Dia 3 // Madrid y Mallorca

[zomg, daqui a nada tamos no final do ano e eu ainda não despachei os posts das férias 😱]

o terceiro dia começa logo a partir da meia-noite, e foi loooooooooongo. quase tão longo como vai ser esta posta muhahaha

então às 00:01 de domingo, estávamos a curtir o concerto de depeche mode à distância. havia que guardar com a vida os lugares porreiros que sacamos para ver NIN em todo o seu esplendor. estávamos junto da grade do corredor central, a cerca de 10 metros do palco. podíamos ter ido mais para a frente, mas sucede que nos dois últimos concertos que fiquei na linha da frente, quase que dei cabo dos ouvidos.. portantos neste queria estar num sitio onde o som não saísse demasiado forte (custo a acreditar que escrevi isto.... 😭), o mais centro possível do palco, para ter a mesma intensidade de som em cada ouvido. basicamente, triangulei ali a posição perfeita para ouvir o trent reznor e a sua electrónica desconcertada a guinchar, sem ficar surda.

anyway, agradeci aos deuses da música por aqueles dois palcos monstruosos do madcool estarem tão próximos um do outro, bombarem um som tão poderoso, e terem dois ecrãs gigantescos com uma qualidade do caneco, um de cada lado do palco. dava na boa para ver os concertos ao longe. e porra, que o som saia tão limpo que nem parecia música ao vivo. se o pavilhão atlântico tivesse apenas metade daquela qualidade...

o concerto depeche mode parecia numa mais ter fim. os gajos esmifraram o repertório de êxitos todo, desde os mais antigos até os mais recentes. foi épico (nada a ver com aquele que vi há uns anos no pavilhão atlântico), todàgente a arrebentar com as goelas para acompanhar as músicas.

às vinte prá uma, com uma pontualidade britânica, nine inch nails tomam de assalto o palco principal, em calças e t-shirts pretas, todas carcomidas pelas traças. a multidão passou-se, tudo a berrar, a assobiar, e a agitar as mãos no ar. eu tava com as expectativas no crl, ou não fosse por causa daquele concerto que estava ali, a 600km de casa.

desde a primeira música até à última, deram aquele que foi o melhor concerto do ano (década?) para mim.. assim como uma surpresa :D

o trent reznor é um animal em palco. agarrado ao microfone como se a sua vida dependesse dele, esgoelava-se numa angustia dilacerante, a exorcizar os demónios que se apoderam da sua alma. ao fim de meia hora já estava encharcadíssimo em suor. cabelo a escorrer água, cara e pescoço a escorrer água, todo ele parecia uma cascata, mas até ele tava a curtir a cena. lá pelo meio elogiou a recepção tão calorosa da malta, o ambiente do festival, e até as bandas que tinha visto por ali. pareceu genuinamente excitado com aquele concertalho que estava a dar.

emanava uma energia incrível do palco, produzida pela mistura do som, das luzes, e dos ecrãs. mas emanava uma energia ainda maior da multidão. 10 fãs por m², completamente histéricos, aos saltos, aos berros, a produzir um calor humano insano (a noite tava quente, mas não assim TÃO quente). eu até me benzia por temos segurado aqueles lugares, sempre conseguia respirar.. e que cada vez que soprava uma brisa era como se fosse uma dádiva dos céus!! mesmo assim, também eu estava a escorrer água por tudo quanto era poro. faço ideia de estivesse no meio daquela massa compacta de pessoas, sem ar fresco, e sem estar a um braço de distancia do segurança gostoso que andava a distribuir garrafas de água à borla. top👌

hipnotizada com aquela doidice toda, a dada altura tive uma reacção inesperada (não, não desatei a chorar como em kraftwerk). dei por mim de volta ao sudoeste, perante aquele palco imponente onde vi os melhores concertos da minha vida. as saudaaaades que tinha daquela sensação!! já me tinha esquecido o quão gosto de curtir música naquele ambiente, a céu aberto, numa planície sem barreiras a travarem o som. só que ali ainda era melhor, por estar alta calor, e eu estar de t-shirt e calções..

estive anos à espera daquele concerto, e não fiquei desiludida não senhora!! não sei como foi o de lisboa, mas aquele foi um assombro!!

o som esteve perfeito, e a setlist bastante compostinha. para partir aquela merda toda sem arranjo possível, só faltou mesmo a only. entretanto descobrimos que ele cantou a perfect drug num concerto lá pelas americas e o homem ficou todo choroso, com pena de não ter tido esse privilégio também.

quanto a mim, fiquei genuinamente espantada por saber que ainda consigo aguentar hora e meia aos saltos lol

agora tínhamos uma hora para queimar até ao concerto de underworld, e aproveitamos para ir fazer uma bucha. tava de apetites a churros, portanto fomos à procura da barraca de churros. que festival de música é que não tem uma barraca de churros e farturas? ainda por cima em espanha!

pois que este não tem, confirmamos no posto de informação… whaaaaaat? a sério? não pode… tou chocada!  tive que me contentar com um waffle afogado em nutella (blargh).

underworld trouxeram-nos aquele electro pimba olskool deles, mas já os ouço à tantos anos que me dá uma certa sensação de conforto, e tornaram o recinto numa discoteca gigante. estávamos num sitio muita fixe (ie, encostados à grade lol), que a organização decidiu abrir o recinto VIP para todos festivaleiros, mas nem todàgente reparou e não estávamos afogados em pessoas. quando acabou, lá prás quatro e meia, eu tava toda estropiada.

despedi-me do festival com intenções de voltar, e agora tinha que andar alguns dois km até à estação de metro auuuuuuuuch o homem veio o caminho todo a meter-se com a malta. até com uns putos japoneses falou :D

metro só para o centro de madrid. aeroporto só dali a uma hora, quando a linha abrisse.. bahhhhhhh, como não me apeteceu esperar, só queria era ir para o aeroporto ver se ainda arrochava uns minutos, voltamos à superfície e chamamos um uber..

