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lost in wonderland

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Lost in... Londres III

Janeiro 31, 2019

que é como quem diz, apanhaste-lhe o gosto, agora tás sempre lá metida! lulz vá, é só a terceira vez em três anos 😅

não há escape possível, londres é uma cidade do caraças. já andávamos com vontade de regressar lá havia uns meses, quando apareceu a derradeira desculpa. e como era daquelas coisas que tinha que acontecer, o universo conspirou a favor. consegui uns voos com um preço bastante interessante, vaga no hotel que queria, e bora nessa!

depois apercebi-me que ir para londres no final de janeiro não era lá uma ideia muito brilhante.. se quando tivemos lá em novembro tava um frio cabrão, em janeiro provavelmente nem íamos conseguir sair à rua 😱

...mas desta vez nós tínhamos algo a nosso favor: experiência!!! 

o maior problema é o choque térmico entre o exterior, que está gelado, e o interior de qualquer sítio onde se entre, que dá para estar em manga curta. a solução é camadas.. mas poucas, que nem eu nem ele apreciamos andar enchouriçados em roupa. as duas primeiras camadas seriam térmicas e bastante finas e leves, a terceira seria uma camisola normal, e por cima daquilo tudo, um casaco de penas. depois os acessórios, luvas, gorros, e para o pescoço, o homem sugeriu buffs.

tão e que melhor sitio para ir às compras se não à secção de desportos de neve? oh yeah, não vai haver frio que nos pegue!!

a parte mais gira aconteceu dois dias antes da viagem, quando na call diária de equipa, nós relembramos que íamos tirar os dois últimos dias da semana. e nisto, o outro colega presente diz que também vai tirar os mesmos dias.

“ah e tal, vou aproveitar para ir até londres“
“olha que coincidência tão gira, nós também vamos para lá! vais quando?”
“na quinta, buéda cedo”
“OI? não me digas que também vais no voo das 6:40 da ryanair??”

nesta altura já ia uma granda algazarra na sala, quando ele confirma, apareceu malta de todos os lados a mandar-nos calar muahahah tão fixe!

a menos gira foi praí duas semanas antes da viagem. o homem apanhou uma gripe de caixão à cova, que se fez acompanhar das amigas do coração, as infecções respiratórias oportunistas. ora, se quando ele vai para londres, vem de lá sempre adoentado, ir para lá com maleitas respiratórias não era fixe... tão trata de curar essa merda!

andou a dar-lhe forte e feio nas drogas, e na véspera fez um exame e foi ao médico confirmar que o pior já tinha passado e não havia complicações. se não, ia viajar com tanto stress, que voltava de lá ainda pior.

to be continued...

Londres II // Encontros imediatos de 3º

Junho 05, 2017

tínhamos acabado de entrar em hyde park. a tarde estava impecável, e o parque estava à pinha de pessoas felizes da vida, a aproveitar o bom tempo. nisto passa por mim um galgo desalvorado, e eu comento (no gozo!! que eu sei que aquela raça é suposto os cães serem esqueléticos), "ai pobrezinho do cão.. tão magro, com as costelas todas à mostra.. que horror.. deves passar fome.. belos donos que tens, que não te dão de comer.."

o cão andou ao nosso lado uns bons metros, a brincar com um galho, até que as tantas interceptou o homem e deixou cair o galho aos pés ele.

o homem pára e mete-se a brincar com o cãozinho, como faz sempre quando um cãozinho vem ter com ele. entretanto da dona apareceu, a pedir desculpas que o cãozinho era "useless", num sotaque inglês repenicado. o homem continuava a brincar com o cãozinho e trocou umas palavras com a dona, sobre a coloração pouco habitual para a raça, e sobre a jovialidade e simpatia do cãozinho. entretanto a dona pega no galho, atira para longe e seguimos todos com as nossas vidas.

todos menos o homem, que enfiou o nariz no telemóvel e pouco depois, desvia-se na direcção da dona do cão. leu alguma curiosidade sobre a raça do cão e foi-lhe perguntar, pensei. não seria inédito.

após uma breve conversa, vejo-o a apertar a mão à dona do galgo magricelas e quando volta, vem todo histérico da vida (já contei como é ele neste estado, não já?)...

acontece que a moça dona do cão, era nada menos que a actriz que faz de lena luthor naquela série maravilhosa (NOT!!!) que ele tanto gosta, a supergirl. diz que lhe disparou o "spider-sense" e até se eriçaram os pêlos da nuca (palavras dele)... reconheceu-a pela voz, googlou para confirmar, e foi ter com ela, perguntar-lhe se era quem ele estava a pensar. e era mesmo! e ela super simpática, estendeu a mão e cumprimentou-o com um caloroso "nice to meet you!"

o homem, que ainda mal tinha recuperado da revelação que tinha tido em primerose hill, passou o resto do dia aluado com os desígnios misteriosos do universo. nem sei é como ele a reconheceu.. a moça tinha a cara escondida atrás duns óculões de sol enormes e vinha embrulhada num lenço gigante lol

...e pronto, that's all folks!

Londres II // Sights

Junho 02, 2017

se eu soubesse que o mercado de camden lock (e camden town no geral) era assim TÃO FIXE, tinha trocado de bom grado os outros dois a que fui (portobello e borough), por este..

