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lost in wonderland

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Madrid // Food

Março 21, 2017

depois de instalados, time to hit the streets!

íamos lançados a uma recomendação que tínhamos para tortillas e croquetas no bairro da universidade (malasaña), só que àquela hora, aquela e nenhuma das outras tascas que levava no roteiro para tapear tinha a cozinha aberta. vai daí, fomos atacar na maior das armadilhas de turistas em madrid - isso mesmo, o mercado de san miguel. fomos directos ao balcão do qué bonito es panamá para mim testar uma teoria. a de que os pimentos padrão que eu compro nos supermercados (incluindo o supercor) são altamente falsificados. e não tardamos muito a constatar que de facto, unos pican y otros no.. é uma verdadeira lotaria!

à primeira dentada que o homem deu num deles, por sinal o maior que estava no prato, foi como se tivesse trincado um jalapeño. ele tem uma *certa* tolerância para picante, e ficou aflito. desconfiei estava a gozar comigo, até porque daqueles que eu ia devorando, alguns picavam, mas nada de muito agressivo.. até que chegou a minha vez de trincar um jalapeño pádron.... PUTA QUE PARIU!!! parecia feito de lava incandescente, até ou ouvidos me doeram. só trinquei um terço do bicho e ia morrendo. o homem comeu o resto e disse que o primeiro ainda tinha sido pior. mas eu comi o segundo maior do prato e esse saiu totalmente inofensivo, vá-se lá saber. a partir dali, se comi algum picante, não consegui perceber porque tinha a boca completamente inflamada.

cada vez tou mais viciada em pimentos padrão. a gulodice foi tanta que só me lembrei de fotografar a pratada quando apenas restavam os pés. era praí o dobro das doses que costumo fazer em casa e desapareceu tudo em minutos.. mas vieram deste cesto :D



na foto a cor deles parece ser verde.. mas eu só consigo ver vermelho lol

seguiu-se o obrigatório cone de jamón, umas croquetas de jamón (nada más, apesar de ser "pa turista"), e umas tapas de bacalao, e demos o raid por terminado. tínhamos que guardar espaço porque o homem queria passar no tal sítio recomendado.

dali demos a volta da praxe. seguimos pela plaza mayor, depois atravessar o mar de gente na praça do sol, onde isto aconteceu, depois a muito custo, devido à torrente humana, subimos a fuencarral até meio, onde cortamos por ruelas mais tranquilas até à calle pez. malta, a sério não se queixem da confusão de turistas em lisboa.. podia ser pior.. muito pior!!

a ementa do pez tortilla tem apenas tortillas e croquetas, mas em variedades bastante criativas. nunca tinha provado uma tortilla com aquela combinação de ingredientes - tomate seco, manjericão, e parmesão. as croquetas também fugiam aos sabores que se encontram nos sítios para turistas (frango com caril, queijo azul, lasanha vegetariana, vitela mexicana, e outros que já não me lembra ou nem faço ideia o que era lol). não quis enfardar muito porque tinha o jantar marcado para dali a umas horas e era fixe ter um espacinho para ele.. então ficou combinado voltarmos na noite seguinte, para provar as variedades todas. o homem tá viciado naquilo!



voltámos a atacar as 10 da noite, para a paella da desforra, no mesmo restaurante de há 4 anos atrás. saímos de lá a rebolar..



e como se não tivéssemos já comido suficiente, ainda fomos à chocolateria san ginés, que eu precisava de tirar outra teima. os sacrifícios que uma pessoa faz em nome da ciência..

san ginés vs valor



veredicto: os churros do san ginés são melhores, mas o chocolate da valor é mais saboroso. ou seja, fico na mesma, tenho que ir aos dois sítios muhahahah

sinceramente, não sei onde guardei tanta comida naquele dia..

o pequeno almoço de domingo foi na dunkin' donuts, este não podia falhar. aqueles gajos já se despachavam com a tasca de lisboa.. não que eu me importe de ir ali a madrid comê-los :D



não sou a maior fã de comida azul, mas este tipo tava-se a rir para mim

a coisa menos espanhola que comemos (para além dos donuts) foi um cachorro, no gourmet experience do el corte inglés, onde fomos ver as vistas ao 9º andar. não era mau de todo, mas os do frankie’s são melhores. mas as batatas é que eram assim qualquer coisa :D'''

nessa noite voltamos ao pez tortilla para o prometido rodízio de croquetas e para mais tortilla. este deve ser um daqueles sítios que não aparecem nos roteiros. das duas vezes que lá estivemos, aquilo estava sempre a deitar pessoas para fora, e nem sinal de estrangeiros, só nós.



acho que só não trouxe uns quilinhos de recuerdo, porque andamos pa cacete naqueles dois dias..