(e depois aconteceu isto lol)

chegados à zona de embarque do aeroporto, aproveitamos para.. er, tomar o pequeno-almoço - no mac donalds, a única coisa aberta aquela hora. de seguida, ir ao wc tentar parecer um bocado mais apresentáveis, lavar as trombas, escovar os dentes e tal. aproveitei também para trocar os calções pelas calças, não fosse o avião estar gelado.

passar pelas brasas antes do voo foi pa esquecer, não houve tempo.. e eu que desta vez ia tão bem preparada bahhhhhhh mas assim que assentei o cú no avião, botei a máscara dos olhos e pimbas, parti choco até maiorca. parece que finalmente apanhei o jeito à cena de dormir durante os voos!

mal metemos o pé fora o aeroporto, até demos dois passos para trás com um bafalhão quente e húmido ao estilo tropical que faz no sul da ilha. puf! se já estava aquele calor às 9 da manhã, à tarde íamos conseguir fritar ovos na testa.

mal sabia eu, que o verão este ano decidiu tirar férias de portugal, e repetir maiorca foi uma daquelas ideias peregrinas que saiu bastante iluminada [eventualmente o verão, chegou a portugal, atrasado comò raio, mas até então, o tempo estava deprimente].

desta vez sabíamos onde apanhar o transfer para a centauro. trigo limpo. tivemos que esperar uns minutos, que eu aproveitei para trocar as calças pelos calções antes que morresse sufocada. mesmo ali no meio a rua :D

desta vez o homem obrigou-me a reservar um juke, que ele adora o carro e era uma oportunidade para darmos umas voltinhas num. chegamos ao escritório da centauro, "ah e tal, upgrade, peguem lá um kuga" whaaaaaaaat??? nooooooo.. "não podemos ter o juke?” perguntou o homem, com uma réstia de esperança, numa mistura de espanhol com inglês. o moço da rent-a-car afastou-se para ver se tinha algum disponível, e voltou com duas chaves. querem um branco com o depósito a meio, ou um cinza com o deposito cheio? venha daí esse cinza, que não temos tempo para perder, amigo!!

ficamos com a sensação que quando se pede o pacote nem-penses-que-largo-aqui-mil-paus-de-caução eles fazem upgrade para um carro do grupo acima. parece que foi o que aconteceu no ano passado, nós é que não percebemos. da próxima já sei, peço um do grupo a baixo, a ver se tenho sorte :D

também fizemos outra descoberta, esta não tão agradável. se alguém devolve o carro minimamente em condições, o carro mão chega a ser limpo, segue logo para a pool de carros disponíveis.

mau!

não era nada de especial, tinha algum pó no tablier, areia na mala, restos de protector nos cintos, um papel de estacionamento, e uns panascos nos tapetes. vá, não tinha sido limpo, fuckers! mas não se preocupem, próximos condutores, vou certificar-me que depois de mim, o carro segue direitinho prá limpeza!

o carro era recente, mas aquele modelo tava despido até aos mínimos obrigatórios. não tinha sensores de estacionamento, nem cameras, nem hill assist, como o fiesta, mas... mas...

ZOMG, o auto-radio sincroniza com o android, pqp habeus  spotify. FUCK YEA!!!

o próximo passo do nosso plano traçado ao milímetro, formulado cientificamente com base na experiência anterior, era seguir directos ao centro comercial ao lado do aeroporto. ir ao supermercado buscar água e outras provisões necessárias (i.e. bolachas), protector solar e after sun, e mais qualquer merda que estivesse em falta; ir à decathlon a ver se desencantava uns calções de banho que fizessem matchi-matchi com o meu colete de forças top de andar a cavalo em pranchas; e um chapéu de palha fixe.

só que chegamos lá e demos com o nariz na porta... quer dizer, o centro comercial abria ao meio-dia, mas as lojas e o supermercado estavam fechados ao domingo…nop… nós não sabíamos que ao domingo, grande parte do comercio em maiorca (e provavelmente em todas as baleares) pára..

mudança de planos on the fly, siga pro centro de palma, à procura de alternativas, alguma coisa havíamos de encontrar aberta. abancamos numa pastelaria e enquanto tomávamos o segundo pequeno-almoço do dia, tentei descobrir supermercados que abrissem do único dia sagrado da semana. havia o do el corte inglés, não muito longe. mas só abria às 11 da manhã, por isso demos umas voltas pelo centro de palma, nas calmas, a fazer tempo. mas no carro, com AC a bombar, que na rua o calor estava insuportável.. brincas!

tão lá conseguimos comprar umas quantas garrafas de água e um pano para limpar o pó do carro, que o homem não parava de cismar com a badalhoquisse do juke, e passamos numa farmácia para comprar o protector e cenas.

a parte chata é que eu estava a cair de sono, e ainda faltavam duas horas até podermos fazer check-in no hostal da dona antónia, na costa noroeste da ilha. tão ainda demos umas voltas por ali, até can pastilla morder o ambiente, e depois meti-nos a caminho de deià nas calmas. cheguei lá às duas em ponto!

a dona antónia lembrava-se de nós, mas continua com aquele ar desconfiado que só ela.

mais de 24 horas sem dormir, uma noite inteira aos saltos, um voo de madrugada, um calor abrasador, e os 85% de humidade de palma de maiorca.. nunca na vida precisei TANTO dum banho!!!

portanto, a primeira coisa que fiz mal fechei a porta do quarto foi enfiar-me debaixo do chuveiro - porque desta vez tínhamos casa de banho privada YAY nada como reservar alojamento com seis meses de antecedência e especificar exactamente qual o quarto que queremos!!

