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lost in wonderland

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Lagos a Sag... Ingrina

Maio 12, 2015

no primeiro de maio, depois de quase um mês sem torturar esticar os músculos das pernas, decidimos que estava na altura de ir desentorpece-los. como íamos passar o fim-de-semana na terrinha, o plano era lagos até sagres em duas etapas, sexta e sábado a andar, e domingo a descansar.


trilhos não faltam ali, mas não existem percursos marcados para seguir. nada que me preocupasse, toda aquela zona costeira é-me familiar, apesar da paisagem ter mudado *bastante* nos últimos 15 anos.

lagos-salema faz-se muito bem, e por passarmos por uma vila ou praia com apoio a cada meia dúzia de kms, dá para fazer abastecimento ou pausar para comer qualquer coisa, logo não é preciso levar grande carga às costas.

começamos na ponta da piedade, passámos pela praia do porto de mós, praia luz, burgau, praia das cabanas velhas (nunca a tinha visto com tanta areia), e boca do rio, até finalmente alcançarmos a meta do dia, salema.

lagos lagos


porto de mós

o passeio é fantástico. as vistas sobre as águas calmas do atlântico às portas do mediterrâneo são um bálsamo para a alma. em dias sem ponta de vento como aquele, então..

Untitled

tem subidas e descidas interessantes, mas nada que nos deixasse de rastos. o maior desafio foi talvez descer a encosta da luz, desde miúda que tinha um fascínio por aquele monte e finalmente satisfiz a curiosidade de desce-lo. da próxima quero subi-lo :D

adorei cada passo que dei por aqueles trilhos. o piso é excelente, não maça os pés nem as pernas e as vistas fazem-nos querer andar sem parar. encontrámos montes de gente por cima daquelas falésias, a curtir a tarde que estava bastante agradável. uns a passear, outros a correr e muitos simplesmente a contemplar.


luz

Untitled

fiz os 21km daquele dia sem problemas e quando terminei não estava cansada nem a fantasiar com uma cama onde arrochar (isso veio depois lol), definitivamente faz toda a diferença usar calçado leve e meias adequadas, as forclaz que levei à experiência portaram-se à altura do desafio.

acontece que no sábado fazia tanto calor lá pelo reino dos algarves que não quis arriscar fazer-me ao monte. ainda me dava alguma quebra de tensão que ia obrigar o homem a ter de carregar-me dali para fora às costas. coisas fixes que a idade nos traz.. NOT!

bom, como eu tenho um problema com assuntos inacabados, não quis voltar de lá sem terminar o plano. domingo também era dia.

em contraste, salema-sagres é bem mais desafiante. a primeira metade foi muito agressiva, com subidas e descidas de fazer lembrar uma montanha russa, e a vegetação é bastante densa. mas com paisagens igualmente muito bonitas e bem menos povoadas. passamos por muitas praias quase selvagens, com acessos bastante condicionados que só os mais afoitos arriscam.

Untitled

zavial

não esperávamos era gastar tanto tempo e energia nos primeiros 8km. quando chegámos à ingrina, aquela que é a última paragem com apoio até sagres, decidimos, muito relutantemente, dar o dia por terminado. já começava a ficar tarde e estavamos um bocado mal-tratados, não ia dar para fazer tudo naquele dia. não esquecendo o pormenor que ainda ia conduzir 300km nessa noite..

se tivéssemos começado mais cedo, tínhamos ficado duas horas de molho na ingrina e depois seguíamos caminho, que a meta estava tão próxima que até queimava. começar tarde e más horas é um dos nossos grandes problemas, que enquanto não for resolvido, há-de sempre minar-nos os planos. é muito frustrante.
ainda por cima, quando mais ando distâncias longas, mais gosto. 8km já são um passeio no parque, preciso de pelo menos 15 para sentir que a coisa vale a pena. mas para isso é preciso ir com tempo..TEMPO!! argh

mas pronto, não hão-de faltar oportunidades para terminar o desafio..

álbum completo aqui

aviso à navegação: não há percursos marcados ali por cima, apenas uma encruzilhada de trilhos. é perfeitamente possível fazer sem gps, basta ir com alguma atenção por onde se segue (lamber a vista de satélite de um qualquer serviço de mapas da zona ajuda). há zonas que passam muito rente às arribas pelo que é preciso ter cuidado onde se assenta os pés.