London // food

Dezembro 17, 2016

certamente que não fui a londres atraída pela comida típica inglesa (ok, o english breakfast e o fish&chips eram "experiências" obrigatórias). também não fui pelos restaurantes de chef's famosos que não é a minha cena, e muito menos pelos mercados de street food onde se pode comer iguarias de todo o mundo (e arriscar uma caganeira explosiva no processo). não, eu fui pelo ramen!

UAU, ramen. que cena tão inglesa!!

como há muito para falar sobre ramen, vou dedicar dediquei um post a este capitulo. ao contrário do esperado, digamos que correu bem. talvez demasiado bem. fica uma amostra, para abrir o apetite :D'



fomos enfardar o english breakfast numa sugestão retirada do tripadvisor, no regency cafe. sitio modesto, autêntico, a atirar para o kitsch, e com preços muito em conta. não estava com medo desta sugestão, e com menos medo fiquei quando entraram alguns 10 policias para ir comprar o pequeno-almoço (ou seria o almoço?), enquanto esperava pelo homem, que tinha ido à procura de um multibanco. este tasco estava cheio de ingleses de todas as idades, éramos os únicos estrangeiros. foi o único sítio onde tal coisa aconteceu.

a única coisa que estava com medo era do tamanho das doses. enormes. não queria que sobrasse nada. não estava a sobrar absolutamente nada nos pratos dos outros clientes. 

kudos para este pequeno-almoço, incluindo o latte. tudo delicioso. e sim, sobrou uma posta de bacon. já era too much. pena que não deu para voltarmos lá para a desforra.

 
tinha duas referências retiradas do tripadvisor para comer fish&chips, mas acabou por acontecer num pub, em carnaby street. não era mau, mas também não era autêntico. era chapa 5, tipo aquelas paellas do paellador que se vêm por todo o lado, em todos os países.



gozai à vontade. se eu ia a londres, eu tinha que ir ao nando's. não perguntem que eu não sei responder, é uma pancada que tenho há muitos, muitos anos. acho que foi porque em miudinha fui a um nando's, em portimão. e aquilo marcou-me de alguma forma, para querer tanto voltar.

sabia perfeitamente que não é nada do outro mundo. é um fast food de frango assado, que não consegue competir com as nossas churrasqueiras tradicionais. gostei de lá ir (embora não tenha sido propriamente dito pela comida), o restaurante era acolhedor e parecia ter bom ambiente. 



como fã de donuts que sou, o krispy kreme não podia falhar! foi o último pequeno-almoço em londres, na victoria station, onde fomos guardar a tralha para as últimas horas de passeio. são. tão. bons!! foi impossível comer um!

eu bem tentei, mas o homem não me deixou comprar uma caixinha com uma dúzia... buáááááá!!!!



agora apetece-me a lamber o ecrã... e não, os da dunkin' donuts não são tão bons quanto estes, (in)felizmente..

a the muffin man não estava na lista, mas tinha que acontecer, até porque estava a walking distance do hostel. quis ir a esta casa de chá apenas pelo nome (e sim, tinham gingerbread men :D), mas deliciei-me com o muffin de laranja que enfardei. fiquei com pena de não ter experimentado os scones, tinham muita bom aspecto. o latte não ficou aquém de nenhum outro em londres. café com leite é lá com eles!

Summer of 16 // escapadinhas

Setembro 29, 2016

durante a primeira semana saímos da ilha apenas duas vezes. depois das oito/nove da noite, aquilo fica uma calmaria fantástica, nem parece agosto. a malta pira-se toda, e só fica quem está alojado lá. em contraste com o ambiente noturno de tavira, com as suas feiras de verão e animação de rua non-stop, é o paraíso.



na segunda, andamos por tavira quase todas as noites. ou escolhíamos um restaurante da lista do tripadvisor (e fizemos algumas descobertas impecáveis, daquelas que muito dificilmente arriscaríamos por conta própria), ou íamos à marisqueira do mercado, ou ao comer-até-cair-pró-lado de peixe assado, ou até ao centro comercial. houve dois sítios que ficaram por experimentar devido à afluência tremenda da época, mas não me chateio muito com isso, até porque prefiro ir em alturas menos concorridas. há menos confusão, o atendimento é melhor, e a comida é feita com mais calma e dedicação.