"i can think clear now the dirt is gone" cantarolava eu, enquanto derretia a camada de nojeira que tinha agarrada ao corpo debaixo de água.

eram três da tarde e eu tava acordada há 30 horas, e já a sentir espasmos e chiliques pelo corpo todo. esparramei-me na cama, com a ventoinha apontada, e a janela escancarada. o homem juntou-se a mim pouco depois, e ferramos o galho a tarde toda.

acordamos para ir jantar, por volta das sete. xii, jantar tão cedo?? ah poizé, desta vez não nos lixam!! 

tinha dois restaurantes seleccionados, um italiano, e um mediterrânico. o italiano estava fechado. pimbas, paella!!

neste dia descobri que ADORO aioli.. zomg, é TÃO BOM!! ondé que aquela mistela andou a minha vida toda??

depois do repasto fomos dar uma volta até port de soller, onde consegui encontrar provavelmente o único tasco da ilha que vende churros com chocolate quente (não é, mas não consegui encontrar outro buáááá sacanas dos mallorquinos parece que não curtem daquela iguaria)

não fiquei grande fã do sítio. geograficamente está numa zona lindíssima, mas de resto, não tem grande charme. não é tão pitoresca como as aldeias mais isoladas, já está demasiado turist-y. mas como à noite até é um sitio bastante tranquilo, dá para dar umas passeatas bastante agradáveis.

de regresso a deià, descobrimos que o juke tinha um modo sport, tipo o turbo boost do K.I.T.T., brutalissimo para irmos parar lábaixo ao mar fazer curvas. diverti-me à brava naquela estrada :D

to be continued...

Dia 1 e 2 // Madrid

na sexta não acordamos muito tarde, para não falhar o pequeno-almoço. na sala de refeições do hotel era só malta com pulseira do madcool. cabrões, viram tame impala e justice e eu não... buáááá!!!

estava a dar o telejornal na tv, e eu ali à espera que a qualquer momento entrasse um directo a dar conta dos últimos desenvolvimentos sobre el atraco a la fabrica de moneda y timbre... la casa de papel much? muhahaha

tão e depois do pequeno-almoço, e já que tinham o dia completamente livre, foi a puta da loucura na capital espanhola, não?

HELL NO!! nem pensar que vou para a rua com este calor fdp.. fdx!!

fomos pró quarto e ficamos na ronha até perto das quatro da tarde, depois fomos (tentar) visitar a "fábrica nacional de moneda y timbre", aka sede central do consejo superior de investigaciones científicas. estivemos por lá um bocado, e estava sempre a aparecer malta, e a tentar entrar lá dentro, mas o segurança não ia na conversa. só conseguíamos ver uma nesga do edifício, meh. o homem metia-se na conversa com quase toda a gente que aparecia ali para fazer o mesmo.

dali regressamos à base, e voltamos à esplanada da noite anterior, para afinfar nas tapas. enchemos o bandulho com saladinhas e cenas frescas que estavam um mimo. depois fui à caça de um palmier coberto de chocolate para sobremesa. encontrei um enorme numa granier, mas não era tão bom (nem lá perto) daquele que comi em miranda do douro. depois demos mais umas voltas pelo bairro, e fomos descansar.

e acho que não fizemos mais nada nesse dia :D

a notícia da noite foi que os massive attack tinham cancelado o concerto em cima da hora, por causa de problemas relacionados com som. fixe, assim fico um bocadinho com menos de pena por não ir aos três dias do festival he he he

no sábado, depois do check out fizemos um pequeno desvio e atravessámos os barrios de castellana e recoletos, no distrito de salamanca. recoletos é a fuencarral para malta com carteira recheada, parecia a avenida da liberdade, lojas finórias porta sim, porta sim. mas muito gira, esta zona de salamanca, chique a valer.

fomos a uma decathlon, que o homem andava a chatear-me para arranjar uma mini-mochila igual à dele, para dividirmos a carga. também entrei em duas pepe jeans, para ver se safava uns calções muita giros que estavam em saldos no site, mas tive azar..

ali apanhamos o metro para o terminal 4 de barajas, para largar as malas no depósito de bagagem. fizemos isto muuuuuito nas calmas, que tínhamos uma porrada de horas pa queimar até à hora do festival. depois apanhamos o metro para os nuevos ministerios, e fomos ao el corte inglés, que eu ainda não tinha desistido dos calções da pepe. e lá sempre estava mais fresco que na rua lol

por volta das seis, já aborrecidos de não estar a fazer nada, metemo-nos a caminho do festival. supostamente devíamos ter apanhado a linha rosa, mas às tantas reparei que estávamos a passar numa estação onde tínhamos estado no dia anterior.. e não pertencia à linha rosa.. oh crap!! 