Get Up Stand Up

Agosto 22, 2014

FINALMENTE experimentei aquilo do stand up paddle (SUP)!

 

havia um par de anos que andava atrás dum centro de surf que tivesse material para alugar, mas por ser uma modalidade pouco conhecida, tava difícil. a única coisa que conseguia encontrar eram aulas, mas com preços assustadores, que me tiravam logo a vontade.. 

 

mas pelos vistos este ano pegou moda e o SUP está por todo o lado, pelo menos em lagos - não há tasca de surf que não tenha pranchas para alugar. perdi-lhes o conto!

 

tão ao segundo dia, estávamos nós a chegar ao pólo do sapo, quando há qualquer coisa que me desperta a atenção na loja ao lado. atento na montra e… é um CENTRO DE SUP, caneco!!! 

 

até se-me eriçaram os pelinhos lá bem do fundo das costas. É QUE É JÁ. ai universo, és tão fofinho, cá beijinho!

 

o problema é que os dias andavam ventosos e as correntes não estavam para brincadeiras, logo não havia paddling para ninguém.. mas disseram-nos que vento deveria amainar lá pra quinta à tarde, e que na sexta ou sábado seria possível ir sup’ar. no worries mate, tou cá até ao fim da semana.

 

e assim foi. no sábado às duas da tarde estávamos à porta do centro, três de nós, eu o home e a sis, prontinhos para a nossa aula de iniciação, que incluía tour às grutas - duas horas e meia que se adivinhavam muito divertidas.. e molhadas lolão

 

no total éramos sete, seis maçaricos mais a nossa simpática instrutora alemã, gitte. o percurso iniciava-se na praia do porto de mós e terminava na praia da dona ana, sempre junto às falésias.

 

após o briefing em terra, onde nos foi explicado como é que funciona aquela traquitana toda, posições, quedas ao mar, the dos and don'ts e outros procedimentos relevantes (entre eles pedidos de socorro e etiqueta nas grutas), siga pró mar com três metros de prancha debaixo do braço..

 

..e S'AQUELA MERDA PESA!

 

dentro de água, toca de meter em prática os ensinamentos que tínhamos acabado de receber. parecia super fácil, até para mim, que sou um bocado desengonçada naquele tipo de assuntos. 

tusken sup'er

passado uns minutos a remar de joelhos, e numa altura em que o mar estava mais calmo (sem ondulação provocada pelos barcos que se passeiam junto à costa) ganhei confiança e seja o que dés’quizer! levantei-me na prancha e…

 

GREAT SUCESS!! consegui dar umas remadas durante uns minutos sem cair logo pró lado w00t

 

por essa altura já haviam mais colegas a tentar fazer o mesmo, e alguns até aproveitaram logo para dar um mergulho muhahaha

 

a instrutora, sempre atenta às peripécias dos seus pupilos, ia corrigindo as asneiradas que iam surgindo e dando dicas à medida que íamos ficando mais afoitos.

 

a parte das grutas foi tramada. a cada 30 segundos aparecia um sacana dum barco carregado de turistas para as visitar e aquilo era um trânsito infernal de embarcações. barcos, canoas, paddleboards, tudo à mistura.. é assim o agosto nas águas costeiras algarvias. 

hora de ponta

 

nas primeiras onde entrei, ainda sem saber bem como dar conta da prancha, via-me grega para não me espetar contra as rochas, ou contra os meus companheiros de paddle, ou atravessar-me à frente dos barcos e canoas.. os tipos dos barcos então, não achavam lá muita piada terem que desviar-se de nós. temos pena!

 

cheguei a resolver o problema sentando-me ao contrário na prancha e seguir de marcha-atrás. é a improvisar que a gente se entende :D 

 

assim que dobramos o cabo da boa esperança a ponta da piedade, o mar transformou-se um lago. agora sim!
meti-me de pé e só voltei a ajoelhar-me quando era mesmo necessário, tipo entrar em buracos ou passar por rochas baixas. 

 

a parte mais complicada foi mesmo empinar as manobras de direção. mas às tantas lá começaram a surgir com naturalidade, sem precisar de pensar muito na mecânica da coisa. queres virar? então enfia a pagaia na água com a face invertida e empurra-a em sentido contrario. done, carry on.

