Dia 1 e 2 // Madrid

na sexta não acordamos muito tarde, para não falhar o pequeno-almoço. na sala de refeições do hotel era só malta com pulseira do madcool. cabrões, viram tame impala e justice e eu não... buáááá!!!

estava a dar o telejornal na tv, e eu ali à espera que a qualquer momento entrasse um directo a dar conta dos últimos desenvolvimentos sobre el atraco a la fabrica de moneda y timbre... la casa de papel much? muhahaha

tão e depois do pequeno-almoço, e já que tinham o dia completamente livre, foi a puta da loucura na capital espanhola, não?

HELL NO!! nem pensar que vou para a rua com este calor fdp.. fdx!!

fomos pró quarto e ficamos na ronha até perto das quatro da tarde, depois fomos (tentar) visitar a "fábrica nacional de moneda y timbre", aka sede central do consejo superior de investigaciones científicas. estivemos por lá um bocado, e estava sempre a aparecer malta, e a tentar entrar lá dentro, mas o segurança não ia na conversa. só conseguíamos ver uma nesga do edifício, meh. o homem metia-se na conversa com quase toda a gente que aparecia ali para fazer o mesmo.

dali regressamos à base, e voltamos à esplanada da noite anterior, para afinfar nas tapas. enchemos o bandulho com saladinhas e cenas frescas que estavam um mimo. depois fui à caça de um palmier coberto de chocolate para sobremesa. encontrei um enorme numa granier, mas não era tão bom (nem lá perto) daquele que comi em miranda do douro. depois demos mais umas voltas pelo bairro, e fomos descansar.

e acho que não fizemos mais nada nesse dia :D

a notícia da noite foi que os massive attack tinham cancelado o concerto em cima da hora, por causa de problemas relacionados com som. fixe, assim fico um bocadinho com menos de pena por não ir aos três dias do festival he he he

no sábado, depois do check out fizemos um pequeno desvio e atravessámos os barrios de castellana e recoletos, no distrito de salamanca. recoletos é a fuencarral para malta com carteira recheada, parecia a avenida da liberdade, lojas finórias porta sim, porta sim. mas muito gira, esta zona de salamanca, chique a valer.

fomos a uma decathlon, que o homem andava a chatear-me para arranjar uma mini-mochila igual à dele, para dividirmos a carga. também entrei em duas pepe jeans, para ver se safava uns calções muita giros que estavam em saldos no site, mas tive azar..

ali apanhamos o metro para o terminal 4 de barajas, para largar as malas no depósito de bagagem. fizemos isto muuuuuito nas calmas, que tínhamos uma porrada de horas pa queimar até à hora do festival. depois apanhamos o metro para os nuevos ministerios, e fomos ao el corte inglés, que eu ainda não tinha desistido dos calções da pepe. e lá sempre estava mais fresco que na rua lol

por volta das seis, já aborrecidos de não estar a fazer nada, metemo-nos a caminho do festival. supostamente devíamos ter apanhado a linha rosa, mas às tantas reparei que estávamos a passar numa estação onde tínhamos estado no dia anterior.. e não pertencia à linha rosa.. oh crap!! 

entramos na cinzenta por engano, que por acaso era uma linha circular.. e por acaso nós até tínhamos tempo para queimar.. 💡"em vez de voltarmos para trás, continuamos aqui confortavelmente sentados, a carregar os telemóveis". e foi assim que circulamos madrid por baixo de terra. a paisagem não é nada de especial, mas recomendo a viagem em caso de necessidade de carga na bateria do telemóvel 😂

tren cargador  
só ideias boas, estes espanhóis!

chegamos ao festival às sete da tarde e mesmo assim, ainda estava um calor dos infernos. ainda bem que não fomos mais cedo.. also, da próxima LEVAR um cabrão dum chapéu!! ainda foi um *certo* esticão entre a estação de metro e o recinto, e pelo caminho havia mangueiras espalhadas prá malta se refrescar. já disse que os espanhóis só têm boas ideias, não já? :D

fomos carregados com calças e blusas de manga comprida para usar durante o festival, não fosse ficar frio durante a noite... and guess what, nem saíram da bagagem. fomos como todàgente: de calções e t-shirt, e nem dava para ser de outra forma. vá lá que andei a controlar a temperatura nas duas noites anteriores, se não tinha falecido sufocada em tecido. nem casaco levamos. ok, eu levei uma blusa de manga comprida na mochila, que vesti por volta das três da manhã, mas foi só isso!

madcool

o recinto era enorme, a fazer lembrar o sudoeste (quando ainda era fixe), mas em melhor! com dois palcos gigantes, relva artificial, estações "húmidas" (estruturas que pulverizavam água para ajudar a malta a suportar o calor), e tantas de opções para comer, que era complicado escolher.

wet station

consegui perceber porque é que os massive cancelaram o concerto, o som que os palcos principais mandavam era monstruoso!! a primeira vez que estive num festival que usava esta técnica, os palcos estavam orientados de forma que o som não se cruzava, mas ali era impossível estarem dois concertos a acontecer em simultâneo (o que supostamente nem é para acontecer).

madcoolmadcool

assim que o sol se pôs, a temperatura ficou perfeita. venham saí esses concertões, crl!!

to be continued...

Alive

foram precisas 10 edições para me convencer a ir. não desgostei, mas também não fiquei fã. mete demasiada gente, é demasiada confusão. confusão para chegar lá, sair de lá, ir à casa de banho, comer, beber. atravessar o recinto de uma ponta à outra, entre palcos, pode ser o cabo das tormentas, naquele mar de gente. não sei se é sempre assim, mas é demasiado para mim..

a cena de ir para um festival a uma quinta, ficar lá até as três da manhã, e no outro dia ter que ir trabalhar também não é muito fixe, especialmente quando já não vamos para novos. era mais giro passar o dia na praia, a recuperar energias para a noite seguinte.

estou órfã de festivais de verão desde que o sudoeste mudou a orientação do cartaz. este não consegue substitui-lo, apesar de conseguir trazer cá grandes bandas e ter bom ambiente. acho que o problema é mesmo a localização, não sabe a festival de verão. quero uma máquina do tempo, que me leve primeiro a 2002, depois a 2004, depois a 2006, depois a 2008... e depois pode reiniciar o ciclo. e ficamos em loop.