entramos na cinzenta por engano, que por acaso era uma linha circular.. e por acaso nós até tínhamos tempo para queimar.. 💡"em vez de voltarmos para trás, continuamos aqui confortavelmente sentados, a carregar os telemóveis". e foi assim que circulamos madrid por baixo de terra. a paisagem não é nada de especial, mas recomendo a viagem em caso de necessidade de carga na bateria do telemóvel 😂

tren cargador  
só ideias boas, estes espanhóis!

chegamos ao festival às sete da tarde e mesmo assim, ainda estava um calor dos infernos. ainda bem que não fomos mais cedo.. also, da próxima LEVAR um cabrão dum chapéu!! ainda foi um *certo* esticão entre a estação de metro e o recinto, e pelo caminho havia mangueiras espalhadas prá malta se refrescar. já disse que os espanhóis só têm boas ideias, não já? :D

fomos carregados com calças e blusas de manga comprida para usar durante o festival, não fosse ficar frio durante a noite... and guess what, nem saíram da bagagem. fomos como todàgente: de calções e t-shirt, e nem dava para ser de outra forma. vá lá que andei a controlar a temperatura nas duas noites anteriores, se não tinha falecido sufocada em tecido. nem casaco levamos. ok, eu levei uma blusa de manga comprida na mochila, que vesti por volta das três da manhã, mas foi só isso!

madcool

o recinto era enorme, a fazer lembrar o sudoeste (quando ainda era fixe), mas em melhor! com dois palcos gigantes, relva artificial, estações "húmidas" (estruturas que pulverizavam água para ajudar a malta a suportar o calor), e tantas de opções para comer, que era complicado escolher.

wet station

consegui perceber porque é que os massive cancelaram o concerto, o som que os palcos principais mandavam era monstruoso!! a primeira vez que estive num festival que usava esta técnica, os palcos estavam orientados de forma que o som não se cruzava, mas ali era impossível estarem dois concertos a acontecer em simultâneo (o que supostamente nem é para acontecer).

madcoolmadcool

assim que o sol se pôs, a temperatura ficou perfeita. venham saí esses concertões, crl!!

to be continued...

Alive

foram precisas 10 edições para me convencer a ir. não desgostei, mas também não fiquei fã. mete demasiada gente, é demasiada confusão. confusão para chegar lá, sair de lá, ir à casa de banho, comer, beber. atravessar o recinto de uma ponta à outra, entre palcos, pode ser o cabo das tormentas, naquele mar de gente. não sei se é sempre assim, mas é demasiado para mim..

a cena de ir para um festival a uma quinta, ficar lá até as três da manhã, e no outro dia ter que ir trabalhar também não é muito fixe, especialmente quando já não vamos para novos. era mais giro passar o dia na praia, a recuperar energias para a noite seguinte.

estou órfã de festivais de verão desde que o sudoeste mudou a orientação do cartaz. este não consegue substitui-lo, apesar de conseguir trazer cá grandes bandas e ter bom ambiente. acho que o problema é mesmo a localização, não sabe a festival de verão. quero uma máquina do tempo, que me leve primeiro a 2002, depois a 2004, depois a 2006, depois a 2008... e depois pode reiniciar o ciclo. e ficamos em loop.



aqui o senhor bob moses a tocar a minha música favorita (dele), durante a qual travei uma luta feroz com o meu cérebro, que teimava em dizer-me que com headphones aquilo soava bem melhor. não é o som, cérebro, é o show ao vivo. não interessa se o som pareça desengonçado. é a energia que emana das pessoas, a vibração que emana das colunas que interessa.

consegui ver chemical brothers junto ao palco, como manda a tradição. estive dois dias a ouvir mal mas valeu totalmente a pena. fiquei admirada foi que, fora o cansaço generalizado, não ter sentido grandes efeitos de ter passado quase duas horas aos saltos, ir ao ginásio sempre serve para alguma coisa.





foi o quinto concerto concerto que assisti dos químicos. as expectativas são sempre altas, e os manos nunca falham em deixar a malta completamente possuída pelo som deles.

tame impala (finalmente!!) soube a (muito) pouco, precisava de mais uma hora, e precisava de ter acontecido mais tarde, para as projecções psicadélicas terem mais efeito na malta. mas aquilo mesmo assim bateu forte, que algumas fãs ficaram tão inspiradas que até as t-shirts lhes subiram até ao pescoço ( . )( . ) 



e definitivamente, continuo a gostar mais de assistir a concertos ao ar livre que fechada em salas.

Zürich OpenAir II

findo o concerto do ano, parámos um bocado numa das discos onde estava um DJ a bombar alta som. depois quis fazer uma bucha de chocolate quente e waffle (que me soube pela vida - ZOMG, fiquei tão fã deste festival!!) 

 

pelo caminho presenciamos o melhor espalho da noite. estávamos nós cuidadosamente a atravessar o pântano quando topámos um tipo, alto, anafado, vestido com um oleado amarelão (à pescador), a cambalear.. bêbado que nem um cacho!

como vinha na nossa direcção, parámos à espera que ele passasse.. no estado em que aquela alma vinha, acidentes podiam acontecer lol

 

estava precisamente a passar por nós quando deu os derradeiros passos. assistimos àquilo como que em câmara lenta: falha em apoiar uma perna, falha a outra e pumba, JÁ FOSTE..

 

cai REDONDO de tromba na lama!

 

o marido ficou todo salpicado de lama mas valeu totalmente a pena muhahaha o gajo quando se levanta, parecia um donut com cobertura de chocolate. que noijo, coitado..