PQP, aquilo é um mundo!! precisava de um dia só para explorar aquelas lojinhas todas em detalhe.. perdemos lá uma manhã, e só não ficamos mais tempo porque às tantas era tanta gente que se custava a respirar.



e só não perdi a carteira cabeça numa loja de merchandising de anime lá do sítio porque apercebi-me que alguns preços estavam assim pró inflacionados, e conseguia comprar a metade do preço.. como aquela estatueta do goku que ando há anos a namorar.. precisei de *muita* força para sair de la sem ela.. buáááá!!

dali circulamos a cidade,

íamos em direcção a regent's park, mas ao entrarmos em primerose hill, o homem ficou curioso com a multidão a subir a colina, e quis ir atrás.. chegou ao cimo da colina e teve um chilique. haviam de ver o meu homem histérico, parece uma pita, aos saltinhos e aos guinchinhos muhahaha. tive que esperar que se acalmasse para me explicar que raio foi aquela reacção: teve um déjà vu porque aquele sítio apareceu numa das cenas do sense8 lol

pela vista, a subida valeu totalmente o desvio.



já que estávamos perto, fomos até abbey road ver um fenómeno muito curioso que acontece ali: pessoas a atravessar uma passadeira..

OK.. não é uma passadeira qualquer, é a passadeira!

sempre, sempre a chegar gente.. o tamanho da paciência dos condutores que passam naquela rua é colossal. quem tem que passar ali com frequência, tem lugar garantido no céu lol



é um fartote. ficamos montes de tempo a curtir a malta, a atravessar em poses e a tirar fotografias. claro que eu também atravessei a passadeira, para posteridade :D



(btw, o aspecto manhoso da foto é propositado.. tentei imitar o original mas não saiu grande coisa)

a caminho de hyde park abandonamos o autocarro à pressa, quando reparei que estávamos a passar por little venice. apesar do nome, parece uma amostra de amsterdão. tem canais, pontes, e barcos-casa. é sítio muito giro, muito agradável para passear.



em hyde park aconteceu um dos melhores episódios da viagem, que vai ter tem um post dedicado. ah, fui dar uma mijinha no palácio de kensington.



 ali fomos ver como estavam as coisas em holland park. um bocadinho melhor arranjado, muito florido, e moooooooontes de gente. nem parecia o mesmo parque da outra vez.



amooooo o kyoto garden ♥

não estava nos planos mas acabamos por passar por nothing hill, para ir comer a uma cadeia de hamburgers hipsters, chamada honest (estava na to eat list da outra viagem e não aconteceu). portobello era a tasca mais próxima de onde estávamos, por isso, siga. ao domingo não há mercado e a rua está muuuuuuuito mais calma, puf.

os hamburgers são muito parecidos aos do ground burger. não são maus, mas já comi hamburgers hipsters melhores.

na segunda passamos pelo british museum, mas depois de vermos duas exposições demos de fuga. demasiada confusão.



 visitamos o chelsea physic garden, o jardim botânico mais antigo de londres (criado em 1673), cheio de plantas venenosas que são usadas para fazer remédios lol



a parte mais curiosa é que tem colmeias próprias, pois precisam das abelhas para polinizar as plantas. e depois vendem o mel na loja, espertos. tão fixe!

nessa tarde, regressamos ao holland park na esperança que o ambiente estivesse mais calmo, e os bichos menos stressados. e tivemos sorte. os esquilos estavam on fire e limparam-nos os amendoins todos, e o único pavão macho que vimos deu espectáculo.



à saída do parque, passamos pelas santander cycles. e eu tive uma ideia genial:

"ouve lá.. tão e se em vez de irmos apanhar o bus, atravessarmos hyde park a pedal?"

oh, yeah... e foi das coisas que mais gostei de fazer!

é facílimo de usar (se bem que o homem teve que fazer uso do seu número inglês para tirar uma dúvida, mas até isso ajudou a tornar a experiência ainda mais fixe). quero um serviço destes em lisboa. já!!! (despacha-te emel!!)

adoramos as passeatas diurnas por aqueles bairros pacatos, cheios de mansões e townhouses charmosas: chelsea, kensington, primerose hill, st john's wood, maida vale, mayfair... e adoramos as passeatas nocturnas no sempre vibrante e caótico centro da cidade, pelo soho, e covent garden... quero voltaaaaaar!!!



álbum completo no sítio do costume 

to be continued...

Londres II // Amazon locker

Junho 01, 2017

no mês passado comprei uma máquina fotográfica, mas nem me lembrei que podia precisar de acessórios.. só depois de tê-la nas mãos e começar a ler/ver feedback sobre a sua utilização, é que me caiu a ficha.. para além da bolsa, ia precisar duma porrada de tretas..

uma bateria extra, porque a cabrona suga bateria que nem um vampiro depois de um sono de mil anos; um carregador para as baterias, porque notamos que a tampinha que protege a porta USB parece ser tão frágil que se for muito usada parte-se em tempo nenhum; uma película para o ecrã, porque diz que se risca com muita facilidade; e já agora, um grip para para se agarrar melhor nela.. ah, e um cartão SD ultra rápido para tirar melhor partido de algumas funções.. tudo merdas super caras cá, e que nem pensamos duas vezes em mandar vir da amazon..