aqui o senhor bob moses a tocar a minha música favorita (dele), durante a qual travei uma luta feroz com o meu cérebro, que teimava em dizer-me que com headphones aquilo soava bem melhor. não é o som, cérebro, é o show ao vivo. não interessa se o som pareça desengonçado. é a energia que emana das pessoas, a vibração que emana das colunas que interessa.

consegui ver chemical brothers junto ao palco, como manda a tradição. estive dois dias a ouvir mal mas valeu totalmente a pena. fiquei admirada foi que, fora o cansaço generalizado, não ter sentido grandes efeitos de ter passado quase duas horas aos saltos, ir ao ginásio sempre serve para alguma coisa.





foi o quinto concerto concerto que assisti dos químicos. as expectativas são sempre altas, e os manos nunca falham em deixar a malta completamente possuída pelo som deles.

tame impala (finalmente!!) soube a (muito) pouco, precisava de mais uma hora, e precisava de ter acontecido mais tarde, para as projecções psicadélicas terem mais efeito na malta. mas aquilo mesmo assim bateu forte, que algumas fãs ficaram tão inspiradas que até as t-shirts lhes subiram até ao pescoço ( . )( . ) 



e definitivamente, continuo a gostar mais de assistir a concertos ao ar livre que fechada em salas.

Zürich OpenAir II

findo o concerto do ano, parámos um bocado numa das discos onde estava um DJ a bombar alta som. depois quis fazer uma bucha de chocolate quente e waffle (que me soube pela vida - ZOMG, fiquei tão fã deste festival!!) 

 

pelo caminho presenciamos o melhor espalho da noite. estávamos nós cuidadosamente a atravessar o pântano quando topámos um tipo, alto, anafado, vestido com um oleado amarelão (à pescador), a cambalear.. bêbado que nem um cacho!

como vinha na nossa direcção, parámos à espera que ele passasse.. no estado em que aquela alma vinha, acidentes podiam acontecer lol

 

estava precisamente a passar por nós quando deu os derradeiros passos. assistimos àquilo como que em câmara lenta: falha em apoiar uma perna, falha a outra e pumba, JÁ FOSTE..

 

cai REDONDO de tromba na lama!

 

o marido ficou todo salpicado de lama mas valeu totalmente a pena muhahaha o gajo quando se levanta, parecia um donut com cobertura de chocolate. que noijo, coitado..

 

mas ele não parecia chateado, e aquilo deve ser o prato do dia (ou da noite) anyway. levantou-se rapidamente, limpou a lama da cara com a mão e seguiu caminho, provavelmente até à zona dos wcs para levar uma mangueirada. a ironia da coisa é que foi a própria armadilha que lhe amparou o tralho :D 

 

entretanto, nós ficámos para trás, a rir-nos que nem uns alarves. pro tip: se vai andar na lama, não beba!

 

o último concerto da noite era para o marido: the bloody beatroots. demasiado barulhentos para o meu gosto. o concerto começou a todo o gás e a todo o gás continuou.. sempre, sempre, SEMPRE a partir a loiça!

 

eu é que já não me aguentava em pé.. afinal de contas tinha acordado às oito da manhã e fartei-me de palmilhar durante o dia.. sentei-me no chão, encostada a grade da régie e fechei os olhos. não sei como, mas consegui a proeza de passar pelas brasas no meio daquele cagaçal todo.

 

às tantas também o marido já se começava a queixar do sono.. e agora, ganhar coragem para regressar ao hotel?

aquela hora não tínhamos grandes alternativas para lá chegar, ou: 

 

a) apanhávamos o transfer gratuito do festival para o aeroporto e depois pagávamos uma pequena fortuna a um taxista; 

b) andávamos 1km para apanhar o último comboio na noite e depois andar 2km para trás;

c) palmilhar cerca de 4km

 

optámos pela última. ah valentes!

 

então, às 3 e meia da manhã, numa cidade praticamente desconhecida onde estávamos havia pouco mais de 24h, fizemo-nos ao passeio. desde que seguíssemos sempre junto à linha do eléctrico, táva-se bem lol

 

o problema foi quando a linha entrou por um túnel subterrâneo a dentro.. ops! 

 

tivemos que seguir por um quarteirão habitacional, mas graças à minha bússola humana (o hóme) e a um mapazeco que tinha da redondezas do hotel correu tudo bem (e se não tivesse corrido, tínhamos sacado do iphone para nos meter back on track :)

giro, giro, foi o homem fazer o caminho todo descalço, porque as galochas magoavam-lhe os pés e ele não conseguia andar com aquilo :D
 

a minha cenoura era a cama do ibis, só de pensar nela até me babava. só mais um esforço... e às 4 da manhã spotávamos o reclame luminoso do hotel no meio dos edifícios. tava quaaaaaaaaaaaase YAY

 

chegámos ao hotel completamente rotos. eu já via tudo à roda por causa do sono e do cansaço, caí na cama e só acordei no dia seguinte às onze da manhã, a 1h do check out.. bah!

entretanto o marido ficou chocado, porque quando chegou ao hotel, as meias estavam limpas ninguém diria que tinham acabado de fazer 4km pelas ruas!  

 

QUE. DIA. DO. CRL!! 

Zürich OpenAir I

às seis da tarde, calçamos as nossas galochas e metemo-nos a caminho de rümlang \m/ 

 

apesar de irmos apenas a um dos dias do festival, também tivemos direito à pulseirinha. muito simpática esta decisão deles, pois permitia-nos sair e voltar a entrar no recinto caso precisássemos (aconteceu, tivemos que ir ao aeroporto comprar pilhas, p#%@ da A510). fomos então enfaixados com uma tira de nylon "derretida" à medida do nosso pulso (provavelmente a pulseira de festival mais inviolável de sempre) e SIGAAAAA!

welcome!!