 

mas ele não parecia chateado, e aquilo deve ser o prato do dia (ou da noite) anyway. levantou-se rapidamente, limpou a lama da cara com a mão e seguiu caminho, provavelmente até à zona dos wcs para levar uma mangueirada. a ironia da coisa é que foi a própria armadilha que lhe amparou o tralho :D 

 

entretanto, nós ficámos para trás, a rir-nos que nem uns alarves. pro tip: se vai andar na lama, não beba!

 

o último concerto da noite era para o marido: the bloody beatroots. demasiado barulhentos para o meu gosto. o concerto começou a todo o gás e a todo o gás continuou.. sempre, sempre, SEMPRE a partir a loiça!

 

eu é que já não me aguentava em pé.. afinal de contas tinha acordado às oito da manhã e fartei-me de palmilhar durante o dia.. sentei-me no chão, encostada a grade da régie e fechei os olhos. não sei como, mas consegui a proeza de passar pelas brasas no meio daquele cagaçal todo.

 

às tantas também o marido já se começava a queixar do sono.. e agora, ganhar coragem para regressar ao hotel?

aquela hora não tínhamos grandes alternativas para lá chegar, ou: 

 

a) apanhávamos o transfer gratuito do festival para o aeroporto e depois pagávamos uma pequena fortuna a um taxista; 

b) andávamos 1km para apanhar o último comboio na noite e depois andar 2km para trás;

c) palmilhar cerca de 4km

 

optámos pela última. ah valentes!

 

então, às 3 e meia da manhã, numa cidade praticamente desconhecida onde estávamos havia pouco mais de 24h, fizemo-nos ao passeio. desde que seguíssemos sempre junto à linha do eléctrico, táva-se bem lol

 

o problema foi quando a linha entrou por um túnel subterrâneo a dentro.. ops! 

 

tivemos que seguir por um quarteirão habitacional, mas graças à minha bússola humana (o hóme) e a um mapazeco que tinha da redondezas do hotel correu tudo bem (e se não tivesse corrido, tínhamos sacado do iphone para nos meter back on track :)

giro, giro, foi o homem fazer o caminho todo descalço, porque as galochas magoavam-lhe os pés e ele não conseguia andar com aquilo :D
 

a minha cenoura era a cama do ibis, só de pensar nela até me babava. só mais um esforço... e às 4 da manhã spotávamos o reclame luminoso do hotel no meio dos edifícios. tava quaaaaaaaaaaaase YAY

 

chegámos ao hotel completamente rotos. eu já via tudo à roda por causa do sono e do cansaço, caí na cama e só acordei no dia seguinte às onze da manhã, a 1h do check out.. bah!

entretanto o marido ficou chocado, porque quando chegou ao hotel, as meias estavam limpas ninguém diria que tinham acabado de fazer 4km pelas ruas!  

 

QUE. DIA. DO. CRL!! 

Zürich OpenAir I

às seis da tarde, calçamos as nossas galochas e metemo-nos a caminho de rümlang \m/ 

 

apesar de irmos apenas a um dos dias do festival, também tivemos direito à pulseirinha. muito simpática esta decisão deles, pois permitia-nos sair e voltar a entrar no recinto caso precisássemos (aconteceu, tivemos que ir ao aeroporto comprar pilhas, p#%@ da A510). fomos então enfaixados com uma tira de nylon "derretida" à medida do nosso pulso (provavelmente a pulseira de festival mais inviolável de sempre) e SIGAAAAA!

welcome!!

 

era a primeira vez que ia a um festival de música fora de portugal, é escusado dizer que estava morta de curiosidade he he he isso e com os óculos 3D que estavam a distribuir à entada :D

 

a primeira coisa que constatei quando entrei no recinto foi que as fotos que andei a ver dos anos anteriores não eram nada exageradas:

lama 
yep, a noite prometia :D

 

volta de reconhecimento. o recinto não era muito grande, mas estava muito bem amanhado. haviam dois palcos enormes praticamente lado a lado, quase gémeos, mas a sua utilização era alternada: enquanto num decorria um concerto, no outro montava-se o material para o seguinte. very clever!

depois haviam os espaços cobertos, que davam um jeitaço quando começava a chover: o "circo" e três "discotecas", duas delas com DJ set.

 

quiosques de comida em três zonas distintas, com uma variedade interessante (pizzas, hamburgers, bifanas, cachorros, chilli, nachos, fish n' chips, thai, noodles, comida biológica, waffles, crepes, fruta, leite e derivados (AWESOME), bebidas etc), casas de banho DECENTES, limpas, com sanita, mini-lavatório para as mão, e papel higiénico (algo que até hoje só vi nos wcs das zonas vips).

descobrimos também que o festival tinha moeda própria, o "money", e se queríamos consumir lá dentro, tínhamos que cambiar. trocámos uma nota de 50 CHF por um cartão com 20 fichas (tokens) destacáveis (o que significava que a coisa mais barata no festival custava 2,5CHF). e se não gastássemos todas, podíamos sempre voltar a trocá-las por dinheiro. gostei da ideia!

não havia lixo praticamente nenhum pelo recinto. razão? cada vez que se compra uma bebida, esta era servida num copo decente (ok, de plástico, mas rígido) e existia uma caução de 1 token. quando acabávamos a bebida, bastava devolver o copo para reaver o tokenand again, very clever

 

eles até lidam bem com a questão da lama. nas áreas comerciais e demais instalações, assim como corredores de acesso entre estas e os palcos, havia soalho em madeira e em frente aos palcos, estrados de plástico. 