"ouve lá.. se vamos a londres daqui a duas semanas, porque não poupas os portes e mandas a encomenda para um cacifo?" sugeri ao homem, enquanto se preparava para finalizar a compra.

fui pesquisar as localizações dos cacifos e haviam dois a meia dúzia de metros do hotel.. 
it's happening!!

fazer uma encomenda num país e recebe-la noutro.. how cool is that??

se o homem tivesse feito a encomenda na quinta de manhã, em vez de na quinta à tarde, no sábado quando lá chegamos, já estaria à nossa espera. assim veio no domingo de manhã.

o processo de receber a encomenda é estupidamente simples. quando estiver pronta para levantar, enviam-nos um email com um código de barras. basta chegar ao cacifo, e aproximar o código de barras do leitor e puf: abre-se uma portinha automágicamente!



acredito que devemos ter feito soar umas quantas campainhas, ao abrir a encomenda (que veio com um aviso colado nas costas) na biblioteca, inspeccionar demoradamente o seu conteúdo, e depois sair com a caixa debaixo do braço e deitá-la no contentor mais próximo. pergunto-me o quão perto tivemos de ser abordados pelas autoridades lol

to be continued...

Londres II // Alojamento

Maio 31, 2017

pois desta vez não quis cá saber de airbnb. fiquei escaldada. além disso, queria ficar mais perto do centro. os transportes públicos são brilhantes, mas não queria estar dependente deles se quisesse sair à rua.

conseguimos um dos últimos quartos (isto com dois meses de antecedência), numa cadeia de hotéis que já me tinha aguçado o apetite na viagem anterior, mas que por causa do preço (e provavelmente disponibilidade), ficou de parte. desta vez, já que poupei no avião, tou'ma cagar. quero dormir num sitio fixe!!

ladies and gents, behold, o mais cromo dos hotéis onde já tivemos o privilégio de ficar alojados: o hub!

A-D-O-R-E-I!!

o quarto pode ser pouco maior que uma caravana.. mas!! o espaço está super bem aproveitado, não falta lá nada. tem uma pequena secretaria, que recolhe para os pés da cama para não ocupar espaço. um pequeno roupeiro. espaço para guardar a bagagem, por baixo da cama. a cama ultra confortável. o wc é minúsculo, mas a disposição é perfeita, e dá na boa para duas pessoas tomarem duche juntas. os controlos da (intensidade da) iluminação e do A/C, estão num painel na cabeceira da cama, ou no telemóvel, na app do hotel. wifi poderoso. tomadas por todo o lado, incluindo uma europeia. um media hub embutido na parede, com entradas analógicas e digitais, e a tv suporta airplay e miracast (para streamar conteúdo do telemóvel ou do portátil). nem secador de cabelo falta.

tão, mas tão prático e acolhedor. brutal para estadias curtas.




"isto é a nossa cara", concluiu o homem, impressionado. indeed it is!

além disso, o atendimento é impecável. staff disponível e atencioso, guardaram-nos a bagagem antes do check-in, e deixaram fazer o check-in meia-hora antes. isto quando se está a morrer por uma almofada é uma dádiva dos céus. o check-in é super descomplicado, faz-se nos quiosques à entrada, a ficha já está preenchida com os dados da reserva, é só confirmar, e pagar, se for o caso. até os cartões de acesso ao quarto são gerados também no quiosque.

ah, e na zona da cafetaria havia chá e café à descrição para os hóspedes. ainda nos fomos lá servir umas quantas vezes :D



outro detalhe que gostei foi a segurança. para chegar ao quarto, tínhamos que usar o cartão para abrir duas portas, uma de acesso ao hall dos elevadores e escadas, e outra em cada patamar.

a localização não podia ser melhor, a dois passos de trafalgar e leicester square. e tudo quanto era transporte público à mão. definitivamente, não tem nadaàver, ficar no coração da cidade. proporcionou-nos uns passeios nocturnos valentes \m/

apenas um pormenor. o nosso quarto não tinha janela, a única altura em que isto fazia alguma confusão era de manhã, acordar sem luz natural. mas como andávamos o dia todo por fora a laurear a pevide, nem demos por isso. 

fiquei cliente prá vida ♥

to be continued...

London II // Internet

Maio 30, 2017

aproveitamos para meter em prática certas coisas que aprendemos na viagem anterior, como por exemplo, que wifi à borla não abunda em londres, e ter internet no telemóvel tinha dado jeito.

a solução mais simples passa por comprar um cartão SIM "pay as you go" (ie, um pacote no strings attached e quanto estouras tens que recarregar). todas as operadoras têm, e os preços são ela por ela.

foi só das melhores decisões que podíamos ter tomado neste segundo round. navegar pela cidade com internet na ponta dos dedos faz assim uma diferença do cacete. principalmente por causa dos transportes públicos, horários, e cenas. claro que como dois internet junkies que somos, também serviu para andarmos sempre de nariz enfiado no telemóvel a trollar a malta, a consumir feeds, entre outras coisas :D

o plano inicial era comprar um cartão SIM com 12GB de dados móveis na three (a operadora que encontrei com mais recomendações), por 20£. depois tornava o meu telemóvel dual SIM num hotspot, e o homem pendurava-se nele. era uma sweetheart deal, pois assim mantínhamos o cartões portugueses, caso alguém precisasse de entrar em contacto connosco.

podia ter seguido com o plano, mas como tinha uma vodafone ali estrategicamente posicionada à saída da victoria station, e sabendo que os preços praticados pelas operadoras são idênticos, achei que não fazia mal sair dali logo servida de internet. e foi assim que tive o meu primeiro número de telefone inglês yay

claro que nunca se sabe tudo, e aprende-se sempre mais qualquer coisinha no processo.. tipo, que a modalidade "pay as you go" não permite fazer tethering...