 

duas horas depois de ter saltado para cima daquilo já dominava a remada e não tinha grandes problemas de equilíbrio... não ter caído ao mar uma única vez foi um feito verdadeiramente épico para a minha pessoa :D

largò hipstergram!

 

fiquei fã. aquilo é MESMO FIXE, muito melhor que canoagem!  
tou maluca para voltar a pegar numa prancha daquelas outra vez. entretanto meti-me a ver videos no iútube e quero experimentar algumas técnicas que apanhei. also, estou a considerar assaltar um banco para comprar o meu próprio equipamento muahaha who’s in?

Mais 5 caches!

Dezembro 27, 2008

a malta tá de férias, não tem mai nada pa fazer, diverte-se como pode, né?

então no dia 25 levamos o dia todo a dizer que tínhamos que nos fazer às caches, mas quando finalmente saímos de casa, eram sete e meia da tarde. noite cerrada, portanto...

como estava muito escuro, decidimo-nos por caches urbanas, e lagos era o que estava mais à mão.

cache #4 - marina de lagos

começamos pela marina, que era a que estava mais perto. tava um frio de rachar, mas não nos demoveu de ir à procura da cache. estava num sitio fácil, mas estava um bocado afastado do ponto que o mapa indicava, pelo que ainda levamos bastante tempo a espreitar por entre as pedras do pontão.
tínhamos apenas uma lenternazeca de dar à manivela, não dá luz quase nenhuma, mas safou a coisa.

saímos dali aos pulos a ver se aquecíamos e fomos consultar a app. estávamos a km e meio de outra, tava tão perto que chateava... era só pegarmos no carro e seguir em frente.

cache #5 -
os indios da meia-praia

o sitio onde esta cache se situa não me inspira grande confiança, por isso, fomos dar uma granda volta, para chegar lá pela praia em vez do povoado. o carro também não ficou estacionado muito perto. podíamos ter chegado lá em poucos minutos se tivéssemos ido pela linha de comboio, mas era perigoso.
again, não se via um cabrão e a luzeca mal iluminava o sitio por onde púnhamos os pés.

aquela foi realmente fácil, a pista dizia tudo. em menos de nada, tavamos sentados a logar a nossa visita.

cache #6 - forte da meia-praia

esta sofreu do mesmo mal da outra..tava apenas a um kmzinho dali...era uma pena não passarmos por lá, então lá fomos.
também foi bastante fácil dar com ela. ajuda um bocado conhecermos o sitio como a palma da nossa mão, né? he he

cache #7 - a22 - via do infante - lagos - w-e

esta foi fruto do acaso, porque paramos na estação de serviço quando regressávamos a casa e ela estava uns metros de nós. não íamos deixar passar a oportunidade em branco, claro!

andamos 15mn, agachados a espreitar por entre os arbustos com aquela luz de merda, e tava difícil..às tantas, chamo o marido e digo-lhe: "não vamos desistir, aposto que está mesmo à frente dos nossos olhos!" e não é que estava mesmo??

e com essa demos a noite por terminada. foi uma estreia, as caches nocturnas, e foram todas bem sucedidas!
muito divertido, apesar do frio, e tem a vantagem de não levantar tantas suspeitas em relação ao que se anda ali a fazer

no dia 26 saímos em família, fizemos duas, todas nos arredores aqui da aldeia.

cache #8 estela de bensafrim

esta meteu uma pista pelo meio. a localização da cache que está no site não é a final, tínhamos que dar um passo intermédio para chegar à localização exacta. caro que foi fácil encontrar a pista, e o local.

a vista é realmente bonita, conheço bem os arredores disto aqui, mas nunca me tinha aventurado praqueles lados.

cache #9 old dam wall

esta também não foi difícil de achar, e andamos por uns sítios bem manhosos, cheios de pedras. foi o meu pai que deu com o tupperware, que eu andava mais preocupada em fotografar o musgo que crescia num sitio ali perto he he

e pronto..queria ver se amanhã ia para os lados da costa vicentina..espero que não chova, que há ali muita cache para descobrir :)

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mIRC.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e (sempre que a preguiça não a impede) gosta praticar exercício físico.

mantém uma pequena bucket list de coisas que gostava de fazer nos entretantos.

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores:
#12   #11   #10   #9   #8   #6   #5   #4

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