 

fora dessas zonas, parecia (há que dizê-lo com frontalidade) uma autêntica pocilga ao ar livre muhahaha e era preciso ter cuidado quando se atravessava aquele pântano, pois quedas aparatosas aconteciam com alguma frequência (espectáculo que só por si, quase fazia valer o dinheiro do bilhete loll).

Untitled

 

in fact, a lama era uma espécie de fashion statementfazia parte da indumentária. a grande maioria calçava galochas, mas havia muito corajoso de botas, ténis, e até havaianas.

mais umas quantas voltas por lá e assentámos para jantar, antes que começassem os concertos que queríamos ver. dividimos uma pratada de chilli com nachos picantes e uma fatia de pizza (deliciosa, btw).

 

por azar, o dorfmeister colidia com orbital e só consegui ouvir os primeiros minutinhos :(

 

o concerto de orbital foi um bocado bipolar, entre o WOW e o YUCK. é que aqueles dois sacanas volta e meia encaixavam lá umas batidas de dubstep do álbum novo.. (BLARGH!!) quer dizer, um som à maneira, daquele que até arrepia os pelinhos todos, maculado por aqueles guinchos electrónicos horrorosos.. NOT FUNNY!

orbital

 

deixámos orbital a uns 15 minutos do fim porque queríamos arranjar um lugar próximo do palco para ver kraftwerk. o mais incrível da orientação (lado a lado) daqueles palcos monstruosos, é que em frente a um deles, não se ouvia o som do outro.. impressive, most impressive

 

as 23h45 depressa chegaram, e kraftwerk começaram a bombar som à hora marcada.. GYYYAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!! nem queria acreditar que aquilo estava mesmo a aconteceeeeeeeer!!! :D :D :D

the robots


um a um foram revivendo os clássicos, remixados e refinados ao longo de 42 anos, num setlist similar ao do concerto que assisti em 2004, com a diferença que optaram pela a versão alemã das músicas. os grafísmos eram projectados em 3D (yep, era para isso que serviam os óculos que andavam a distribuir :D) e de vez em quando a malta levava com um satélite ou outra coisa qualquer por cima e gritava em uníssono "wwooooooooooooohh" brutal!

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o palco até era alto, mas a inexistente inclinação do terreno e os camónes serem todos umas torres foi uma combinação quase fatal, passei o concerto quase todo em bicos dos pés ou a desviar-me de um lado para o outro, até que às tantas afastei-me um bocado mais para trás e resolvi a questão.

 

e ali estava eu, enfiada num lamaçal a dois mil quilómetros de casa, de poncho prá chuva vestido, galochas nos pés e uns óculos 3D na tromba, perfeitamente alinhada com o palco, a ouvir a última música do concerto - music non stop - com um som perfeito..

 

...MAN!!

On tour II

volta e meia apitava-lhe com o assunto. ele nem que sim, nem que não.. e a data aproximava-se a passos largos.

 

eis que entra a semana do festival.. como ia terminar ainda era uma incógnita. até que na quarta-feira ele finalmente diz: "vá, vou comprar os voos!"

YAAAAAY

 

mas os sarilhos começaram quando reparamos que os lugares mais económicos já tinham voado e os bilhetes custavam agora quase o dobro do preço.. mau! 

 

(é o que dá não gostar de planear as coisas com antecedência :P)

 

sucederam-se uma série de confusões por causa das companhias aéreas e comecei a ver a coisa a andar para trás.. a última coisa que queria era stresses com aquilo. se não estava destinado a acontecer, era cagarmos no assunto e seguir para o próximo.

 

mas voltei ao skyscanner para fazer uma última pesquisa.. desta vez com escalas. 

 

apanhei uns voos da iberia que custavam pouco mais que os outros (custariam se tivéssemos comprado com 1 mês de antecedência) e chamei o gajo para ver. escalas em madrid - uma de 5 horas que dava para aproveitar e "conhecer" a cidade, que nunca lá estive, e a outra tão curta que nem valia a pena sair da zona de embarque. epá!

 

...e ele finalmente compra os voos. ZOMFG, aquilo ia mesmo a acontecer!!

 

o único problema foi, por causa das escalas, só conseguiamos ir a um dos dias dos festival (aquele que interessava, claro). o que nem por isso me chateou, ou não tivesse já visto chemical brothers (4x!!) e the prodigy ao vivo. ia ver kraftwerk, orbital, cheirar o dorfmeister, e tentar aguentar a loucura de bloody beatroots. era mais do que suficiente.

 

próximo passo: reservar hotel! 

à semelhança de outros tantos festivais de verão, neste também se podia acampar.. só que havia um *pequeno* detalhe que me preocupava (lá chegaremos) e que me levou a insistir que reservássemos quarto num hotel. 

não foi preciso escolher muito, um dos mais baratos disponíveis no booking ficava estrategicamente localizado entre o aeroporto (e o festival, que se realiza praticamente ao lado) e a cidade. e apesar de ser um hotel de 2 estrelas, as reviews eram bastante positivas.

 

voos e hotel tratados, estava na altura de ir arranjar indumentária. é que devido ao clima suíço, este festival tem uma característica muito peculiar:

 

LAMA!!

13 de Setembro de 2012, às 00:42link do post comentar

On tour!

uma das utilizações que ainda dou ao last.fm é seguir o feed de eventos de várias bandas/músicos que quero (re)ver ao vivo e em altos berros.. e cada vez que há actividade nesses feeds, sofro micro ataques-cardíacos!