WHAT THE FUCK?? que serviço de terceiro mundo vem a ser este??

então eu tinha acabado de comprar um cartão da vodafone por 20£, com 4GB de dados, mas não podia partilhar internet com o homem?? FFFFFFUUUUUUUUUUUU!!

descobrimos logo em seguida que (provavelmente) nenhuma das operadoras faz isso, apenas com contrato. fónix... porque é que não nos lembramos a perguntar este detalhe?? porqué que em todas as merdas que li sobre comprar cartões SIM no UK ninguém fala nisto? oh well.. live and learn!

a caminho do hotel, descemos do bus precisamente à porta de uma three. aquilo só podia ser um sinal - um sinal que eu devia ter-me mantido fiel ao plano inicial (podia ser que ali me tivessem informado das condições do serviço)... e o homem foi comprar um SIM com 1GB para ele.

resumindo: se nos tivéssemos apercebido deste detalhe, em vez de um SIM da vodafone com 4GB, tínhamos comprado dois, de 1Gb de dados (que chega perfeitamente para 3 dias), pelo mesmo preço...


...mas se tivéssemos comprado os dois na vodafone, não teríamos ficado a saber que a cobertura da vodafone em londres é uma miséria. nunca vi as letrinhas 4G/LTE whatevs no meu telemóvel, enquanto o homem, com o seu cartão da three, raramente não tinha 4G :P

also, sabiam que não podemos ver pr0n por dados móveis? temos que pedir ao operador para desbloquear lol

to be continued...

Lost in... London II

Maio 29, 2017

here we go again, here we go go go... *

e esta foi a segunda viagem que compramos pelos saldos da easyjet, em dezembro. ainda estávamos no rescaldo da viagem anterior, mas como voltei de lá a sentir que não tinha vivido a cidade devidamente, queria uma desforra a.s.a.p.

mas antes de continuar, tenho que deixar aqui uma reclamação à minha pessoa.. eu julgava que já tinhas aprendido, isa maria, que marcar voos para de madrugada, é uma péssima, péssima ideia. porque não dormes, porque andas grogue a manhã toda, e porque vais perder 4 horas preciosas da tarde a fazer uma sesta para recuperar minimamente... humpf!

e aquela manhã de sábado teve tudo para correr mal,

primeiro porque somos umas pessoas muito descontraídas e chegámos ao aeroporto quase em cima da hora do fecho do embarque, e porque nos esquecemos que para londres, temos que passar pelo controlo de alfândega.. e estava uma fila medonha para o controlo de alfândega, porque estavam apenas dois postos abertos, para dois voos para londres à mesma hora (vergonhoso, aquele T2 do aeroporto de LX), e estava todàgente em pânico, e todàgente a querer passar por cima uns dos outros. quase que dissemos bai bai à viagem. ainda assim, não fomos os últimos a entrar no avião (tugas lol) :D

e apesar do voo ter saído de lisboa à hora prevista, e ter aterrado em gatwick dez minutos antes da hora prevista, tivemos que esperar quase meia-hora na pista, à espera de slot para o avião estacionar.

não seria problema se não tivéssemos bilhetes comprados para um comboio que partia dali a 30mn. e ainda tínhamos que sair do aeroporto, e chegar à estação dos comboios, e levantar os bilhetes na máquina, e não fazíamos a mínima ideia de como era o processo porque era a primeira vez que íamos andar de comboio. bom, foi uma correria insana, mas conseguimos apanhar o comboio (até ao dia de hoje, ainda estou para saber como é que conseguimos tal feito).

yep.. nós dois somos aquelas pessoas que atravessam os corredores dos aeroporto correr, feitas parvas, porque cenas :P

às 10.30 da manhã estávamos a atravessar o tamisa, mas eu vinha tão concentrada nas 4!! chaminés da battersea station que nem dei por isso. apenas vi o tamisa uma vez, nos três dias que estivemos em londres. 


apesar de termos repetido algumas coisas, esta viagem foi completamente diferente da outra, sem planos, e sem horários nenhuns. a única coisa que fazia questão, era de ir a camden ver os mercados, de resto era para curtir a cidade como nos apetecesse, coisa que não aconteceu da outra vez, porque estava demasiado frio para andar na rua, e os dias eram minúsculos.. ideia de merda, ir a londres no inverno. nunca mais!!