 

era a primeira vez que ia a um festival de música fora de portugal, é escusado dizer que estava morta de curiosidade he he he isso e com os óculos 3D que estavam a distribuir à entada :D

 

a primeira coisa que constatei quando entrei no recinto foi que as fotos que andei a ver dos anos anteriores não eram nada exageradas:

lama 
yep, a noite prometia :D

 

volta de reconhecimento. o recinto não era muito grande, mas estava muito bem amanhado. haviam dois palcos enormes praticamente lado a lado, quase gémeos, mas a sua utilização era alternada: enquanto num decorria um concerto, no outro montava-se o material para o seguinte. very clever!

depois haviam os espaços cobertos, que davam um jeitaço quando começava a chover: o "circo" e três "discotecas", duas delas com DJ set.

 

quiosques de comida em três zonas distintas, com uma variedade interessante (pizzas, hamburgers, bifanas, cachorros, chilli, nachos, fish n' chips, thai, noodles, comida biológica, waffles, crepes, fruta, leite e derivados (AWESOME), bebidas etc), casas de banho DECENTES, limpas, com sanita, mini-lavatório para as mão, e papel higiénico (algo que até hoje só vi nos wcs das zonas vips).

descobrimos também que o festival tinha moeda própria, o "money", e se queríamos consumir lá dentro, tínhamos que cambiar. trocámos uma nota de 50 CHF por um cartão com 20 fichas (tokens) destacáveis (o que significava que a coisa mais barata no festival custava 2,5CHF). e se não gastássemos todas, podíamos sempre voltar a trocá-las por dinheiro. gostei da ideia!

não havia lixo praticamente nenhum pelo recinto. razão? cada vez que se compra uma bebida, esta era servida num copo decente (ok, de plástico, mas rígido) e existia uma caução de 1 token. quando acabávamos a bebida, bastava devolver o copo para reaver o tokenand again, very clever

 

eles até lidam bem com a questão da lama. nas áreas comerciais e demais instalações, assim como corredores de acesso entre estas e os palcos, havia soalho em madeira e em frente aos palcos, estrados de plástico. 

 

fora dessas zonas, parecia (há que dizê-lo com frontalidade) uma autêntica pocilga ao ar livre muhahaha e era preciso ter cuidado quando se atravessava aquele pântano, pois quedas aparatosas aconteciam com alguma frequência (espectáculo que só por si, quase fazia valer o dinheiro do bilhete loll).

Untitled

 

in fact, a lama era uma espécie de fashion statementfazia parte da indumentária. a grande maioria calçava galochas, mas havia muito corajoso de botas, ténis, e até havaianas.

mais umas quantas voltas por lá e assentámos para jantar, antes que começassem os concertos que queríamos ver. dividimos uma pratada de chilli com nachos picantes e uma fatia de pizza (deliciosa, btw).

 

por azar, o dorfmeister colidia com orbital e só consegui ouvir os primeiros minutinhos :(

 

o concerto de orbital foi um bocado bipolar, entre o WOW e o YUCK. é que aqueles dois sacanas volta e meia encaixavam lá umas batidas de dubstep do álbum novo.. (BLARGH!!) quer dizer, um som à maneira, daquele que até arrepia os pelinhos todos, maculado por aqueles guinchos electrónicos horrorosos.. NOT FUNNY!

orbital

 

deixámos orbital a uns 15 minutos do fim porque queríamos arranjar um lugar próximo do palco para ver kraftwerk. o mais incrível da orientação (lado a lado) daqueles palcos monstruosos, é que em frente a um deles, não se ouvia o som do outro.. impressive, most impressive

 

as 23h45 depressa chegaram, e kraftwerk começaram a bombar som à hora marcada.. GYYYAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!! nem queria acreditar que aquilo estava mesmo a aconteceeeeeeeer!!! :D :D :D

the robots


um a um foram revivendo os clássicos, remixados e refinados ao longo de 42 anos, num setlist similar ao do concerto que assisti em 2004, com a diferença que optaram pela a versão alemã das músicas. os grafísmos eram projectados em 3D (yep, era para isso que serviam os óculos que andavam a distribuir :D) e de vez em quando a malta levava com um satélite ou outra coisa qualquer por cima e gritava em uníssono "wwooooooooooooohh" brutal!

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o palco até era alto, mas a inexistente inclinação do terreno e os camónes serem todos umas torres foi uma combinação quase fatal, passei o concerto quase todo em bicos dos pés ou a desviar-me de um lado para o outro, até que às tantas afastei-me um bocado mais para trás e resolvi a questão.

 

e ali estava eu, enfiada num lamaçal a dois mil quilómetros de casa, de poncho prá chuva vestido, galochas nos pés e uns óculos 3D na tromba, perfeitamente alinhada com o palco, a ouvir a última música do concerto - music non stop - com um som perfeito..

 

...MAN!!

On tour II

volta e meia apitava-lhe com o assunto. ele nem que sim, nem que não.. e a data aproximava-se a passos largos.

 

eis que entra a semana do festival.. como ia terminar ainda era uma incógnita. até que na quarta-feira ele finalmente diz: "vá, vou comprar os voos!"

YAAAAAY

 

mas os sarilhos começaram quando reparamos que os lugares mais económicos já tinham voado e os bilhetes custavam agora quase o dobro do preço.. mau! 

 

(é o que dá não gostar de planear as coisas com antecedência :P)

 

sucederam-se uma série de confusões por causa das companhias aéreas e comecei a ver a coisa a andar para trás.. a última coisa que queria era stresses com aquilo. se não estava destinado a acontecer, era cagarmos no assunto e seguir para o próximo.

 

mas voltei ao skyscanner para fazer uma última pesquisa.. desta vez com escalas. 

 

apanhei uns voos da iberia que custavam pouco mais que os outros (custariam se tivéssemos comprado com 1 mês de antecedência) e chamei o gajo para ver. escalas em madrid - uma de 5 horas que dava para aproveitar e "conhecer" a cidade, que nunca lá estive, e a outra tão curta que nem valia a pena sair da zona de embarque. epá!

 

...e ele finalmente compra os voos. ZOMFG, aquilo ia mesmo a acontecer!!

 

o único problema foi, por causa das escalas, só conseguiamos ir a um dos dias dos festival (aquele que interessava, claro). o que nem por isso me chateou, ou não tivesse já visto chemical brothers (4x!!) e the prodigy ao vivo. ia ver kraftwerk, orbital, cheirar o dorfmeister, e tentar aguentar a loucura de bloody beatroots. era mais do que suficiente.