 

uma dessas bandas é kraftwerk. quando aos vi ao vivo pela primeira vez e apercebi-me que tinha perdido um concerto brutal deles no coliseu uns meses antes, apeteceu-me apertar o pescoço a mim mesma.
vai daí, foi uma banda que ficou marcada como "OBRIGATÓRIO REVER".

 

mas desde há uns tempos para cá que andavam um bocado quietos.. e para piorar as coisas, um dos fundadores abandonou o grupo ao fim de 38 anos, o que começou a assustar-me seriamente.. querem ver que ainda acabam sem eu voltar a vê-los outra vez ao vivo? NÃO PODE SER!!

 

às tantas desisti de esperar que voltassem cá e comecei a prestar atenção aos concertos que davam pelo estrangeiro, a ver se algum era fazível.. andaram pelas américas, fiquei seriamente f*dida quando os vi a caminho do sónar no rio de janeiro em vez de barcelona (o que tinha sido BRUTAL, porque aproveitava e via deadmau5 :P), japão (..i wish!).. suécia.. EH LÁ!

 

suécia é fixe. temos malta na suécia a quem estamos a "dever" uma visita há anos! 

fui ver o preço dos voos para lá e dos bilhetes do festival onde iriam actuar e fiquei deprimida.. esquece lá isso, move along..

 

semanas depois pingaram novidades no feed. FIGAS..

 

zurique.. OI?! 

 

tratei logo de investigar a coisa. iam actuar no dia 25 de agosto, num festival cujo o cartaz estava *bem* recheado: para além de kraftwerk, contava com chemical brothers, the prodigy, orbital, simian mobile disco, soulwax, the bloody beatroots, 2 many dj, richard dormfeister, entre outras coisas mais indie ou avariadas tipo dubstep (que nem por isso me interessam).

 

e os bilhetes nem por isso eram caros... e os voos também não... WHOA!!

 

comecei a ficar ansiosa.. será que consigo convencer o homem a meter-se lá comigo?

13 de Setembro de 2012, às 00:41link do post comentar

Já fomos e já viemos!

o festival parecia a feira popular!
não tinha roda gigante, mas tinha montanha russa, uma cena com camas elásticas pá malta saltar e dar cambalhotas no ar, montes de tendas de comida e de roupa, montes de quiosques a vender tabaco (PÉSSIMA IDEIA, ESTA!), montes de luzes, confusão e o barulho do costume.

como sempre, vamos lá feitos para assistir apenas aos concertos que queremos, e como eram em zonas separadas, foi uma correria. isto, porque já se sabe que gostamos de assistir na primeira fila :)

a actuação da roisin atrasou-se um bocado porque pareciam haver problemas técnicos. começou praí 15 minutos depois da hora prevista, ainda com alguns problemas.. que lhe arruinaram completamente a festa! durante 40 minutos ela tentou, mas acabou por desistir e disse:

"i'm not gonna lie to you... we're having technical difficulties.."

cantou mais uma música e deu de frosques..
a verdade é que o som estava baixo por mais alto que o tentassem meter e ela não se ouvia a ela própria, provavelmente devido à proximidade da tenda electrónica e da barulheira que provinha dali.. foi uma pena, porque gostei do estilo dela e estava curiosa..

bom, dali saltamos directos pro palco principal, onde iam actuar os zero 7.
sabíamos de antemão que iam tocar músicas do novo álbum e a expectativa era alta, mas não foi preciso tocarem muito pra coisa começar a descambar..o som tava péssimo, todo esganiçado, e não se ouviam os cantores. nada daquilo parecia fazer sentido..

há precisamente 3 anos atrás, depois de ter assistido a mais um concerto deles, tinha chegado à conclusão que não gosto de os ver ao vivo. mas este foi de longe o pior dos três..antes ver a sia podre de bêbada em palco. não aguentei até ao fim e disse ao marido para sairmos dali. jurei-lhe que foi a ultima vez que assisti a um concerto deles.
...o que me lixa é que provavelmente vamos gostar do álbum, e vou voltar a fazer outra tentativa para vê-los...bah!

saimos dali e fomos pro concerto dos x-press 2, que já tinha começado. tivemos um bocado por ali mas começou-me a aborrecer e fomos comer qualquer coisa.

como previsto, essa noite acabou perto das quatro da manhã. já não me ia fazer à estrada a caminho de lagos, mas tive à mesma que sair do estacionamento do festival por causa do barulho da tenda electrónica. o carro tava bem longe dela, mas mesmo assim, ouvia-se estupidamente alto e o carro vibrava por todo o lado..era impossivel dormir ali (imagino como será no acampamento do festival, fosga-se!)
pegamos em nós e fomos pra zambujeira. estacionamos em frente à praia, rebatemos os bancos traseiros, fizemos a cama e cá vai disto!
dorme-se bem no cascas, nunca gostei tanto daquele tecto panorâmico :)

acordamos por volta das nove, com uns espanhóis a meter musica empastilhada. os gajos tinham pa lá uma aparelhagem à maneira, com altas colunas, e um deles estava agarrado àquilo, a misturar. o som até tava fixe e já tinham ali uma pequena multidão a dançar.
por volta das 10 arrumamos a tralha e bazamos pa lagos.