no verão passado fiz uma promessa, que neste havia de deixar-me de merdas e experimentar ostras.

aconteceu!

na primeira tentativa não quis experimentar ao natural. não só porque a ideia de comer os bichos ainda vivos faz-me confusão, como a descrição demasiado gráfica que o homem faz da sua textura tira-me o apetite lol. por isso, baby steps. até calhou bem, porque a pessoa encarregue de abrir ostras não estava ao serviço, e só estavam a sair ao vapor.

uma gotinha de limão, uma pitadinha de pimenta para espevitar o palato, um jeitinho com a ponta da faca para descolar o bicho da concha, e cá vai disto!

eeeeeeeeeee... meh! sou grande apreciadora de marisco, mas não achei o mais famoso dos bivalves nada por ai além. o problema podia estar na preparação. o homem, que nunca tinha provado ao vapor, constatou que ao natural sabem bem melhor.

outro dia, outra tentativa. nesta dei o salto de fé, e pedi duas ao natural. vieram três. comi duas delas. depois pedi mais duas para sobremesa. definitivamente, ao natural são mais fresquinhas e sabem bem melhor. quanto ao facto de estarem vivas quando são engolidas, é tentar que a gula ofusque o pensamento lol



pró ano contem comigo na fila de cacela velha, para comer ostras na tasca muhahahha

onze e quarenta da noite eram as nossas doze badaladas. se não tivéssemos à meia-noite em ponto nas quatro águas, ficávamos em terra. mas íamos sempre com tempo, e ficávamos na palheta com a malta do barco até à hora da partida. ainda sacamos umas dicas de tascos à maneira. nada como meter conversa com os locals para descobrir os tesouros mais bem guardados da terra.

to be continued...

Férias "grandes", o post!

Julho 17, 2014

tava dificil lol

 

junho sem campismo não é junho! e como no ano passado não tivemos oportunidade de o fazer, dizer que estávamos doidos por uma semana na nossa estância de férias favorita, não faz justiça ao nosso estado de euforia quando chegámos ao parque.

 

como nas últimas férias mal parámos para respirar, estas queriam-se calmas e descansadas, estilo não mexer uma palha - e não conheço de melhor sitio no mundo que a galé para fazer render o tempo.. aliás, suspeito que existe ali um vortex que destorce o espaço e o tempo, tal não é a lentidão que os dias demoram a passar. dois parecem quatro e quatro parecem oito.. ou então é mesmo porque não se faz absolutamente nada :D

 

o que vês tu da tua toalha, isa?

(é basicamente isto.. dias inteiros deitada na areia a ver as gaivotas a deslizar preguiçosamente ao sabor da brisa, no azul do céu por cima de mim - não! nunca aconteceu nenhum "acidente" muhahaha)

 

deixámos passar o primeiro fim-de-semana por estar pegado à semana dos feriados. é uma altura que atrai magotes de jovens levados da breca ao parque, e que isso é significado de ramboiada, e que ramboiada é significado de confusão, e eu já estou com um pé na terceira idade, não me posso por a jeito dessas coisas que esfodaçam-se-me os nérves.

 

então arrumámos a tralha nas calmas e na terça ao inicio da tarde, metemo-nos a caminho. o parque ainda estava no mesmo sítio e tal como esperávamos, deserto!

 

estava deserto e deserto se manteve até ao fim-de-semana. ou foi porque a malta calçou lá toda na semana anterior, ou porque o tempo ficou assim meio xoxo e desencorajava a activade.. só sei que nunca tínhamos apanhado aquilo assim, parecia que éramos os únicos campistas de tenda. não que eu me queixe, claro. zero de filas e havia dias que nem me dava ao trabalho de vestir para ir tomar o pequeno-almoço, ia mesmo em pijama - ao fim de tantos anos já me sinto como se estivesse em casa, só não ando por lá em cuecas para não chocar as velhas muhahahah

 

o lado menos positivo em termos o parque só para nós é que na pas de parvoíces alheias com que nos entretermos.. numa semana, a única coisa assim mais parola era a "cerca" de garrafas de cerveja vazias que uns campistas tinham a circundar a tenda, que todas as manhãs tinha aumentado mais um bocadinho :D

 

uat?