agora, com luz até às oito e meia da noite, temperaturas mais suportáveis, e net no telemóvel, a história foi completamente diferente.. foi épico, a todos os níveis. voltei de lá definitivamente fã daquela metrópole \m/

repetimos principalmente comida. ramen no tonkostu do selfriges (fomos também ao shoryu, bestramen. ever!!); nandos; krispy kreme; fish and chips; voltamos ao regency cafe, para almoçar english breakfast. adoro aquele sítio, bué castiço, e adoro o cota que atende a malta. o tipo despede-se da clientela pelo nome, com aquela familiaridade reconfortante, típica de tasco de bairro que conhece os clientes desde sempre. quando saímos, e o cota despediu-se do homem pelo nome, fiquei de rastos :D

mal metemos os pés em lojas. ok.. fora as lojecas em camden lock, fomos à forbidden planet, ao japan center (ainda bem que não temos cá nada parecido.. era a minha ruína :D), a uma comic store perto do hotel, a uma h&m porque o homem calculou mal a bagagem e precisou de uma long sleeve, e ao john lewis à hora do fecho para ir buscar um chromecast. de resto, entramos no selfriges para ir comer, no boots buscar lenços e drogas (tá visto que o homem constipa-se sempre que lá vai), e no tesco comprar água (bargh) e alcagoitas.

estivemos quase... quase... para ir ver uma peça. íamos a passar numa das ruas principais do centro, quando vi a fronha do "bobby axelrod" na fachada de um teatro e dei uns saltos. fui pesquisar se havia bilhetes para o dia seguinte e havia.. mas.. tive medo de arriscar. não sou grande fã de teatro, e os bilhetes mais baratos não me garantiam que ia conseguir ver grande coisa da actuação do homem, e tive medo de dar o tempo por desperdiçado, enquanto podia aproveitar cada minuto na cidade. não me arrependo, mas por outro lado, ficou-me aqui um feeling de assunto inacabado :/

o voo para lá correu muito bem. apanhamos um bocadinho de turbulência, mas tudo suave, e o avião ainda cheirava a novo (o airbus nº 250). no regresso, saímos de luton com tempo relativamente bom, mas antes de aterrar cá, os pilotos tiveram que fazer umas piscinas.. parece que o aeroporto de lisboa esteve fechado uns momentos por causa do mau tempo e provocou fila.



to be continued...

Ramen

Dezembro 30, 2016

peeps be advised: convém ter guardanapos à mão para ler este post :D'

(keep in mind: ainda não tive oportunidade de provar o ramen no sítio onde ele nasceu, e muito menos sou conhecedora, logo a minha opinião sobre o prato não é a nível de autenticidade, mas sim do meu paladar e gosto pessoal)

fiquei a saber da cena do ramen em londres, quando o koppu abriu em lisboa. nos artigos que saíram sobre este restaurante, os proprietários contaram que foi lá onde aprenderam as artes desta sopa japonesa. aparentemente a cidade inglesa rendeu-se ao conforto proporcionado por uma tigela de noodles fumegantes, e eu fiquei com a pulga atrás da orelha.

até à data, a minha ideia de ramen eram aquelas porcarias instantâneas que se vendem nas secções internacionais dos supermercados, que nem para comida de sobrevivência é grande espingarda. mas também sei que é um dos pratos mais icónicos e apreciados da gastronomia japonesa, tinha que lhe dar uma oportunidade. vai daí, aproveitei a viagem a londres para fazer isso acontecer.

sítios onde podíamos experimentar não faltavam. a estreia aconteceu logo no primeiro dia, no tonkotsu do selfridges. estava apinhado, mas conseguimos dois lugarzitos ao fundo.

sentei-me, olhei para os ingredientes das quatro opções de ramen disponíveis no menu e benzi-me mentalmente. aquilo tinha tudo para correr mal.. água deslavada com cenas a boiar lá dentro é dificilmente a minha ideia de um prato substancial e saboroso. pedi ao calhas. fosse qual fosse das opções, era quase certo ia detestar.. ia deixar metade da comida, e passar uma vergonha por ser o único ser humano à face da terra que não gosta de ramen.

esta desconfiança toda foi em parte pela experiência do pho não ter corrido às mil maravilhas (se seguissem a conta do facebook aqui do tasco sabiam do que estou a falar :D), estava convencia que ia repetir-se.

foram minutos ansiosos à espera da minha tigela de ramen, que estava a ser habilmente preparada ao alcance dos meus olhos. o que aconteceu a seguir foi inesperado...

a fumegar debaixo do meu nariz, só o aroma foi suficiente para me activar as glândulas e comecei instantaneamente a salivar. concha na mão esquerda, pauzinhos na mão direita, e cá vai disto. primeira reacção quando as papilas gustativas processaram o sabor do caldo,

BLISS!! abso-fucking-lutely delicious!!



shoyu (caldo com base de soja e galinha)

o caldo é mais complexo do que parece à primeira vista, e é sem dúvida a parte mais gulosa deste prato. é aromático, encorpado, e riquíssimo em sabor. deixa-nos com uma agradável sensação de conforto e satisfação cá dentro.

gostamos tanto que no dia a seguir fomos ao kanada-ya. neste bar eram especialistas em tonkotsu (caldo com base de porco). o caldo do tonkotsu é mais espesso, opaco e ligeiramente gorduroso, e tão ou mais carregado de sabor que o shoyu.



dois dias depois, fomos ao "famoso" wagamama. há anos que oiço falar desta cadeia, e estava curiosa. aqui experimentei ramen de galinha (nem percebi que tipo era, se shoyu, se tonkotsu, ou outra coisa qualquer), e por zeus.. que porcaria mais deslavada que me serviram! aquelas ervas ali a boiar (rebentos de ervilha acho), davam um sabor tão mázinho que tornava a refeição ainda mais intragável. que desilusão que levei daqui :P



no último dia em londres, voltamos ao novamente ao tonkotsu (no soho) para a despedida e purgar da memória a má experiencia da noite anterior. é seguro dizer que por esta altura já estava viciada em ramen :D



de regresso à nação, a coisa que trouxe mais saudades de londres foi mesmo o sacana do ramen. via as fotos e desatava a salivar. se calhar estava na altura de fazer uma visita ao "culpado" pela descoberta gastronomica do ano, o koppu.

