Summertime madness // Costa Alentejana

depois de uma breve passagem pela terrinha, seguimos para o último destino das férias, o já clássico eixo odeceixe - são teotónio - zambujeira.

no primeiro dia estivemos pelo carvalhal e éramos para ter ficado lá no camping, que fica perto da praia e dá para ir a pé.. mas eu não consigo. aquele chão, que nem dá para espetar as estacas da tenda e aquelas árvores não funcionam para mim, apesar das instalações serem impecáveis.

assentamos no de s. miguel e ficámos muito bem servidos. ao contraio da nossa estadia anterior, o parque estava vazio e até chegar o fim-de-semana foi uma paz, interrompida apenas pela motoreta dum velhote que guardava o parque e que gostava de passear-se por lá, às oito da manhã. tipo alvorada.

o tempo por ali não andava nem lá perto daquele que apanhamos em tavira, o que não foi mau de todo porque assim não passávamos os dias esticados na areia. houve tempo para tratar da roupa, fazer limpezas e pequenas reparações no material,

Untitled spring cleaning

moooooorfes a horas impróprias :D'

Untitled morcela de farinha

e passeio. por exemplo, se tivessemos passado o dia de papo pró ar, não tinhamos descoberto esta "sala de estar" com uma vista fabulosa sobre a praia da arrifana lol

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na azenha do mar, enquanto esperávamos por mesa, fomos a uma loja de artigos de pesca comprar um saco para carregar o chapéu e o resguardo. nessa loja - a 230km de lisboa - ficamos a saber o que é que raio atrai tanto pescador às margens do tejo: corvinas!

o saco serve o propósito na perfeição e tem estampado um lema, "pesca é a minha paixão”, que puxa logo umas piadas. mas mais piada tem quando regressamos da praia e nos cruzamos com pescadores que vão a caminho, e que ao topar o saco metem conversa connosco sobre as condições da pescaria, e nós ficamos a olhar para eles com alta poker face, a tentar decifrar o jargão e responder qualquer coisa que faça sentido muhahaha


no sábado de manhã estivemos por almograve donde participámos numa iniciativa épica, mas é coisa para merecer um post dedicado, lá chegaremos.

surprise

e à tarde, SUP na ribeira de seixe, YAY! finalmente.. mas para chegar à ponte são precisas duas horas, uma não chegou para tanto.

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ah, é verdade! comi uma bola com creme em odeceixe, para não dizerem que sem creme não têm piada lol o efeito foi idêntico ao da primeira, anyway.

e os pores-do-sol por ali continuam deslumbrantes e a proporcionar despedidas perfeitas.

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no domingo arrumámos a tralha e viemos subindo a costa alentejana, muito lentamente e a parar a cada 5 minutos, até tróia, onde demos as férias "grandes" por terminadas :)

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the end!


album completo da coisa aqui

Odeceixe, take II

tivemos quase, quase para repetir a dose do ano passado (aka a semana de férias mais surreal-ò-brutal de todo o sempre), mas como eu andava maluca para acampar e o hóme andava meio afanado das cruzes, decidimos não andar metidos em grandes reboliços. então tratei de assegurar um espacito para a nossa 3 segundos num parque que estava marcado como visita obrigatória desde a grand tour de 06 pelos campings do litoral alentejano - o de s. miguel. finalmente!! 

 

tralha no carro e siga pa bingo!

 

dia 0. descemos o sudoeste alentejano sempre acompanhados de nevoeiro. ia ali a rezar que aquilo não se intrometesse muito nas nossas ricas férias. em lagos (onde fomos deixar a serigaita) não havia sinais de nuvens, era só mesmo junto à costa oeste. então tracei um plano de contingência caso o sacana atrapalhasse nos dias que se seguiam.

 

para abrir as hostes, jantarada no nosso favorito em odeceixe e depois ala pró parque montar o arraial. como o espaço não nos era totalmente desconhecido, não foi difícil decidir onde assentar. apanhamos um spot à larga (na medida do possível, lol) e em menos de 10 minutos távamos alojados.

 

ai mãe, as saudades que tinha da minha tendinha \m/

 

dia 1. dia perfeito de praia. apesar de estar bastante frequentada, espaço é coisa que nunca falta naquele areal maravilhoso. este ano andámos mais afastados mas multidões, para não stressarmos com o stress dos outros :D

 

dia 2. o nevoeiro atacou em força. como sabia que a sul não havia vestígios de nuvens, siga prás praias da vila do bispo. íamos todos lampeiros para o barranco das canas, mas quando lá chegámos, fomos surpreendidos por uma besaranha tal, que nem o resguardo conseguimos espetar na areia. a ingrina tava igual e no zavial não havia sítio para parar o carro.. devia estar a rebentar pelas costuras. thanks, but no thanks.

