem é que se cruza connosco? as nossas "vizinhas" suecas! estavam outra vez alojadas no mesmo sitio que nós he he he

o sítio que escolhemos para a última pernoita foi em jeito de recompensa pelo desafio, as casas do moinho. descobrimos aquela preciosidade há uns anos atrás, num passeio nocturno e estávamos desde então à espera de uma desculpa para ficar lá. e esta era perfeita!

não ficámos desiludidos, não senhora!

Untitled

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dos quartos de hotel (ou B&B neste caso) mais bonitos e confortáveis onde já dormi, sem dúvida!

como tínhamos almoçado tarde, fomos só morder qualquer coisa a um dos poucos sítios que estavam abertos na vila, um snack-bar com um ar ecléctico, mas bastante acolhedor..

e estava a passar the doors (esta banda tem um efeito muito estranho em mim e o ambiente era perfeito para ouvi-los).. e a tosta de queijo com tomate e oregãos estava deliciosa… e no rescaldo de 4 dias a passar as passas do al..entejo, onde tudo tinha acabado por correr da melhor forma possível, e por toda a beleza dos sítios por onde passámos, e a simpatia das pessoas com quem nos cruzámos… não consegui conter uma lágrimazinha de emoção :')

 

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'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mIRC.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e (sempre que a preguiça não a impede) gosta praticar exercício físico.

mantém uma pequena bucket list de coisas que gostava de fazer nos entretantos.

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores:
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