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lost in wonderland

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Summer of 16 // the end

Outubro 05, 2016

domingo, último dia de férias. porque que o tempo passa tão depressa quando a vida está a saber tão bem. porquêeeeeeeeee? chuinf.. pequeno-almoço, ronha no quarto, arrumar a bagagem, fazer check-out, assentar arraiais no spa. depois um mergulho na ria. depois um mergulho na piscina do hotel. e entretanto eram quatro da tarde, hora de iniciar o regresso à base. mas estava difícil de arrancar o homem para fora do hotel lol

passamos por santa luzia, para ir petiscar salada de polvo e muxama de atum, que com aquele calor, era a única coisa que apetecia. fun fact, no nosso último dia em tavira, estava precisamente a mesma temperatura que no último dia do ano passado, 37ºC \m/



nos planos estava ainda uma breve paragem em s. brás de alportel, em busca da doçaria regional épica, estrela das nossas sobremesas no pavilhão da ilha. se tivéssemos jantado lá os 12 dias, tinha voltado para casa com 5kg a mais em vez de 2, só naquelas iguarias decadentes de ovos, amêndoa, figo, alfarroba, batata-doce e frutos secos.

na loja onde fomos havia porções boas para degustação, dava para provar várias coisas. escolhe-las é que foi difícil. e apesar do calor, achámos que uma infusão de menta era a única bebida capaz de ajudar a dissolver melhor aquelas bombas de açúcar :D'



alfarroba e limão; batata doce e amêndoa (pqp,se era bom!!); alfarroba e doce de ovos; e figo com amêndoa; só de me lembrar, apetece-me lamber o monitor lol

pelo caminho ainda parámos para jantar em alcácer do sal, numa tasca muita castiça. outra excelente descoberta graças ao tripadvisor. 



ali apercebi-me que pela primeira vez em 5 anos, as nossas férias "grandes" não passaram pela costa alentejana. não faz mal, ela não vai a lado nenhum.. e como agora tá na moda, devia estar tão cheia como o algarve, anyway.

conseguimos sobreviver a (quase) duas semanas de campismo em agosto sem traumas. acampar em agosto não é inédito, já o fizemos durante uma semana em 2013 e outra no ano passado, daí sabermos que podia ser complicado. mas aquele parque tem uma grande vantagem, não mete muita gente e à noite é muito calmo.
foi também a primeira vez que ficamos duas semanas inteiras no mesmo sítio, e descobri que isso tem uma desvantagem: as rotinas instalam-se e os dias parecem sempre iguais. uma semana é perfeito, duas às tantas começa a aborrecer e a pedir mudança de ares. isto é uma boa nota mental.

tudo o que tenho a dizer é que estas foram umas belíssimas férias. chegaram na altura certa, e deu para carregar as baterias, para o que aí vem :D

...e pronto, that's all folks!

 
álbum completo da coisa no sitio do costume

Summer of 16 // a massagem

Outubro 04, 2016

desengane-se quem pensa que a malta com papel não faz figuras foleiras.. como aquela família da mesa ao lado, que passou o pequeno-almoço sorrateiramente a preparar o almoço e o lanche daquele dia. aliás, não vi poucas pessoas acompanhadas por mini-lancheiras. às tantas uma pessoa até se sente parva por não fazer o mesmo :/



e ainda com o pequeno-almoço a acomodar-se no estômago, eis que chega a hora da massagem.

como costume, o homem quis ser trucidado e marcou 10 (o máximo) no campo da intensidade da massagem. eu fiquei-me por um 7. não me apetecia sair dali com nódoas negras, e deixar as pessoas a pensar que o meu esposo é daqueles que gosta de  arrear porrada na mulher.

é suposto descontrairmos e tal e coisa, mas o meu cérebro não deixa. passa os 50 minutos a trollar-me. tipo, "eina ca'ganda seca.. toma lá pensamentos parvos para te entreteres. quem é amigo, quem é?". é que nem me deixa descansar..

começa mal aterro na marquesa. “jasus, esta musiquinha zen é lame que arrepia.. porque não sons da natureza, como o oceano a enrolar-se preguiçosamente na areia, ou uma pequena cascata, num bosque frondoso onde ecoa o canto melodioso dos pássaros, ou chuva a cair em cima das folhas carnudas das plantas tropicais? qualquer uma dessas opções relaxava mais que esta bodega";

enquanto a massagista se prepara para meter-me as mãos em cima. "estômago amigo, por favor, poupa-nos à canção do teu povo" (o gajo começa a gorgulhar sempre que estou de papo para o ar e comi há pouco tempo. no fundo, gosta de me fazer passar vergonhas perante outras pessoas. é um cabrão);