 

próximo passo: reservar hotel! 

à semelhança de outros tantos festivais de verão, neste também se podia acampar.. só que havia um *pequeno* detalhe que me preocupava (lá chegaremos) e que me levou a insistir que reservássemos quarto num hotel. 

não foi preciso escolher muito, um dos mais baratos disponíveis no booking ficava estrategicamente localizado entre o aeroporto (e o festival, que se realiza praticamente ao lado) e a cidade. e apesar de ser um hotel de 2 estrelas, as reviews eram bastante positivas.

 

voos e hotel tratados, estava na altura de ir arranjar indumentária. é que devido ao clima suíço, este festival tem uma característica muito peculiar:

 

LAMA!!

13 de Setembro de 2012, às 00:42link do post comentar

On tour!

uma das utilizações que ainda dou ao last.fm é seguir o feed de eventos de várias bandas/músicos que quero (re)ver ao vivo e em altos berros.. e cada vez que há actividade nesses feeds, sofro micro ataques-cardíacos!

 

uma dessas bandas é kraftwerk. quando aos vi ao vivo pela primeira vez e apercebi-me que tinha perdido um concerto brutal deles no coliseu uns meses antes, apeteceu-me apertar o pescoço a mim mesma.
vai daí, foi uma banda que ficou marcada como "OBRIGATÓRIO REVER".

 

mas desde há uns tempos para cá que andavam um bocado quietos.. e para piorar as coisas, um dos fundadores abandonou o grupo ao fim de 38 anos, o que começou a assustar-me seriamente.. querem ver que ainda acabam sem eu voltar a vê-los outra vez ao vivo? NÃO PODE SER!!

 

às tantas desisti de esperar que voltassem cá e comecei a prestar atenção aos concertos que davam pelo estrangeiro, a ver se algum era fazível.. andaram pelas américas, fiquei seriamente f*dida quando os vi a caminho do sónar no rio de janeiro em vez de barcelona (o que tinha sido BRUTAL, porque aproveitava e via deadmau5 :P), japão (..i wish!).. suécia.. EH LÁ!

 

suécia é fixe. temos malta na suécia a quem estamos a "dever" uma visita há anos! 

fui ver o preço dos voos para lá e dos bilhetes do festival onde iriam actuar e fiquei deprimida.. esquece lá isso, move along..

 

semanas depois pingaram novidades no feed. FIGAS..

 

zurique.. OI?! 

 

tratei logo de investigar a coisa. iam actuar no dia 25 de agosto, num festival cujo o cartaz estava *bem* recheado: para além de kraftwerk, contava com chemical brothers, the prodigy, orbital, simian mobile disco, soulwax, the bloody beatroots, 2 many dj, richard dormfeister, entre outras coisas mais indie ou avariadas tipo dubstep (que nem por isso me interessam).

 

e os bilhetes nem por isso eram caros... e os voos também não... WHOA!!

 

comecei a ficar ansiosa.. será que consigo convencer o homem a meter-se lá comigo?

13 de Setembro de 2012, às 00:41link do post comentar

Já fomos e já viemos!

o festival parecia a feira popular!
não tinha roda gigante, mas tinha montanha russa, uma cena com camas elásticas pá malta saltar e dar cambalhotas no ar, montes de tendas de comida e de roupa, montes de quiosques a vender tabaco (PÉSSIMA IDEIA, ESTA!), montes de luzes, confusão e o barulho do costume.

como sempre, vamos lá feitos para assistir apenas aos concertos que queremos, e como eram em zonas separadas, foi uma correria. isto, porque já se sabe que gostamos de assistir na primeira fila :)

a actuação da roisin atrasou-se um bocado porque pareciam haver problemas técnicos. começou praí 15 minutos depois da hora prevista, ainda com alguns problemas.. que lhe arruinaram completamente a festa! durante 40 minutos ela tentou, mas acabou por desistir e disse:

"i'm not gonna lie to you... we're having technical difficulties.."

cantou mais uma música e deu de frosques..
a verdade é que o som estava baixo por mais alto que o tentassem meter e ela não se ouvia a ela própria, provavelmente devido à proximidade da tenda electrónica e da barulheira que provinha dali.. foi uma pena, porque gostei do estilo dela e estava curiosa..

bom, dali saltamos directos pro palco principal, onde iam actuar os zero 7.
sabíamos de antemão que iam tocar músicas do novo álbum e a expectativa era alta, mas não foi preciso tocarem muito pra coisa começar a descambar..o som tava péssimo, todo esganiçado, e não se ouviam os cantores. nada daquilo parecia fazer sentido..

há precisamente 3 anos atrás, depois de ter assistido a mais um concerto deles, tinha chegado à conclusão que não gosto de os ver ao vivo. mas este foi de longe o pior dos três..antes ver a sia podre de bêbada em palco. não aguentei até ao fim e disse ao marido para sairmos dali. jurei-lhe que foi a ultima vez que assisti a um concerto deles.
...o que me lixa é que provavelmente vamos gostar do álbum, e vou voltar a fazer outra tentativa para vê-los...bah!

saimos dali e fomos pro concerto dos x-press 2, que já tinha começado. tivemos um bocado por ali mas começou-me a aborrecer e fomos comer qualquer coisa.

como previsto, essa noite acabou perto das quatro da manhã. já não me ia fazer à estrada a caminho de lagos, mas tive à mesma que sair do estacionamento do festival por causa do barulho da tenda electrónica. o carro tava bem longe dela, mas mesmo assim, ouvia-se estupidamente alto e o carro vibrava por todo o lado..era impossivel dormir ali (imagino como será no acampamento do festival, fosga-se!)
pegamos em nós e fomos pra zambujeira. estacionamos em frente à praia, rebatemos os bancos traseiros, fizemos a cama e cá vai disto!
dorme-se bem no cascas, nunca gostei tanto daquele tecto panorâmico :)

acordamos por volta das nove, com uns espanhóis a meter musica empastilhada. os gajos tinham pa lá uma aparelhagem à maneira, com altas colunas, e um deles estava agarrado àquilo, a misturar. o som até tava fixe e já tinham ali uma pequena multidão a dançar.
por volta das 10 arrumamos a tralha e bazamos pa lagos.