(pode-se sempre fotografar bichinhos nas suas actividades habituais. a teleobjectiva da sis foi ainda mais longe e conseguiu captar um casal de lagartos a mocar, num registo digno da national geographic) 

e o tempo até podia não estar muito quente mas o sol não estava para brincadeiras. ao segundo dia de praia descuidei-me e apanhei logo um escaldão jeitoso.. não foi *de todo* bem-vindo..


tivemos apenas um dia realmente mau, em que fomos acordados por uma épica trovoada, com direito a relâmpagos na primeira fila. a tenda teve finalmente o seu derradeiro teste: resistir a uma chuvada cabrona. fiquei impressionada, pensei que aquilo alagasse tudo, mas não vi vestigios de água lá dentro w00t

 

summer is cancelled

 

mas acima de tudo, estas férias foram um autêntico deboche gastronómico!

normalmente jantamos sempre no parque, a comidinha que as senhoras cozinheiras preparam é boa e muito em conta. mas desta vez só aconteceu nos dois primeiros dias - ao terceiro (quinta) o homem estava com desejos e sugeriu que fossemos aos lagartos na tasca de melides e eu concordei, já a limpar a baba ao canto dos beiços. não havia lagartos mas havia secretos, gulosos como de costume. 

e a partir daí foi sempre a abrir!

na sexta, como eu estava de castigo por causa da minha recém adquirida tonalidade de vermelho escarlate e como tínhamos que ir a s. miguel buscar a sis que se ia juntar a nós para o fim-de-semana, fomos ao restaurante da azenha do mar mamar camarãopercebes (a 19€/kg *morri*) e salada de polvo

o jantar foi peixe fresco na tasca da vila em milfontes, que desiludiu um bocado.. renovaram o espaço e ficou mais amplo e agradável (apesar de ter perdido o ar de tasca), mas o pratos levaram um downgrade e já não vêm tão bem guarnecidos como era costume.. oh well..

 

selfie

 

(dois hipsters tiram selfies juntos à beira duma falésia em porto covo)

no sábado, o homem e a sis conspiraram para que eu os levasse à carrasqueira. ela chegou-se ao pé de mim a esfregar a barriga e a dizer que tava de apetites a arroz de lingueirão, e como eu sei que ela é apreciadora da iguaria em questão achei aquilo natural e disse-lhe que ali perto havia disso. sugeri também que aproveitássemos para ir até ao cais palafítico ver o pôr-de-sol do dia mais longo do ano.

òtempo que ouço falar naquela especialidade mas nunca tinha comido. não é mau de todo, apesar dos lingueirões se parecerem com seres extraterrestres, e serem apanhados em zonas com aspecto duvidoso.. mas não vamos pensar nisso..

mais tarde, durante a sobremesa, confessaram-me que o que ela queria mesmo era ir tirar fotos no cais e o homem disse-lhe que se ela me falasse no arroz eu saltava da toalha em três tempos - como se eu precisasse de desculpas para ir lá!!

pelo meio ainda estivemos a medir a pilinha com os fotógrafos que costumam frequentar o cais, que naquela tarde estava particularmente concorrido. as nuvens no horizonte estragaram-lhes as longas exposições - bem feita para não olharem pra minha D90 com desdenho. foi um bom dia :D

 

o dia mais longo do ano


(quer dizer.. só não me meti a fazer longas-exposições porque não tinha as pilhas no disparador.. FML)

no domingo, depois de estarmos três horas a marinar em s. torpes, fomos lanchar/jantar numa das tascas que estão junto à praia. eu e a sis enfardámos uns hamburguers deliciosos e o marido uma deliciosa tosta de frango, que escorria queijo por todos os lados, yummy!

pode não ser a praia mais charmosa do mundo - por causa da paisagem, da areia foleira junto à entrada e o aroma a peido queimado que nos entra pelas narinas adentro quando a brisa sopra de nordeste - mas até é bastante agradável, especialmente quando o mar está de feição.. a coisa aquece. literalmente!
a água quente que sai pelos canais de escoamento da termoeléctrica fica ali toda concentradinha junto ao molhe e o mar transforma-se numa banheira gigante. não tou a exagerar, desta vez até se via vapor.. quais caraíbas, qual carapuça!!
já tinha a pele toda encarquilhada e mesmo assim não queria conseguia sair de lá de dentro. eventualmente estômago cansou-se de dar horas e arrastou o meu sorry ass para terra firme, humpf..