a massagista ataca as pernas. “crap.. tenho o pelame todo a despontar, parece lixa. espero que a moça não se importe do tratamento não solicitado de dermo-abrasão que está a receber nas suas delicadas mãos”;

ou então importa-se. “socorro!! esta mulher tem rolos de massa no lugar dos braços!! estou a ser completamente cilindrada. mais um niquinho de pressão e deixo de conseguir conter os gemidos que estão caçados na goela.. será que trocaram a folha do homem com a minha? eu pedi 7, não 10!!”;

nos intervalos da tortura. “ena! tão minuciosa ca'té vai até à ponta dos dedos. ainda bem que cortei as unhas ontem, se não pobre da moça ficava toda esquartejada" (as minhas unhas são inacreditavelmente rijas. e a água salgada ainda as endurece mais. foi preciso estar uma hora de molho na piscina morna para conseguir contá-las. não estou a brincar, eu corto-me nas minhas próprias unhas!);

hora de virar, cara enfiada no buraco. “olha que toalha tão estrategicamente bem posicionada. se me babar ou pingar do nariz, ninguém vai reparar na poça por baixo da mesa” e pouco depois. "hum..espero que ninguém vá usar esta toalha, eu não queria usar esta toalha!!". e já mais pró fim. "man.. vou ficar a tarde toda com marcas na cara. todàgente vai reparar nisto e rir-se de mim nas minhas costas".. not funny!!

sabem o que não é nada fixe depois de uma hora de massagem, num ambiente calmo, com música serena (ainda que lame), do qual saímos meio dormentes e assim queremos permanecer por mais umas horas. sabem? putos aos berros na piscina/lounge do spa. o spa permite crianças em determinado horário, foi uma novidade. não teria sido chato se os putos - bebés, um deles mal andava, não estivessem constantemente a testar a acústica do espaço, e a correr à volta da piscina e a mandar bombas para dentro de água, e os pais a gritarem ainda mais alto para eles sossegassem. mas o que achei mesmo piada (NOT!), foi ter visto estes pais, a meter com os filhos ainda bebés - um deles mal se segurava nas pernas, já disse não já, no banho turco. no banho turco?? troféu de pais do ano para estes dois, já!!

essa tarde foi passada perto do barril, a curtir a paisagem da ria e a aproveitar todos os segundos dentro daquela água deliciosa. as ondas estavam de volta, mas à maré cheia, a praia faz um efeito de tanque. a um metro da rebentação já mal temos pé, muita fixe para dar mergulhos da areia. há fotos disso, mas devido à ausência de trajes mínimos, não podem ser publicadas muhahaha

to be continued...

Summer of 16 // o hotel

Outubro 02, 2016

ao décimo segundo dia de férias concordámos que estava na altura de vingar a frugalidade do campismo, e que passar os últimos dois dias num hotel com spa (cuja diária rondava o mesmo que 12 dias no parque, só para meter perspectiva na coisa) seria uma forma simpática de nos despedirmos das férias.

essa manhã correu sem pressas. depois do pequeno-almoço no sítio do costume, começamos a arrumar a tralha. tudo bem limpinho e bem dobradinho e arrumadinho, que provavelmente já não volta a sair este ano. tínhamos a manhã toda, que o check-in no hotel começa a partir das duas. e num feito altamente inédito, às duas estávamos ao balcão da recepção \m/

das primeiras coisas que ficámos a saber quando chegamos ao albacora (where else?!), é que as massagens e outros tratamentos no spa estavam com desconto. mesmo a calhar, que já não podia ouvir o homem a choramingar por uma massagem. nem por isso ando de apetites, mas duas massagens pelo preço de uma parece-me que é de aproveitar. então dali seguimos directos ao spa, marcar massagens. ainda considerei uma mani-pedi (uau, que finória!!), que só deus sabe o quanto necessitada estava, mas depois lembrei-me do som e da sensação arrepiante das limas, e da seca que ia apanhar, e mudei logo de ideias.

quando assentamos o pé no quarto do hotel, éramos pessoas diferentes LOL  

ah.. os maiores luxos da vida.. aqueles que tomamos por tão garantidos que nem damos por eles. como por exemplo, ter um wc só para nós, e não ter que desinfectar e gastar meio rolo de papel higiénico para forrar o trono antes de mandar a real cagada; ou tomar banho com água quente sem ser a contra-relógio, descalços, sem receio de apanhar um fungo nos dedos dos pés; ou ter tomadas eléctricas a meio metro de distância; ou wifi na cama; e uma cama de verdade.. e ZOMG, ar condicionado!!