 

vai daí, decidimos ir até ao amado, comer um hamburguer à do "van damme" e apreciar as paisagens (if you know what i mean :D)

 

nessa noite fomos grandiosamente trollados pelas forças misteriosas do cosmos.

 

saímos do amado por volta das seis e meia. pelo caminho informei o marido que tinha os químicos do cérebro todos faralhados por causa da falta de sol e necessitava de açúcar (hey, há desculpas piores muhahah), então sugeri que fossemos lanchar à mabi da zambujeira. entretanto tive que parar no parque para o homem ir.. hum.. tratar de um assunto.

 

porqueomaridolevouquarentaecincominutosacagar por razões que não interessam, eram 8 da noite quando finalmente nos sentámos para lanchar. depois de umas voltinhas pela vila, o hóme lembrou-se de irmos até à azenha do mar morder o ambiente (ie, curtir o restaurante sempre apinhado onde a malta espera e desespera para conseguir mesa). 

 

chegámos lá, e ele pergunta (assim na desportiva) se era possível jantar.. é que havia mesas vagas na sala. REPITO. havia mesas vagas no restaurante da azenha do mar às nove da noite - em agosto! 

a resposta foi um caloroso "podem entrar". só havia um problema.. 

 

"epá, mas ainda não temos fome.." 

 

a cozinha fechava às dez da noite mas para estarmos ali de seca à espera de apetite, desistimos.. e BAM! com essa decisão queimámos a única oportunidade que tivemos de apanhar uma overdose de marisco naquele sítio. oh well..

 

dali e fomos nas calmas para odeceixe. às dez da noite o chaparro estava excepcionalmente atafulhado e com um maralhal de gente à espera de mesa - é que nem à meia-noite aquilo se despachava, tal não era! 

antes que ficássemos sem jantar, decidimos ir ver o que é que se comia no parque. acabamos a noite a rapar um tacho de arroz de tamboril, que não estava mau de todo :D

 

dia 3. o nevoeiro não arredou pé, mas como estava quente e abafado fomos à mesma para odeceixe. apanhei um escaldão à antiga, nesse dia. parecia uma lagosta cozida.. é que o sol não se vê, mas tá lá, a morder como se nada fosse. o cão! 

 

dia 4. ..e o filha da puta do nevoeiro continuava a não dar tréguas. peguei na'gente e meti-nos na meia praia, numa zona nem por isso populada. não estou a exagerar ao dizer que estava um calor infernal. o sol ardia em todo o seu esplendor e soprava um vento tão quente que era impossível estar na toalha de papo pró ar. passamos o dia todo à beira mar ou dentro de água - not bad!

 

saímos às seis, para ir almochar (ie, almoçar à hora do lanche) à croissanteria 29 e depois de ir checkar a gata fomos para cima. nessa noite fomos conhecer aquele que é o restaurante mais afamado de odeceixe. não esperamos muito, nem houve complicações no serviço, mas foi a primeira e última vez que lá fomos. caro e.. meh!

 

dia 5. e finalmente o paneleiro do nevoeiro deu folga YAY! e que dia do crl em odeceixe. daqueles que uma pessoa sai da praia ao anoitecer, com a lágrimazinha ao canto do olho, de TÃO BOM que foi :D

 

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dia 6. altura de arrumar a tralha e fazer check out do parque. odeceixe prometia, mas lagos era o destino do dia. pelo caminho, decidi abastecer-me de batata-doce no mercado de aljezur - mesmo na fonte muhahahah se forem tão boas como prometem, da próxima vez que ir praquelas bandas, trago uma arroba :D'

 

depois de uma breve passagem pela terrinha, a tarde foi passada novamente na meia praia, desta vez com a companhia das sobrinhas. como já tão mais crescidas, em vez de se entreterem a comer areia, dedicam-se a chapinhar na água e a apanhar conchas, assim é mais fácil tomar conta delas he he he 

e como o pai fazia anos no dia seguinte, antecipamos o banquete de aniversário e nessa noite tivemos finalmente a nossa patuscada de marisco!