na segunda, quando fomos devolver a sis, parámos para almoçar outra vez na azenha do mar, onde nos aterrou na mesa um brutal arroz de marisco que ainda hoje se me escorre água da boca só de me lembrar dele :D'

e os percebes continuavam a 19€/kg *chora, enquanto se lambe toda*

pelo meio ainda houve um saltinho até à terrinha, onde marcharam os maravilhosos croissants de chocolate da 29, e umas pizzas em s. teotónio, no il padrino,  bem regadas.. por somersby's - tanto insistiram comigo para experimentar aquela treta que lá decidi dar um golinho para ver se me deixavam em paz e…

...O QUE É QUE EU FUI FAZER?? 

fiquei viciada naquilo! é uma bebida estranha.. refrescante, gulosa, e que apesar de doce não acho enjoativa, e não me sabe minimamente a álcool.. o que é um problema - depois de mamar uma, quando me levanto vejo logo tudo a andar a roda.. tenrinha que sou lol não tou preocupada, mais uns dias e a coisa vai lá!

 

a descoberta do ano

 

e para terminar as férias em grande, uma patuscada de choco frito no leo, em setúbal.

not bad!

Algo que não estava nos planos!

Outubro 02, 2007

há uns dias atrás deu-me um daqueles vaipes malinos... apeteceu-me fazer um percing na orelha, só porque sim!

coisa que de resto, nunca antes me tinha ocorrido fazer..

vai dai, chega o fim-de-semana (o anterior a este e dois dias depois de ter tomado essa decisão) e toca de procurar um estúdio de tatuagens e body pierce para fazer a coisa. claro que não foi pacifico, acagacei-me toda ao ver a grossura dos brincos e quando me falaram em fazer o furo com uma agulha até me passei. eu não gosto de agulhas, pronto, e pensava que também os faziam com a "pistola". para além disso, a atitude pouco prestável e desinteressada da pessoa que nos atendeu não foi grande ajuda, portantos, saímos de lá sem o "serviço" feito.

como ainda está para chegar o dia em que eu vou desistir facilmente de algo que já tenha enfiado na cabeça, cheguei a casa e fui investigar sobre o assunto. fiquei a saber que o furo com agulha reúne o consenso da malta.
resignada, chego à conclusão que se o quiser fazer, vou ter que perder o medo à agulha..

por volta das seis da tarde já estava novamente decidida a fazer a coisa, então fomos à procura doutro estúdio, porque aquele que já tínhamos ido, ou tinha sido logo, ou só na segunda.

o primeiro da lista parecia-me bem, o problema é que a pessoa que colocava os piercings não estava lá, só na segunda.
é claro que não quis esperar por segunda, ou era naquela dia, ou não era. siga!

demos com a tromba na porta no segundo da lista, apesar de ainda estar dentro do horário de expediente... siga!

na paragem seguinte, o estúdio estava aberto, mas não estava ninguém para atender... e tinha um aspecto um bocado pobre. siga!

disse para mim mesma que, se na próxima não conseguisse, desistia, pois aquilo mais parecia o sinal de que não devia levar o meu planos avante...

próxima e ultima paragem: costa da caparica!
apesar de termos chegado em cima da hora da loja fechar, fomos atendidos. o estudio pertencia ao mesmo pessoal do primeiro onde tinhamos ido, mas ali fui muito melhor atendida. a rapariga era bastante simpática, explicou-me o processo todo e conseguiu que eu lá me decidisse a fazer a coisa de vez.

então lá chegou a minha vez. não escondi que estava com medo e estava nervosa. já me conheço, não lido bem com a dor, e já estava a prever uma quebra de tensão ou desmaio, como de habitual.
entrei, sentei-me, e na bancada do lado estavam todos os instrumentos que iam ser utilizados selados em embalagens, tudo pipi. tesoura, agulha, gaze, brinco, etc etc

e eu cheia de medo...aterrorizada, quase!