ainda não tínhamos pousado a bagagem quando demos com uma hóspede clandestina no quarto. uma osga, que muito certamente não estava interessada em partilhar a tarifa do alojamento, humpf.. vejam lá se adivinham o que aconteceu nos momentos seguintes:

a) isa telefona para a recepção, e em berros histéricos exige que lhe troquem de quarto, pois não é ser capaz de dormir num espaço frequentado por monstros pré-históricos;

b) isa desata aos gritos, a hiperventilar, enquanto o seu homem trata de encaminhar o bicho para o exterior;

c) isa dá um gritinho agudo "ai que fofa" e saca do telemóvel para tirar uma foto de recordação, enquanto sugere que deixem a janela aberta para ela ter jantar;

...

isso mesmo :D



tão fofa!

o homem não quis saber da minha sugestão de deixar a janela aberta.. não lhe apetecia servir de refeição aos mosquitos, antes que a osga os jantasse.. meh, wuss!

nessa tarde ainda voltamos à ilha, gozar mais umas horinhas de praia em modo de despedida. e ouvir a playlist do ferreira uma última vez, e concluir que muito provavelmente estivemos apenas um dia na ilha, que se repetiu doze vezes lol

depois da praia, ainda estivemos hora e meia no spa, a demolhar entre a piscina, o jacuzzi, o banho turco e a sauna. perfeito para desincrustar o sal acumulado nos recantos mais recônditos, de duas semanas de água salgada lol



e antes de dar o dia por terminado, passei quase duas deliciosas horas no terraço do quarto, a curtir a noite quente, o céu estrelado, som dos grilos misturado no das ondas, cheia de pena por saber que naquela noite já não ia adormecer ao som daquela melodia mágica.

to be continued...

Summer of 16 // praia

Setembro 30, 2016

eu queria praia, e praia eu tive!

13 dias de praia seguidos. a maioria na ilha, os outros distribuídos entre cacela e o barril. 13 dias de praia, que seca do caraças.. HA HA HA, NOT! só tenho a dizer que fazia outros 13. nas calmas!

a praia da ilha é aquela que só lhe faltam coqueiros para parecer uma praia tropical das caraíbas. na zona onde costumamos assentar, algures a meio caminho da terra estreita, podia estar um bocadinho mais limpa. o mar traz muita porcaria para terra. é das praias onde me sinto mais confortável, gosto *mesmo* de lá estar.


a praia do barril é a que tem a areia mais fina, a que está mais limpa, a que tem os apoios de praia mais pitorescos, e atravessar aquele cemitério de âncoras é qualquer coisa de épico.

enche para caraças, mas nada que uma caminhada de 15-20 minutos não resolva. de regresso, já ao anoitecer, a paisagem pacata da ria rouba-nos o folgo, e deixa-nos emocionados perante a perfeição da natureza. fico sempre ali uns bons minutos, a absorver o cenário. se não ficasse tão fora de mão, tínhamos ido para lá mais vezes.


a praia de cacela é a que tem a paisagem mais bonita, e atravessar a ria à maré vazia é muito fixe. no entanto enche demasiado e não é possível fugirmos da multidão, acabo por não me sentir tão à vontade lá.



fosse em que praia fosse, mar tinha uma temperatura francamente escandalosa!

nos primeiros dias, andou bravo. o homem andava todo maluco nas ondas, mas eu tenho-lhes receio. era um drama, querer sair de lá, e ao mesmo tempo não querer sair de lá. mas tinha fé que a coisa havia de acalmar. e no fim da primeira semana, foi feita a minha vontade!


horas e horas de molho, naquela água cristalina e morna. bliss!!



sou muito friorenta e costumo precisar de pelo menos 15 minutos para entrar toda na água. vou-me molhando aos poucos, adaptando a temperatura do corpo à da água, sem grandes pressas. mas quando a temperatura da água esta praticamente à mesma que cá fora, não é preciso estar com mariquices. basta largar a correr da toalha e mandar um mergulho para dentro do mar. andei metida na água depois do sol posto, quase sem luz. era o quão boa estava a água.



(not so) fun fact. três dias antes de ir de férias, fui ao dermatologista mostrar uma maleita que me apareceu nas mãos em finais de junho e estava difícil de desaparecer. o sr. dr. receitou-me um creme e algumas recomendações, entre elas, evitar contacto prolongado com água. "use luvas", recomendou.

pois...

to be continued...