 

dia 7. no último dia de férias ainda fomos molhar os pés, mas já estava mais desagradável, por causa da ventania. demos a coisa por encerrada depois de enfardarmos umas bifanas na BP de Isaias \m/

bom.. enchi a barriga de praia, passeamos, curtimos, descansámos, e matámos as saudades dos nossos sítios favoritos. o campismo foi uma excelente opção (vem aí um post especial sobre isso :D) e o triângulo odeceixe - s. teotónio - zambujeira continua a render grandes momentos!

 

ah.. e já não pareço uma lula morta YAY

Ribeira de Seixe

por comodidade, nos primeiros dias de praia em odeceixe, estacionávamos sempre na margem alentejana da ribeira (onde pernoitávamos).. ficávamos mais próximos da praia, não havia tanta confusão de carros, etc..

 

mas se por um lado não tínhamos chatices com estacionamento, nem ter que descer ou subir os degraus que dão acesso à praia, por outro, tínhamos que atravessar a ribeira. à maré vazia não causa transtorno nenhum, já à maré cheia.. 

 

devido ao alinhamento cósmico, durante os dias que lá estivemos, a maré estava sempre cheia (a encher ou a vazar) à hora que queríamos atravessar.. e era com cada uma mais exagerada que eu sei lá (o que não era necessariamente mau).

 

no primeiro dia atravessamos à pata, que a coisa ainda não estava muito grave. só levei com água pelo assento e quase perdi uma havaiana na correnteza.

 

decidimos abancar logo por ali, longe da confusão. ao longo do dia fui-me apercebendo de como as pessoas se divertiam naquelas águas mais calmas. umas andavam de canoa, outras faziam paddling em cima de longboards, outras deixavam-se deslizar em botes e colchões insufláveis... e aquilo começou-me a fazer uma inveja comichosa. nesse dia, quando fomos a s. teotónio tomar banho, fomo-nos aviar num chinês. 

 

no segundo dia de praia, a malta estava a atravessar o rio com água pelo peito, e como de costume, tava gelada. mas hoje não havia travessias à pata para ninguém! hoje tínhamos uma arma secreta, um...

 

..COLCHÃO INSUFLÁVEL :D

 

adivinhavam-se momentos intensos!

 

o marido sujeitou-se (não que ele quisesse, mas..) a ser o condutor da barca. tinha dois passageiros, o saco da praia, e eu!

como não quis ser cobaia e arriscar ir parar à água por qualquer falha técnica que pudesse ser corrigida na segunda volta, o saco de praia foi primeiro.

 

corajoso, o homem entrou pela água gelada a dentro e começou a empurrar o colchão, até que ficou parado a meio do rio, sem pé. a corrente estava mais forte do que o esperado e a primeira abordagem tinha-se revelado desadequada. ao tentar uma nova, quase voltou o colchão e mandou o saco à água.

 

entretanto, na margem, eu ria-me que nem uma perdida (shame on me :D). ainda bem que tinha recusado ir na viagem inaugural muhahaha

 

a seguir veio buscar-me. meti a mochila da máquina as costas e butes lá. no outro lado as pessoas assistiam divertidas ao nosso espectáculo. ainda se meteram com o homem, a perguntar pelo preço da travessia lol 

 

apesar de não ser muito grande, o colchão dava perfeitamente para andarmos os dois a cavalo. um em cima do outro, encostados, ou como calhasse, a flutuar pelo rio ao sabor das correntes. já me tinha esquecido como aquilo sabia bem. e se quiséssemos um bocadinho mais de adrenalina, à maré vazia, a foz fazia uma espécie de rápidos.

chillin'

 

entretanto já fiz saber ao marido que para o ano quero uma canoa insuflavel \m/

Odeceixe!

é um sitio que fica no "limbo": demasiado longe para ir de fim-de-semana porque são necessárias duas horas e meia para lá chegar, e demasiado longe para visitar quanto estamos de fim-de-semana na terrinha.. vai daí, à excepção de um ou outro dia de praia quando andamos pelas redondezas, não é sítio que costumemos frequentar.

 

depois de dois dias a vagabundear entre a praia do carvalhal e a zambujeira, mudámo-nos para lá, que o marido adora a praia eu andava maluca para voltar a "acampar" na margem do rio. então à noitinha, antes de assentarmos arraiais, fomos até à vila dar a volta de reconhecimento e morder o ambiente.

 

quando era miúda ia lá muito com os meus pais, mas já não me lembrava de nada aquilo.. a julgar pela quantidade de carros estacionados junto à estrada e pela dificuldade em encontrar sítio para deixar o nosso, aquilo parecia ser um destino bastante concorrido.. 