à uma da manhã estávamos de volta ao festival..ainda perdemos cerca de uma hora a tentar arranjar estacionamento, a coisa tava complicada..por fim, saímos e voltamos a entrar por uma zona mais afastada e lá encontramos lugar..

era noite do etienne de crecy. nunca o tinha visto ao vivo e como está classificado como "uma das nossas bandas" * (apesar de ser só um gajo), tinha mesmo que ser.
o concerto foi espetacular e valeu pelo festival todo. o bacano estava lá no meio de uma estrutura em forma de cubo, com luzes projectadas e strobes e aquilo tava mesmo fixe. o som também estava à altura. não me soube tão bem quanto chemical bros., daftpunk ou kraftwerk, mas tava bem fixe.

nessa noite saímos de lá também por volta das 4 da manhã. a policia já tinha o arraial montado à entrada de s. teotónio, pa caçar a malta que vinha do festival. tava eu a virar a esquina e um slot a vagar na fila de carros parados, pensei: "é desta que me mandam parar o cascas!", mas não...aposto que se tivesse o polo tinha ficado logo ali!
este é mais um mistério do entroncamento: já passei por inúmeras operações stop desde que tenho o carro, mas pelos vistos, não querem nada comigo hehehe

anyhoo..vinha com tanto sono que quase que parei em aljezur para dormir..mas fiz um esforço monumental e consegui conduzir mais 20km até bensafrim, para dormir numa cama fofinha he he

no domingo, em vez de me ir enfiar na praia, dormi a tarde toda..raio de desperdício de bom tempo precioso... baaaah!

nessa noite saímos de bensafrim já tarde e apanhamos o concerto de basement jaxx a começar, logo não deu para ir lá pra frente...mas ainda bem que não fomos!!

pensava eu que ia assistir a um concerto de música electrónica, mas o que encontrei foi um concerto pseudo-metaleiro...não se aproveitava nada, nada... mega-desilusão!!
assistimos a três musicas, entre elas a minha favorita, mas nem essa me convenceu. pegamos na gente e fomos comer qualquer coisa antes de nos fazermos à estrada novamente.

interessante que este ano não saí dali a odiar o festival, como aconteceu nos anos anteriores.
claro que a faixa etária dominante é <20, claro que aquela gente tem um conceito de diversão completamente diferente do meu, e fazem as figuras mais tristes à face da terra...mas desta vez consegui abstrair-me de toda a desgraça humana e curti aquilo à minha maneira.
a verdade é que já passei lá grandes momentos que me deixaram boas recordações, e como sou apegada a essas coisas, não consigo deixar de gostar do festival por muito merdoso que seja...e pro ano, se trouxerem bandas decentes, lá estarei!

* em vez de termos uma música nossa, como é costume entre os casais, temos uma série de bandas, basicamente aquelas que costumavamos ouvir quando começamos a namorar. as principais são air, thievery corp., massive attack, moby (blergh..), entre outras

 

E o ponto cardeal deste fim-de-semana é... SW!

o festival do sudoeste este ano trocou-nos as voltas...era suposto ser um "ano-não", como todos os anos impares desde que começamos a ir, mas quando fui espreitar o cartaz fechado, até me passei...

tinhamos planeado ir a paredes de coura ver NIN, mas com zero 7 e mais umas quantas bem fixolas a actuar no sw, não quisemos saber de mais nada!

hoje são logo três: róisín murphy, zero 7 e x-press 2, sabado é etienne de crecy e domingo é basement jaxx, tudo coisinhas pa começar depois da meia-noite..

esta primeira noite deve acabar lá pras quatro e meia da manhã, e como tal, planeio crashar dentro do cascas mesmo!
por acaso já andamos há uns tempinhos pa experimentar como é passar lá a noite..no polo era BEM desconfortavel :P

só espero é ter energia praquilo tudo, que hoje acordei esquisitóida...

Dance Station

Quando o migo alfinete esta tarde me mandou este link, eu nem queria acreditar no que os meus olhos viam: air + chemical brothers + tiga!
Fiquei sem palavras...

Quando chegamos a casa, voamos para a fnac, para ver se agarravamos os passes que dão acesso às duas localizações, e cuja edição está limitada a 2000 bilhetes...

tickets into heaven

Mas, vamos por partes:

Air é a banda favorita do marido, e a minha banda favorita, ao lado de thievery corp. (não me consigo decidir entre estas duas). Tínhamos lido no inicio do ano, que eles iam andar em tournée pelos festivais europeus durante o verão e fizemos figas para que fossem ao sudas..mas a coisa mais próxima que aparece no cartaz do SW é air traffic...e portugal nem sequer consta(va) no site deles, na lista dos sitios onde vão actuar..portanto, isto foi uma surpresa bombastica!

Chemical Brothers é outra das minhas bandas favoritas e talvez aquela que mais me faz saltar, vi-os pela primeira vez no sudas em 2002, e três anos depois no hype@tejo.

Tiga esteve para ir ao sudas no ano passado mas cancelou, e eu fiquei cheia de pena, porque queria mesmo assistir a um concerto dele. Vai ser dj set, mas se for parecido ao que ele deu em lowlands no ano passado, então vai rular big time!

E fischerspooner desperta-me curiosidade.

Vá lá que este festival apareceu, caído assim do nada, e trazendo estes nomes atrás, porque se não, este ano não havia festivais de verão para ninguém he he

Fim de semana alargado ou o maior post de sempre!

Há umas semanas atrás, e depois de ver que o cartaz do sudoeste me dava razões suficientes para aparecer por lá este ano, tirei dois dias de ferias (os meus primeiros dois dias de ferias "oficiais" desde que comecei a trabalhar hi hi hi) de modo a apanhar a sexta e ter a segunda para arrumar a tralha com calma e recarregar baterias. O marido fez o mesmo, marcou os mesmo dois dias.

Dia 0

Não queria sair de casa muito tarde, mas o marido só chegou a casa eram quase dez da noite :P Arrumamos a tralha, carregamos o carro, fomos à fnac buscar os bilhetes, jantamos, carregamos as últimas coisas, desligamos tudo, e ala que já se faz tarde. Fiz o marido prometer que desta vez não se ia deixar dormir no caminho, mas quando passamos pela estação de serviço de Palmela já ressonava.