não é tão guloso como aqueles que devoramos em londres, mas dá para o gasto. a apresentação podia estar um bocadinho mais cuidada, mas isso já sou eu a ser picuinhas he he he



na semana seguinte foi a vez do kokoro. este minúsculo e modesto ramen bar, que serve apenas três pratos, está sempre à pinha. pedimos tonkotsu. o homem gostou, mas eu nem por isso. os noddles estavam no ponto, mas a entremeada tava muito longe daquilo que esperava, seca e sem grande sabor.



na semana seguinte voltamos a dar outra oportunidade ao kokoro. pedi o shoyu de galinha e gostei, apesar de achar que tinha pouco caldo. e desta vez, a carne do tonkotsu estava melhor. este sítio só tem um problema, o atendimento é super demorado.. 



eis que pinga na timeline do facebook, que no sábado seguinte era dia de ramen no bonsai. eh lah! bora já nessa. tinha realmente bom aspecto, mas não convenceu. o caldo base era de miso e porco, e estava algo gorduroso, e tinha um paladar muito forte na boca.

 

descobri através do zomato que o ori, um restaurante de cozinha asiática no colombo, servia ramen. numa das vezes que tive que ir lá, fui experimentar. apesar do muito bom aspecto, e das expectativas geradas por este, não convenceu de todo. o caldo não era particularmente saboroso, e os noodles são daqueles de pacote que se encontram nos supermercados, super difíceis de sorver.

 

estou completamente rendida a este prato. a parte chata é que enquanto a moda não pegar cá, as poucas opções que temos onde desfrutá-lo, são bastante concorridas. por acaso, não muito longe de mim tenho o nood, mas tenho receio de arriscar, à conta dos barretões que tenho apanhado lá.. não queria coleccionar outro. depois, (só com muita sorte) no bonsai, aos sábados e em doses muito limitadas. 

entretanto já descobri mais sítios, mas tenho que ir com calma para não arruinar o ramen para mim. as actualizações a este post vão acontecendo à medida que ir experimentando novos sítios.

mas o ideal, o ideal, era mesmo apanhar um avião para um sitio que eu cá sei :D'

London // sights

Dezembro 28, 2016

como este post é supostamente o menos interessante do rol (ou não tivesse eu percorrido todos os clichés de londres, que todàgente já conhece ou ouviu falar), vou temperá-lo com uma boa dose de parvoíce :D

estivemos em piccadilly circus à noite e de dia. é uma confusão do caraças seja a que altura for. falhei em compreender o fascínio por esta praça, não achei nada de especial. além disso, a fonte estava em obras, o que não ajudou muito.

passamos pela abadia de westminster, que não visitamos. dissemos olá ao big ben e tiramos umas quantas selfies parvalhonas que rezo para nunca caírem nas interwebs. passamos a ponte de westminster (yay, o famoso tamisa) para ter uma perspectiva frontal das houses of parliament, que não fomos visitar.



aqui sucedeu um avistamento inesperado. uma raposa a deambular pelo jardim do hospital ali ao lado, em pleno centro da metrópole. waaaa... a primeira coisa que me ocorreu foi que seria de estimação. mas não haviam humanos por perto, e ninguém se meteu com ela durante os minutos que andou debaixo dos nossos radares, e tampouco tinha ar de estar domesticada.. ficamos realmente impressionados por ver aquele animal ali.. não, não sabia que londres tem uma população de cerca de 10 mil raposas urbanas. brutal!!!

"caímos" na asneira de ir andar no london eye. não estava nos planos, não tinha comprado bilhetes com antecedência, a fila para a bilheteira era medonha. mas o homem achava que já que estávamos ali, devíamos ir só porque sim. oh well.. tá engrassade, mas não, há cenas mais fixes onde estourar as 25£ que custa cada entrada.



arrisquei a vida para tirar esta foto em frente ao ministério da defesa. estava um guarda armado com uma metralhadora, ambos a olhar para mim com ar de poucos amigos. tudo porque foi cenário de um dos meus filmes favoritos dos últimos anos.



e já que estávamos numa de locais de filmagem do edge of tomorrow, seguimos para a trafalgar square. acho esta praça lindíssima - vista de cima. vista ao nível dos olhos não é nada por aí além. anyway, o mais interessante que encontrámos nesta praça foram os semáforos.

depois continuamos pela the mall, uma larga avenida que vai em linha recta até ao palácio de buckingham. reconhecia-a facilmente da tv, não só o tom cruise passou por lá a jardar de mota, como o clarkson e o bando do top gear gostavam muito de ir para lá fazer macacadas.

no palácio de buckingham, sôdona rainha estava em casa mas não deu o seu ar de graça, ao ajuntamento de curiosos cá fora. fiquei com a sensação que deve ser chato, ter uma multidão (onde me incluí) sempre à porta da nossa casa, a fazer figuras tristes. se fosse a rainha, vinha cá fora correr tudo à vassourada!