 

odeceixe é um *bocadinho* labiríntica. tomámos uma rua ao calhas e começamos a subir. não se via vivalma. subimos, subimos, subimos e nada.. 

aquilo já me estava a fazer confusão. tão.. uma porrada de carros lá embaixo e não se via ninguém por ali? ondé que estavam as pessoas, os restaurantes e as lojas? seria aquilo uma espécie de dormitório veraneio?

 

quando chegámos à igreja decidimos começar a descer.. à medida que íamos descendo em direcção à zona mais central, começou-se a notar um burburinho, que aumentava cada vez mais. até que às tantas...

 

... a vida explodiu nas ruas!

 

restaurantes, bares, pastelarias, pensões, lojas, e gente.. MONTES de gente. finalmente!!

da estrada não se vê nada daquilo. ficámos mesmo surpreendidos lol

 

nessa noite andámos que nos fartamos. é mesmo um sitio muito giro, quase nem parece ser algarvio. casinhas arranjadas, bem aconchegadas, ruas limpas, comércio e alojamento concentrados na mesma zona, nada de muito espalhafatoso. apetecia estar por ali.

 

nos dias seguintes jantamos por lá, naquele que nos pareceu o melhor restaurante das redondezas, o chaparro. tava sempre a deitar por fora, listas de espera e tudo, mas quando nos sentávamos, éramos servidos com uma rapidez impressionante. a comida era à maneira e o preço em conta!

 

a praia!

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a praia de odeceixe é a típica praia da costa sudoeste: ar selvagem devido às falésias e ao mar revolto. apesar disso, é abrigada e bastante agradável.. e enorme. é também bastante concorrida, mas parece nunca encher realmente.

 

..e depois há o rio (ou ribeira), uma excelente alternativa para quem quer tomar banho e receia a ondulação. à maré cheia, transforma-se numa piscina gigantesca, com uma corrente que oferece horas de diversão. os putos então, passam-se!

o meu maior desgosto foi não ter uma canoa, mas fomos ao chinês buscar um colchão de ar que se revelou num excelente investimento.. mas isso fica para outro post :D

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Dormir no carro é fixe!

poupa-se uma porrada de guito em alojamento (não tenho ideia de quanto pode custar uma dormida na mais modesta das pensões num destino de praia em pleno agosto, mas suponho que por menos de 50€/noite não arranje grande coisa), e temos liberdade de ir para onde nos apetece sem preocupações. insatisfeitos com o local? basta soltar as amarras!

 

mas tem as suas desvantagens..

 

o cascas até pode ser espaçoso e nós dois pigmeus que cabem em qualquer cochicho, mas a coisa requer logística, agilidade e paciência. mas o carro foi caro, só tem mais é que render, né? :D 

 

rebater os bancos, encher e acomodar o colchão é o menos. quando chega a hora do sono é que são elas!

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a rotina "pré-dormida" inclui não esquecer de estacionar o carro com a traseira mais elevada que o nariz, para vencer o desnível dos bancos rebatidos (assunto a resolver em breve) e assim dormirmos mais confortáveis, amanhar as "pratas" nos vidros da frente e de trás, verificar se os vidros estão ligeiramente descidos (para o ar circular durante a noite), se as cortinas laterais estão devidamente encaixadas nas janelas para não entrar mosquitagem (na primeira noite tivemos uma invasão e pêras), se o carro está trancado, e decidir se queremos ou não dormir com o tecto panorâmico aberto. 

 

(se calha adormecermos a mirar o céu - que é do mais saboroso que há - somos violentamente acordados pela claridade da alvorada e começamos a assar lentamente.. ter que ir ao lugar do condutor desbloquear o carro, ligá-lo, fechar o tecto e desligá-lo, é chato)

 

porque o carro é alto, é necessária uma certa ginástica para entrar (ou sair) pelas portas traseiras, ao mesmo tempo que temos que descalçar-nos para não sujar os interiores. marradas na porta acontecem com frequência. 

(entretanto chegámos à conclusão que entrar pela parte da frente do carro facilita a tarefa. cravamos os joelhos nos assentos e mergulhamos lá para trás, por entre os bancos)

 

com os bancos rebatidos e a "cama" feita, o único espaço livre que sobra para a tralha que transportamos é onde normalmente viajam as pernas dos passageiros traseiros, zona essa que fica tapada pelo colchão. quando precisamos de qualquer coisa, temos que levantá-lo, o que faz com que ande sempre a roçar nas costas dos bancos dianteiros. aqui não há volta a dar, é rezar que o tecido seja bom (o que parece ser o caso) :D

 

the last but not the least, não ter uma retrete digna nas redondezas. ainda que a malta contorne a questão levando um garrafão de 5l de água, que serve essencialmente para lavar a tromba e os dentes, existem hábitos difíceis de quebrar :D pessoalmente não me importo de cagar no mato, já o homem... banhos, só de toalhitas. e ainda foram uns quantos (dia-sim-dia-não).