entretanto, para quebrar o nervosismo, começo a disparar aquele tipo de comentários parvos tipo: "já alguém fugiu daqui com a agulha espetada na orelha?" ou "já alguém  não aguentou e caiu pró lado?" e afins, enquanto ela, muito pacientemente, lá me ia respondendo com o humor que a coisa merecia. entretanto calçou as luvas, colocou uma mascara na cara, deu-me uma gazada de spray anestesiante na orelha, desinfectou aquilo tudo, marcou o spot, e quando eu estava para lá toda tremelica, ela, num ápice, aponta a agulha e pumba, sinto uma picada e já tá! foi tão rapido que nem tive tempo para pensar ou sentir sequer lol

doeu-me mais a colocação do brinco.. :P

depois ainda tive lá sentada uns bons minutos enquanto ela me explicava os procedimentos de higiene e hábitos alimentares a seguir escrupulosamente nos dias seguintes ao furo, de modo a que não viesse a ter problemas, etc e tal..

depois do furo, senti um ardor durante algumas horas, a zona inchou um bocadito, mas depois começou a passar.

supostamente, durante os 10 dias de "recobro" estava a modos que proibida de comer carne de porco, marisco, gorduras, e comida muito condimentada...

ora, tá-se mesmo a ver que eu sou uma pessoa dada a esse tipo de proibições, por isso, saí de lá e fui-me enfiar na portugalia, ah pozé!

...e no dia seguinte comi os restos de frango assado desfiado com cogumelos com batata frita, altas bombas gordurosas!
...e três dias depois, fui ali à tasca do costume e papei uma dose de camarão de espinho e conquilhas (yep, trato-me bem all rite), sem falar no cachorro que comi ao almoço, que devia ser em parte de porco (suponho), e a gordura e marisco continuaram nos dias seguintes, assim como comida condimentada (lentamente, o picante está a deixar de me incomodar hi hi) :P

...não morri, nem me aconteceu nada!

fora a parte de ter ignorado as recomendações em relação à alimentação, segui sempre os conselhos de higiene: lavar a área duas vezes ao dia, desinfectar com betadine, não andar lá a mexer (muito menos com as patas sujas), não deixar ninguém tocar, não dormir com aquele lado assente na almofada (nem conseguia, que doía como o caraças cada vez que tocava naquilo).
entretanto os dez dias passaram, e constata-se que não aconteceu nada, a orelha não inflamou, nem infectou, nem sequer mudou de cor, nem sequer saiu de lá muita porcaria. o meu metabolismo é bom e o resto é conversa!

portantos, este foi o meu 5º furo, e não usava penduricalhos nas orelhas vai para mais de seis anos he he mas é naice, gosto de ve-lo ali, acho que me fica bem :)

ah, e apesar da experiência ter corrido bem, não estou a pensar fazer mais nenhum ^^

Eh só boa vida aqui pra estas bandas!

Julho 29, 2007

Ahhhh sim! Agora sim, calor com fartura!

Hoje acordamos estava um calor desgraçado, um vento quentíssimo. É claro que não podíamos perder o dia de praia! Pegamos na'gente, fomos tomar o pikeno-almoço à croissanteria 29 pa matar saudades, e depois arrancamos pro barranco. O caminho, apesar de ainda ser (e ainda bem, para desencorajar a malta) de terra batida, foi arranjado e o percurso está mais fácil e rápido de fazer. Chegados lá, tava um sacana dum calor e dum vento quente que até queimava a pele.
Tava-se lá bem, não fosse uma invasão de vespas :P andavam todas malinas de volta do pessoal, e não havia zona onde elas não andassem a chatear, e tanto eu como o marido detestamos vespas e outros insectos picantes, não estávamos lá muito bem, e passado uma hora e pouco desistimos e fomos tentar a praia do lado, a ingrina. O mesmo calor, mais pessoas, mas menos vespas.
Ficamos lá até às 4 da tarde e foi suficiente para vir de lá toda vermelha hi hi hi Pena só que a água estava gelada, mas mesmo assim ainda me molhei até à cintura lol

Agora, à meia-noite, custa-se a tar em casa com o calor que está..o furas já fez das dele e pirou-se não sei como, mas voltou a fazer o mesmo que da outra vez, foi-se enfiar noutra casa do bairro, desta vez, na casa do meu tio...vá lá...

...e a tachada de caracóis que a maezinha botou ao fogo está quase quase pronta. Sai patuscada com este calor!

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mIRC.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e (sempre que a preguiça não a impede) gosta praticar exercício físico.

mantém uma pequena bucket list de coisas que gostava de fazer nos entretantos.

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores:
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