gostei o memorial da rainha victoria, parece que é muito querida dos ingleses. tem a alcunha de "avó da europa" porque a sua descendência espalhou-se por quase todas as casas reais europeias. sei destes factos (ligeiramente) interessantes porque umas semanas antes, andámos a ver uma série biográfica sobre esta monarca, que me fez ficar agarrada horas a fio à wikipedia, a consumir informação sobre realeza na europa. acabei a ler artigos sobre a primeira e a segunda guerras mundiais :/



tower of london não tava praí virada, i don't do medieval. a tower bridge de estava em obras, e os meus planos de tirar bué de selfies em posições ridículas lá saíram todos esburacados, como o asfalto que eles estavam a substituir no tabuleiro.



agora as torres de vidro. marquei o pequeno-almoço no darwin brasserie, no 36º andar do 20 fenchurch street, aka walkie talkie. achei que era uma forma fixe para visitar o sky garden. quando recebi o mail da confirmação da reserva, vinha lá a falar em dress code e entrei em pânico. dress code, para ir tomar o pequeno-almoço, really? vou ter que ir carregada com roupa de propósito? NOOOOOOO... depois fui ao site e vi que só era imposto a partir das cinco da tarde. uuuuuuuff!!

só por causa das coisas, fui vestida como uma soccer mom em dia de treino!

a vista sobre a cidade é mil vezes mais interessante que do london eye. o espaço é muito agradável, e como fomos antes da hora da abertura aos visitantes estava muito calmo. quando saímos, a fila para entrar dava a volta ao edifício.



o the gherkin é capaz de ser das torres de vidro mais bonitas que já vi. pena não ser possível visitá-la. também não subimos ao miradouro do majestoso the shard porque era estupidamente caro (26£). não digo que não seja interessante, mas já tínhamos gasto dinheiro suficiente em miradouros aéreos.



o edifício do city hall parece o capacete do robocop. 'nuff said!



o borough market pareceu-me giro, especialmente pela localização - debaixo da ponte. o cheiro no ar era um bocado enjoativo, demasiados aromas going on, vindos das muitas barraquinhas de street food, que àquela hora bombavam a todo o vapor.



covent garden não achei nada de especial, processem-me. gostei mais do st martin's courtyard. é um beco cheio de lojas posh. existem dezenas de becos destes espalhados pelo centro, são um mimo.

carnaby street, é outro centro comercial ao ar livre. moooontes de lojas e restaurantes. como já tínhamos andado para cacete naquele dia, não estava com energia para grandes explorações, uma pena. toda aquela zona é muito, muito fixe!



andamos por hyde park a contribuir para a obesidade dos seus habitantes. esquilos, pombos, pegas, corvos.. não são muito ariscos, nem esquisitos, o que vier à rede é peixe. a meio do parque está o imponente memorial que a rainha victoria mandou erguer em honra do seu falecido consorte. dá para ter uma ideia da devoção que ela tinha por ele.



o holland park enganou-me. ali nas traseiras do primo famoso, pelas fotos contava que fosse um paraíso escondido. só que não.. à excepção do kyoto garden, este parque parece deixado ao abandono (apesar de andarem por lá jardineiros), relva por cortar há muitos meses, sebes por aparar, mato.. uma tristeza. espero que seja temporário.



os pavões do kyoto garden salvaram o passeio. ficámos deveras impressionados pela sua cordialidade. quando toparam que havia amendoins para distribuir, meteram-se na fila juntamente com os esquilos e as pegas, e aguardavam calmamente pela vez deles. o seu bom comportamento foi devidamente recompensado.

...mas tenho que admitir, que quando vi os pavões a irem todos na direcção do homem, tive um certo receio que o atacassem. não são aves pequenas, e em bando, nunca se sabe.. felizmente eram pacíficos.



interagir com os bichos foi das melhores partes da viagem. são verdadeiros anfitriões :D por falar nisso, há um memorial em hyde park que me deixa com lágrimas nos olhos.

battersea power station, òzanos que queria conhecer pessoalmente este imponente edifício (provavelmente um mamarracho aos olhos de alguns). esta antiga central eléctrica a carvão tornou-se numa estrutura icónica, muito famosa na cultura popular. a capa do animals, dos pink floyd é um dos exemplos mais conhecidos.

abeiro-me do tamisa para mirar o bicho, e aquela cena tá em obras, com duas das chaminés características em baixo. FFS.. cheguei tarde demais, o tamanho do meu desgosto. diz que a apple meteu as unhas naquilo (o dinheiro que a malta gasta em iphones está a ser bem aplicado muhahahah), e está-se a preparar para mudar a sua sede do reino unido para lá. pelos renders do projecto dá para perceber que vão preservar a fachada, mas vai ficar encafuada no meio de edifícios modernos. em 2021 vou mandar o meu cv para a apple.. one never knows :D

notting hill é um bairro muita castiço. as fashonistas adoram ir tirar fotos em frente às townhouses vitorianas, assisti umas quantas sessões fotográficas. gosto, mas não sou fã o suficiente do filme com o mesmo nome do bairro, para ir à cata dos locais de filmagem.