Depois fui eu que comecei a ficar seriamente com sono. Tanto, que considerei parar na estação de serviço de Alcácer do Sal, mas quando passei por lá, despertei..por alguns kms, pois arrependi-me de não ter parado. Cheia de sono, saí na saída mais próxima e parei numa estação de serviço no cú de judas para dormir um bocado. Esta foi a primeira vez em seis anos que conduzo, que me vi obrigada a parar o carro para dormir, tal na era a pedra. Claro que o marido entretanto acordou e a seguir não parava quieto, que me estava sempre a acordar, o sacana....

Arraquei de lá por volta das 4.30 e nem sei, não faço a mínima ideia como é que consegui fazer o IP8 sem me espetar, porque ia a conduzir com um olho fechado e o outro semi-fechado. Vi-me obrigada a parar novamente, em Porto Covo, para dormir mais um bocado.

Dia 1

Acordamos por volta das sete e meia da manhã, voltados pó mar, com um frio desgraçado. Fizemo-nos à estrada e só paramos no parque de campismo. Chegamos lá por volta das oito e meia. Fizemos o check in e fomos logo à procura de poiso. A coisa tava complicada, o parque estava pejado de tendas..lá fomos andando, até encontrarmos um spot que nos agradasse. Não gosto lá muito dos parques assim tão crowded, ma é o que se arranja..

Tenda montada, carro descarregado, estava na hora de ir largar o "puto" à dos paizinhos, e buscar a mana e as calças festivaleiras (é um par de calças que me acompanha desde a minha primeira edição do festival hi hi hi). Eram quase dez da manhã.

Regressamos ao parque por volta das três, estivemos um bocado na piscina, depois fomos aos morfes. O marido foi o cozinheiro da tarde. Por volta das oito, abalamos para o festival. Eu já não ia lá muito bem, tinha uma ligeira dor de cabeça e não estava com a melhor das disposições que a noite exigia, e pior, não tinha levado drunfos pá carola..isto foi logo um mau presságio.

Chegamos ao recinto e fomos à procura do Paulo, para ver como era da mana, que grávida de sete meses, e com algumas complicações recentemente, todo o cuidado é pouco (ela estava como eu, não queria perder Prodigy por nada deste mundo). Como a malta tem destes conhecimentos fixes, conseguimos mete-la na régie, ficou lá com o Paulo, que estava a filmar os concertos, lugar privilegiado, portantos.

Fomos lá para a frente mal o Fonseca acabou o concerto, e vimos Goldfrapp na "3ª fila" nada mal. O concerto foi espectacular e ainda deu para sacar umas pics porque naquele concerto em especial, os seguranças não estavam tão conas com as fotos. Adorei o concerto, a Alison tem uma voz realmente espectacular, e cantou praticamente todas as minhas músicas favoritas. Era um concerto estreia (pra mim) e fiquei definitivamente fã.

Seguia-se The Prodigy, um concerto que eu andava morta para ver desde 1997, quando comecei a gostar da banda, já tinham cá estado antes mas não deu para ver e tinha ali a minha grande oportunidade e mais, estava agarrada à grade, ou seja, na puta da primeira fila!!!

Mas à medida que o tempo passava e a malta cada vez se chega mais para a frente e eu comecei a sentir-me encurralada, tinha apenas um espacinho minúsculo, e a malta a empurrar forte e feio, toda a gente ali na parte a frente a se agarrar a barreira como se a vida dependesse disso e eu a começar a ficar com medo de ser esmagada pela multidão, começo a sentir-me mal, enjoada, com falta de ar, tonta, com suores de todas as temperaturas, e sei lá que mais o quê que já não via nada pela frente...acho que foi uma mistura explosiva de uma quebra de tensão e de um ataque de pânico, acho que nunca me tinha sentido assim antes...a dois minutos do concerto começar tive que sair dali, ainda me vomitei toda pelo caminho..FODA-SE!!

Entrei para dentro da régie para me recompor mas saí e fiquei a ver o concerto em cima de uma grade. Aquela merda tava apinhadissima, voavam copos de cerveja e água por todo o lado, havia gente por cima da multidão e as ambulâncias parecia que não paravam de passar...os gajos tocaram músicas dos meus três álbuns favoritos, e eu não os vi na primeira linha, cujo lugar que tinha tão bem tinha sido defendido durante mais de meia-hora... FODA-SE, FODA-SE, FODA-SE!!! Acho que nunca mais me vou perdoar por aquele momento de fraqueza..se fosse agora, acho tinha vomitado lá, e via o concerto, esmagada ou não...e o marido também não me perdoa (embora não o admita directamente), que ficou todo fodido de ter que sair de lá...

Mas não ficou por aí..depois do concerto acabar, voltei a vomitar (pequeno momento de humor: eu a mandar as entranhas cá pra fora e o marido a dizer em alto e bom som: "Tás a ver? Eu não te avisei para não beberes tanta cerveja??"), tava acabada... De regresso ao parque teve que ser a mana a trazer o carro, porque eu já não dava uma pa caixa. Deixei-me dormir no banco de trás e só acordei no parque.

(Btw, vomitar (ou fazer de conta que) é a forma mais rápida para dispersar a multidão à nossa volta..tamos sempre a aprender!)

Dia 2

Acordamos por volta das dez e meia, tomamos o pikeno-almoço e tal e coisa e fomos prá praia da Amoreira. Não só porque era a que ficava mais perto do parque, como também uma das mais bonitas da zona.

Os paizinhos juntaram-se à "festa" umas horas depois e lá curtimos um grande dia de praia. O meu bronze soma e segue. Até a minha mãe tá admirada com a minha cor, eu que gostava tanto do meu tom pálido, e dum momento para o outro, dei em querer ficar tostada hi hi hi nunca tive tão escurinha em toda a minha vida, e o verão ainda não acabou hi hi hi

Não tavamos com muita pressa para ir para o recinto do festival, pois DaftPunk só começava quase às duas da manhã. Chegamos lá já devia ser quase meia-noite. Demos umas voltas e quando o concerto dos Madness tava quase para lá, fomo-nos metendo lá para a frente, pois Daft era para ver na primeira fila. Bem, a malta tava mesmo a curtir daquela banda, tava tudo doido..faziam cá um pozedo que nem se dava respirado. A sorte tava do nosso lado e uns italias que estavam a nossa frente, saíram assim que o concerto acabou e nos agarramo-nos logo à barreira.