à uma da manhã estávamos de volta ao festival..ainda perdemos cerca de uma hora a tentar arranjar estacionamento, a coisa tava complicada..por fim, saímos e voltamos a entrar por uma zona mais afastada e lá encontramos lugar..

era noite do etienne de crecy. nunca o tinha visto ao vivo e como está classificado como "uma das nossas bandas" * (apesar de ser só um gajo), tinha mesmo que ser.
o concerto foi espetacular e valeu pelo festival todo. o bacano estava lá no meio de uma estrutura em forma de cubo, com luzes projectadas e strobes e aquilo tava mesmo fixe. o som também estava à altura. não me soube tão bem quanto chemical bros., daftpunk ou kraftwerk, mas tava bem fixe.

nessa noite saímos de lá também por volta das 4 da manhã. a policia já tinha o arraial montado à entrada de s. teotónio, pa caçar a malta que vinha do festival. tava eu a virar a esquina e um slot a vagar na fila de carros parados, pensei: "é desta que me mandam parar o cascas!", mas não...aposto que se tivesse o polo tinha ficado logo ali!
este é mais um mistério do entroncamento: já passei por inúmeras operações stop desde que tenho o carro, mas pelos vistos, não querem nada comigo hehehe

anyhoo..vinha com tanto sono que quase que parei em aljezur para dormir..mas fiz um esforço monumental e consegui conduzir mais 20km até bensafrim, para dormir numa cama fofinha he he

no domingo, em vez de me ir enfiar na praia, dormi a tarde toda..raio de desperdício de bom tempo precioso... baaaah!

nessa noite saímos de bensafrim já tarde e apanhamos o concerto de basement jaxx a começar, logo não deu para ir lá pra frente...mas ainda bem que não fomos!!

pensava eu que ia assistir a um concerto de música electrónica, mas o que encontrei foi um concerto pseudo-metaleiro...não se aproveitava nada, nada... mega-desilusão!!
assistimos a três musicas, entre elas a minha favorita, mas nem essa me convenceu. pegamos na gente e fomos comer qualquer coisa antes de nos fazermos à estrada novamente.

interessante que este ano não saí dali a odiar o festival, como aconteceu nos anos anteriores.
claro que a faixa etária dominante é <20, claro que aquela gente tem um conceito de diversão completamente diferente do meu, e fazem as figuras mais tristes à face da terra...mas desta vez consegui abstrair-me de toda a desgraça humana e curti aquilo à minha maneira.
a verdade é que já passei lá grandes momentos que me deixaram boas recordações, e como sou apegada a essas coisas, não consigo deixar de gostar do festival por muito merdoso que seja...e pro ano, se trouxerem bandas decentes, lá estarei!

* em vez de termos uma música nossa, como é costume entre os casais, temos uma série de bandas, basicamente aquelas que costumavamos ouvir quando começamos a namorar. as principais são air, thievery corp., massive attack, moby (blergh..), entre outras

 

E o ponto cardeal deste fim-de-semana é... SW!

o festival do sudoeste este ano trocou-nos as voltas...era suposto ser um "ano-não", como todos os anos impares desde que começamos a ir, mas quando fui espreitar o cartaz fechado, até me passei...

tinhamos planeado ir a paredes de coura ver NIN, mas com zero 7 e mais umas quantas bem fixolas a actuar no sw, não quisemos saber de mais nada!

hoje são logo três: róisín murphy, zero 7 e x-press 2, sabado é etienne de crecy e domingo é basement jaxx, tudo coisinhas pa começar depois da meia-noite..

esta primeira noite deve acabar lá pras quatro e meia da manhã, e como tal, planeio crashar dentro do cascas mesmo!
por acaso já andamos há uns tempinhos pa experimentar como é passar lá a noite..no polo era BEM desconfortavel :P

só espero é ter energia praquilo tudo, que hoje acordei esquisitóida...

Dance Station

Quando o migo alfinete esta tarde me mandou este link, eu nem queria acreditar no que os meus olhos viam: air + chemical brothers + tiga!
Fiquei sem palavras...

Quando chegamos a casa, voamos para a fnac, para ver se agarravamos os passes que dão acesso às duas localizações, e cuja edição está limitada a 2000 bilhetes...

tickets into heaven

Mas, vamos por partes:

Air é a banda favorita do marido, e a minha banda favorita, ao lado de thievery corp. (não me consigo decidir entre estas duas). Tínhamos lido no inicio do ano, que eles iam andar em tournée pelos festivais europeus durante o verão e fizemos figas para que fossem ao sudas..mas a coisa mais próxima que aparece no cartaz do SW é air traffic...e portugal nem sequer consta(va) no site deles, na lista dos sitios onde vão actuar..portanto, isto foi uma surpresa bombastica!

Chemical Brothers é outra das minhas bandas favoritas e talvez aquela que mais me faz saltar, vi-os pela primeira vez no sudas em 2002, e três anos depois no hype@tejo.

Tiga esteve para ir ao sudas no ano passado mas cancelou, e eu fiquei cheia de pena, porque queria mesmo assistir a um concerto dele. Vai ser dj set, mas se for parecido ao que ele deu em lowlands no ano passado, então vai rular big time!

E fischerspooner desperta-me curiosidade.

Vá lá que este festival apareceu, caído assim do nada, e trazendo estes nomes atrás, porque se não, este ano não havia festivais de verão para ninguém he he

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mIRC.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e (sempre que a preguiça não a impede) gosta praticar exercício físico.

mantém uma pequena bucket list de coisas que gostava de fazer nos entretantos.

de resto, é ler o blog :D

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores:
#11 #10 #9 #8 #6 #5 #4

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