é também neste famoso bairro onde se realiza o não menos famoso portobello market. adoro mercados, mas acho que não estava no mood para este, não o achei nada de especial (devia ser do frio, ou da multidão que não deixava ver grande coisa).. mas daqui trouxemos um episódio caricato:

descemos do autocarro que nos levou da baixa de chelsea até notting hill, aflitinhos para dar uma mija. quando digo "aflitinhos", digo muito próximo de molhar as calças.

pelos vistos, as lojas desta rua não têm casas de banho, FFFFFUUUUUU!! entramos numas quantas, sem sucesso. como é que é possível que num local onde se junta tanta gente, não tenha sitio para a malta se aliviar? não li nada sobre isto nos guias, humpf!

às tantas, o homem apanha um policia na rua e pergunta-lhe aonde é que que havia uma loo nas redondezas. o prestável agente indica a direcção dos toilets públicos, notando que são pagos (oh amigue, eu nesta altura pago o que for preciso para não ter que tomar medidas por demais embaraçosas). thank you so much, kind sir!

tentar furar a multidão para andar um quarteirão até ao wc foi, utilizando uma palavra civilizada para descrever a nossa agonia, desesperante. quando por fim alcançamos o oásis das sanitas, guess what? os wcs estavam desactivados... FFFFFUUUUUU!!!

mais à frente, no fim da rua havia uma espécie de centro comercial, com wc's YAY... apenas para lojistas. FFFFFUUUUUU. demos a volta aquilo é nada. prestes a rebentar, o homem entra numa loja ao calhas, pergunta onde é que se vai à casa de banho ali. a rapariga diz-lhe que podemos usar as da esquina (dos lojistas), uma delas costuma estar aberta ao público. sweet jesus motherfucking christ mesmo a tempo de evitar um acidente de proporções catastróficas para a nossa honra.

passamos por muitos mais pontos de referência, monumentos, pontes, bairros, etc, mas estes são os mais relevantes e com algo para recordar. da to do list, apenas falhou a kings cross e o camden market. not bad!

posto isto, até ao meu regresso londres!!!

álbum completo no sítio do costume

London // food

Dezembro 17, 2016

certamente que não fui a londres atraída pela comida típica inglesa (ok, o english breakfast e o fish&chips eram "experiências" obrigatórias). também não fui pelos restaurantes de chef's famosos que não é a minha cena, e muito menos pelos mercados de street food onde se pode comer iguarias de todo o mundo (e arriscar uma caganeira explosiva no processo). não, eu fui pelo ramen!

UAU, ramen. que cena tão inglesa!!

como há muito para falar sobre ramen, vou dedicar dediquei um post a este capitulo. ao contrário do esperado, digamos que correu bem. talvez demasiado bem. fica uma amostra, para abrir o apetite :D'



fomos enfardar o english breakfast numa sugestão retirada do tripadvisor, no regency cafe. sitio modesto, autêntico, a atirar para o kitsch, e com preços muito em conta. não estava com medo desta sugestão, e com menos medo fiquei quando entraram alguns 10 policias para ir comprar o pequeno-almoço (ou seria o almoço?), enquanto esperava pelo homem, que tinha ido à procura de um multibanco. este tasco estava cheio de ingleses de todas as idades, éramos os únicos estrangeiros. foi o único sítio onde tal coisa aconteceu.

a única coisa que estava com medo era do tamanho das doses. enormes. não queria que sobrasse nada. não estava a sobrar absolutamente nada nos pratos dos outros clientes. 

kudos para este pequeno-almoço, incluindo o latte. tudo delicioso. e sim, sobrou uma posta de bacon. já era too much. pena que não deu para voltarmos lá para a desforra.

 
tinha duas referências retiradas do tripadvisor para comer fish&chips, mas acabou por acontecer num pub, em carnaby street. não era mau, mas também não era autêntico. era chapa 5, tipo aquelas paellas do paellador que se vêm por todo o lado, em todos os países.



gozai à vontade. se eu ia a londres, eu tinha que ir ao nando's. não perguntem que eu não sei responder, é uma pancada que tenho há muitos, muitos anos. acho que foi porque em miudinha fui a um nando's, em portimão. e aquilo marcou-me de alguma forma, para querer tanto voltar.

sabia perfeitamente que não é nada do outro mundo. é um fast food de frango assado, que não consegue competir com as nossas churrasqueiras tradicionais. gostei de lá ir (embora não tenha sido propriamente dito pela comida), o restaurante era acolhedor e parecia ter bom ambiente. 



como fã de donuts que sou, o krispy kreme não podia falhar! foi o último pequeno-almoço em londres, na victoria station, onde fomos guardar a tralha para as últimas horas de passeio. são. tão. bons!! foi impossível comer um!

eu bem tentei, mas o homem não me deixou comprar uma caixinha com uma dúzia... buáááááá!!!!



agora apetece-me a lamber o ecrã... e não, os da dunkin' donuts não são tão bons quanto estes, (in)felizmente..

a the muffin man não estava na lista, mas tinha que acontecer, até porque estava a walking distance do hostel. quis ir a esta casa de chá apenas pelo nome (e sim, tinham gingerbread men :D), mas deliciei-me com o muffin de laranja que enfardei. fiquei com pena de não ter experimentado os scones, tinham muita bom aspecto. o latte não ficou aquém de nenhum outro em londres. café com leite é lá com eles!

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mIRC.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e (sempre que a preguiça não a impede) gosta praticar exercício físico.

mantém uma pequena bucket list de coisas que gostava de fazer nos entretantos.

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores:
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