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apesar desta trapalhada toda, adoramos isto e sabe tãããããããããããããããooo bem dormir no carro!

 

sobre os sítios onde pernoitamos..

 

nos alteirinhos, junto à falésia. é o meu spot favorito mas a bófia não vai na conversa.. há uns tempos atrás espetaram lá uma placa a dizer que é proibido pernoitar, mas ninguém parece realmente querer saber disso. na manhã do segundo dia, távamos nós na ronha, quando apareceram dois agentes da autoridade a mandar a malta recolher ao estacionamento "oficial". o truque parece ser chegar tarde e sair cedo :)

 

já na margem alentejana da ribeira de seixe, a história é outra. estão sempre lá montes de caravanas estacionadas, de toldos e esplanadas montadas. parece uma pequena comunidade, em constante metamorfose. raramente conseguíamos estacionar no mesmo sitio e havia sempre vizinhança nova.

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espanhóis, franceses, alemães, holandeses, e tugas. tudo ao molho e fé em deus. apesar do aspecto (por vezes) duvidoso, a estrangeirada que por ali pára, aparentam ser malta fixe, calma e super educada. metiam-se na conversa uns com os outros e estavam todos na boa e em paz com o mundo. 

adorava vê-los a curtir o pôr-do-sol enquanto jantavam, e baterem palmas perante o espetáculo.


(já os tugas... mas isso é história para outro post he he he)


tá-se muito bem por ali, pena que a zona esteja um bocado maltratada devido à movimentação incessante de gentes, mas a proximidade à praia é um grande ponto a favor. é só preciso atravessar o rio! 

Amor e uma caban.. perdão, um carro!

então no sábado pegámos no mínimo essencial para andar por fora durante uma semana, alojados no nosso rico carrucho: sleepin'bed do campsimo, garrafão de 5l de água para cobir as necessidades básicas, roupa, toalhas de banho, a bolsa dos artigos de higiene pessoal, e.. TOALHITAS, muitas! 

 

o destino era (in)certo e o objectivo era dormir onde nos desse na telha, sacar uns banhos em s. teotónio ou num parque de campismo qualquer que se atravessasse pelo nosso caminho (há que manter um mínimo de conforto :D), e encher o bandulho de praia!

 

..e foram os 8 dias mais marados de sempre!

 

a aventura começou na praia das bicas, depois curvou até setúbal, desceu até à zambujeira onde andou às voltas, depois desceu mais um bocadinho até odeceixe. depois teve que subir à base, que o marido tinha uma consulta. ainda assim, aproveitou-se a oportunidade para dar umas voltas por sines e ir até à praia do pego. depois tornou a descer, a todo o vapor, até odeceixe. depois desceu mais um bocadinho até à amoreira, e mais um bocadinho até à terrinha, que o pai fazia anos. depois subiu novamente até odeceixe, s. teotónio, curvou à zambujeira, e por fim.. casa!

 

dormimos duas noites em frente aos alteirinhos e três noites em odeceixe, do lado alentejano, no exacto local onde há mais de 25 anos acampei com a família numa carripana e adorei. pensava que já não deixavam a malta crashar por ali, mas aquilo esteve sempre cheio de caravanas, e algumas tendas até, e nunca vi lá policia a mandar a malta embora. gentes de várias nacionalidades, muito boa-onda. um rio temperamental que à maré-cheia era o cabo das tormentas para atravessar com a tralha da praia. demos com cada espectáculo aos banhistas que só visto :D

 

um milagre aconteceu e o cascas saiu (aparentemente) ileso da cobóiada. a versatilidade que o cabrão do carro tem não pára de nos surpreender. enfiámos-lhe um colchão de ar demasiado grande, rastejámos por cima dos estofos que nem uns animais, andávamos sempre a abrir e fechar portas, põe-saco-tira-saco, massacre de mosquitos, redes entaladas nas janelas.. jazus!

 

bom.. vou desbobinar isto por temas, se não, nunca mais é sábado lol

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mIRC.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e (sempre que a preguiça não a impede) gosta praticar exercício físico.

mantém uma pequena bucket list de coisas que gostava de fazer nos entretantos.

de resto, é ler o blog :D

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores:
#11 #10 #9 #8 #6 #5 #4

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