A crew de Daft não deixo a malta ver os preparativos, correram uma cortina negra no palco e a expectativa era grande. Começaram uns minutos atrasados mas a malta perdoa. Ah concerto dum cabrão! Eu ia preparada para ouvir as músicas que conheço, e diga-se de passagem, e eles nem são dos meus grupos mais favoritos, só que eles misturaram aquilo tudo, aliado ao espectáculo visual, e o resultado foi brutal! Não tava a espera de curtir tanto do concerto! Mas quem curtiu mais foi o marido:

"Ó gaijo, atão ainda me dizes tu, que a tua banda favorita é AIR? Pó .)., já estive contigo em dois concertos de AIR e nunca vi tamanha felicidade estampada na tua cara..nem com os dois concertos juntos!!!" Pois é, o marido passou o concerto inteiro com um ar de graça, parecia que estava a perante o Senhor, e a sentir o seu "toque" divino LOL! Tava ali com um sorriso, uma felicidade tamanha, que eu até tava com ciumes...acho que nunca o vi tão contente/eufórico antes, o bacano curtiu MESMO aquilo!

DaftPunk deram mesmo um grande concerto e acho que toda a gente curtiu, e também estava apinhado. Não houve a mesma doidice que houve com Prodigy, estava muita gente chegada à frente, mas não foi a mesma selvajaria nem nada que se pareça..

Saí do meio da multidão uma beca esgotada, realmente acho que já não ando a aguentar estas vidas lá muito bem (se bem que eu saltei durante mais de uma hora sem parar, é a modos que compreensível lol)..saímos de lá eram quase três da manhã.

À entrada de S.Teotónio estava uma daquelas megas operações STOP que eu "adoro". Lá ficou a Isa toda contente que ia soprar o balãozinho outra vez, e desta, ia trazer tubo! hi hi hi Aproxima-se então o sr. agente da autoridade, já armado com o alcoolómetro, pede os documentos pessoais e pergunta se consumi bebidas alcoólicas. Eu ponho o meu melhor e mais orgulhoso sorriso e digo: "Só coca-cola e água..mas se quiser, posso fazer o teste!" ele olhou de esguelha pá carta e disse-me que não era preciso, desculpou-se pelo procedimento e mandou-me seguir viagem. Ohhhhhhhhh

Dia 3

Fomos novamente para a praia da Amoreira, desta vez para perto do rio. Tava um calor desgraçado, mas tava-se bem. Demos uma volta pela praia, fomos comer qualquer coisa ao restaurante, que eu ja estava esfaimada e morta por uma bebida gelada.

De volta ao parque, preparamo-nos e fomos para o ultimo dia de concerto, para assistir a Zero 7. Jantamos o tal do cachorro no Psicológico, que esse faz parte da tradição. Depois de jantados, fomos lá para a frente durante a parte final dum concerto duns espanhóis, chamados Macaco, para apanhar (claro) o lugar na primeira fila. Estava toda esperançosa que este concerto exorcizasse a memória do anterior, também ele naquele local dois anos antes, pois não tinha gostado, mas foi exactamente ao contrário. Cheguei à conclusão que não gosto de ver Zero 7 ao vivo. Suspeito que seja porque a ideia que tenho da banda quando oiço as musicas não corresponde aquilo que vejo em palco. Normalmente adoro ver as bandas que gosto em palco, com a excepção desta...despedimo-nos desta edição do sudoeste quando o concerto dos Xutos tava a começar. Este ano não saí de lá com a mesma sensação de nostalgia que saí em 2004, esse sim, um festival que arrebentou a escala e deixou muitas saudades, muitas mesmo...tantas que ainda andei com a pulseira durante quase uma semana, e a pena que senti ao corta-la..

Dia 4

Acordamos, tomamos o pikeno-almoço, começamos a arrumar a tralha. Thank God que estávamos ao pé dos balneários..com o calor que estava, estávamos sempre enfiados debaixo do duche frio, a ver se aguentávamos a coisa. Tava mesmo impossível! Tamos a ficar prós em armar e desarmar a tenda lol daqui a pouco passamos de pseudo-campistas-amadores, para campistas-amadores lololol!

Tralha arrumada, check out, rumo a Bensa-city, que íamos passar a segunda com os paizinhos, que até tinham preparado uma granda peixada pá malta. Depois andamos para lá a anhar e por volta das oito voltamos. O furas não estava muito chateado com a gente..só não gostou foi de voltar para casa, ficou bruto e agressivo..raio de bixo que gosta tanto da casa dos "avôs" :P

Cortei a pulseira à uma da manhã, com um misto de saudade, remorsos, e uma pontinha de desilusão, por aquilo não ter corrido da melhor forma..a expectativa era demasiado alta e o resultado não foi bem o que esperava..

Btw, consegui aguentar 4 dias sem net (e o parque tinha acesso lá num pczito) lol nem sequer pelo telele, pois a bateria esgotou-se no sábado à noite (tinha-o carregado por completo na quinta à noite e achei que não era preciso levar o carregador...biiiiig mistake, que este telele não tem nada a ver com o nokia, que quando é carregado, e aguenta uma semana completa :P)...

The last but not the least, por partes:

O parque da herdade do Serrão

Fica localizado perto de Aljezur, numa zona muito fixe, perto de três praias que gosto muito: Amoreira, Monte Clérigo, e Odeceixe (estas duas últimas, a malta costumava fazer campismo selvagem em tempos que já lá vão), e também bom para quem vai para o festival, fica a pouco mais de 20mn de distância, assim como quem quiser ir para os lados de Lagos.

Só lhe ponho um defeito: tem eucaliptos em vez de pinheiros...e eu detesto eucaliptos! O chão, em vez de ser de areia, é de terra batida e duro c´mòs cornos..de resto, está muita bem servido em termos de pontos de luz e balneários, tem quatro (mas mesmo assim, há filas desgraçadas à tarde, quando a malta vem da praia ou da piscina... mas também o parque estava cheio. A água nessas alturas também vem mais fria que quente, e podiam ser limpos mais vezes ao dia pelo menos nesta época, mas prontos, menos mal).

O marcadozito também é porreiro, também há peixe fresco, dia sim, dia não, a piscina é grande e é de borla, tem é pouco espaço para a malta estender a toalha. Também tem esteticista, artesanato, restaurante, tem uns assadores fixes, etc etc...Tem é poucos caixotes de lixo, mas then again, tamos no meio do verão..e a malta é mais que muita!

Não gostei tanto dele como o da Galé, mas ficou marcado como "um parque a voltar". Uma coisa fixe que começo a notar nesta vida de campista, é giro todos os dias ter vizinhos novos he he todos os dias sai um e entra outro, não há cá monotonias!

A praia da Amoreira Fica a uns 9km da vila de Aljezur, e a 3km do parque. É vigiada e tem um restaurante. É uma praia magnifica (como praticamente todas as outras da costa Vicentina), parece uma praia selvagem, tem um areal muito extenso, muita vegetação, muitas dunas e um rio. É muito apetecida pelos surfistas, e também já é bastante frequentada pelos veraneantes, mas há espaço suficiente para toda a gente. Tem umas formações rochosas muito interessantes e faz uns lagos fixes pós putos brincarem. A areia é um espectáculo, é fininha, não magoa, e as rochas, para além da paisagem incrível que proporcionam, estão cheias de marisco bom he he

O festival

É sem duvida, o maior festival de verão tuga. Esta foi a terceira vez que rumei à herdade da Casa Branca, impelida pelas bandas que a organização consegue lá juntar. É lá que tenho assistido à grande maioria dos concertos das minhas bandas favoritas, e por mais xunga que o festival se esteja a tornar, esse mérito, ninguém lho tira, e enquanto as minhas bandas continuarem a calçar lá, também eu calço, independentemente se gosto ou não do festival em si (sim, tenho tendências masoquistas).

O espaço começa a ser pouco para tanta afluência, e a faixa etária dominante tem baixado de ano para ano. Da primeira vez que la fui, em 2002, havia muita mistura, mas creio que a maioria situava-se acima dos 25, este ano, acho que a maioria era 20 para baixo, não seria esse o problema, se esta juventude de hoje se soubesse comportar, tivesse juízo nos cornos e não fizesse aquelas figuras hediondas que se via por todo o lado..mas que raio deu nesta malta? Vão para lá para curtir a música, ou para andarem para lá, a beber e fumar (e drogar-se) como se não houvesse amanhã? Toda a minha boa gente, de copo de 0,75l de cerveja (ou vinho) na mão...e esta moda recente do vinho, eu nunca vi tanto puto por metro quadrado com copos e garrafas de água de 1 1/2lt com vinho..é que é mesmo só para andarem completamente bêbados, nem interessa com o quê... Que merda de estilo de vida vem a ser este? Que tipo de prazer é que é possível obter com isto? A sério que não consigo compreender isso..Tipo, durante o concerto dos Daft, um puto que estava o nosso lado, que eu juro que não tinha mais do que 14 anos, que estava todo tão fodido, que nem se aguentava em pé, e as tantas teve que bazar, se não ainda perdia os sentidos alí, que o segurança andava sempre a dar-lhe nas orelhas... se fosse meu filho, ficava de castigo durante a próxima década! Aposto que houve menino que não botou mais nada no estômago durante aqueles quatro dias, se não cerveja e vinho :P

Ou outra, "muita gira", um bacanito com um ar chunga, aproxima-se de mim e da minha irmã (por acaso mencionei que ela está grávida!?!?!), a perguntar se alguma de nós tinha mortalhas...Tipo? Hello? O que é que está mal neste cenário?

E o pivete nauseabundo a bebida... e a mijo? Ficava enauseada logo à entrada, só com o cheiro das montanhas de copos com restos de bebida alí jogados no chão, os tapumes que envolviam o recinto, transformados em mijatórios, as montanhas de lixo, se aqueles CRLs da organização sabiam que ia haver enchente (devem ter visto pelo numero de bilhetes vendidos), porque carga de água não levaram para lá mais wcs portáteis, por mais merdosos que sejam, sempre evitam aquelas filas parvas, porque é que não espalharam baldes de lixo por todo o lado? Em vez disso, puseram a malta a andar a apanhar lixo pa trocar por bebidas ou andar na roda... Acho que nem quero falar mais nisso...tenho pena....este ano vim de lá um bocado desiludida com o cenário que encontrei. Limitei-me a chegar lá as horas de assistir aos concertos que queria ver, e bazava mal eles acabavam, nem sequer tinha vontade de ficar a assistir as outras bandas que não conhecia..

E não vale apena dizerem-me que "se não gostas, não ponhas lá os pés", porque gostar eu gosto, e bastante, apesar aquilo estar cada vez mais longe, de ser a minha "onda"..é uma tristeza, mas é verdade: existem algumas pessoas no mundo, incapazes de beber qualquer coisa que saiba remotamente a álcool, fumar seja o que for, e no entanto, gostam de assistir a concertos em altos berros e divertem-se à grande! Uma verdadeira aberração da natureza!

Não sei se para o ano alinhamos.. strage yet funny thing que eu só gosto do cartaz do festival do sudoeste ano-sim, ano-não..primeiro em 2002, depois em 2004, e agora em 2006...a ver vamos...E com o sudoeste, acho que este ano fechei a minha época de concertos. O marido quer ir ver Tool em Novembro, mas eu nisso não alinho ^^

Bem, as fotos deste fim-de-semana alargado estão no sitio do costume..

Corrijam-me se for mentira...esta é ou não é, a minha maior posta de sempre? LOL e porra, se levou tempo pa escrever :P

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mIRC.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e (sempre que a preguiça não a impede) gosta praticar exercício físico.

mantém uma pequena bucket list de coisas que gostava de fazer nos entretantos.

de resto, é ler o blog :D

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores:
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