Summer of 16 // escapadinhas

Setembro 29, 2016

durante a primeira semana saímos da ilha apenas duas vezes. depois das oito/nove da noite, aquilo fica uma calmaria fantástica, nem parece agosto. a malta pira-se toda, e só fica quem está alojado lá. em contraste com o ambiente noturno de tavira, com as suas feiras de verão e animação de rua non-stop, é o paraíso.



na segunda, andamos por tavira quase todas as noites. ou escolhíamos um restaurante da lista do tripadvisor (e fizemos algumas descobertas impecáveis, daquelas que muito dificilmente arriscaríamos por conta própria), ou íamos à marisqueira do mercado, ou ao comer-até-cair-pró-lado de peixe assado, ou até ao centro comercial. houve dois sítios que ficaram por experimentar devido à afluência tremenda da época, mas não me chateio muito com isso, até porque prefiro ir em alturas menos concorridas. há menos confusão, o atendimento é melhor, e a comida é feita com mais calma e dedicação.


no verão passado fiz uma promessa, que neste havia de deixar-me de merdas e experimentar ostras.

aconteceu!

na primeira tentativa não quis experimentar ao natural. não só porque a ideia de comer os bichos ainda vivos faz-me confusão, como a descrição demasiado gráfica que o homem faz da sua textura tira-me o apetite lol. por isso, baby steps. até calhou bem, porque a pessoa encarregue de abrir ostras não estava ao serviço, e só estavam a sair ao vapor.

uma gotinha de limão, uma pitadinha de pimenta para espevitar o palato, um jeitinho com a ponta da faca para descolar o bicho da concha, e cá vai disto!

eeeeeeeeeee... meh! sou grande apreciadora de marisco, mas não achei o mais famoso dos bivalves nada por ai além. o problema podia estar na preparação. o homem, que nunca tinha provado ao vapor, constatou que ao natural sabem bem melhor.

outro dia, outra tentativa. nesta dei o salto de fé, e pedi duas ao natural. vieram três. comi duas delas. depois pedi mais duas para sobremesa. definitivamente, ao natural são mais fresquinhas e sabem bem melhor. quanto ao facto de estarem vivas quando são engolidas, é tentar que a gula ofusque o pensamento lol



pró ano contem comigo na fila de cacela velha, para comer ostras na tasca muhahahha

onze e quarenta da noite eram as nossas doze badaladas. se não tivéssemos à meia-noite em ponto nas quatro águas, ficávamos em terra. mas íamos sempre com tempo, e ficávamos na palheta com a malta do barco até à hora da partida. ainda sacamos umas dicas de tascos à maneira. nada como meter conversa com os locals para descobrir os tesouros mais bem guardados da terra.

to be continued...

Summer of 16 // bichezas

Setembro 26, 2016

durante a primeira semana, e para nossa surpresa (porque numa estadia anterior íamos sendo devorados vivos), os mosquitos estavam M.I.A.. já na segunda, quando as temperaturas aumentaram ligeiramente e o ar ficou mais seco, apareceram todos de uma só vez. fomos surpreendidos à saída da praia por um ataque cerrado. mas os sacanas não perderam pela demora, que nós vínhamos mais do que preparados para eles! 

a começar pelo spray para tecidos. calças e casacos tão empestados de shelltox, que nem se atreviam a chegar perto. as pulseiras de citronela também fazem um bom trabalho. o cheiro a citronela é viciante, apetecia-me snifar a pulseira a toda a hora :/

os balneários também ficaram infestados. sempre que íamos tomar banho, tínhamos que afogar um esquadrão inteiro de mosquitos. mas a invasão valeu totalmente a pena. se não, nunca teríamos ouvido o seguinte desabafo alheio, que descrevia perfeitamente o acto de ir ao wc naqueles dias:

"eh crl, estes mosquitos vão-me papar as nalgas todas!"

certa noite, por volta da uma da manhã, fui ao wc dar a última mijinha da noite. quando regressei, encontrei homem num rebuliço dentro da tenda. "anda aqui um bicho esquisito, parece um mini-escorpião!!" explicou-se, aflito.

(ver um macho adulto com medo de bichos minúsculos é uma coisa gira de se ver muhahaha)

eh lá!! vamos lá ter calma e encontrar esse bicho, que nesta tenda só há espaço para um escorpião. eu!

então, tentar fazer o mínimo de barulho possível - que os nossos vizinhos são árduos trabalhadores e precisam do seu merecido descanso. uns são vendedores ambulantes de bijuteria e trabalham de sol a sol, e os outros fazem limpeza nos restaurantes, e têm que acordar cedo, vá toca de tirar a tralha toda da tenda cá para fora. primeiro o edredon, depois os sacos, depois as toalhas e a roupa que andava à solta, depois as almofadas, e até o lençol do colchão. só não tiramos o colchão porque havia espaço para revirá-lo e inspeccionar o aposento. e nada do mini-escorpião.

voltar a fazer a cama, voltar a colocar tudo dentro da tenda. ninguém à volta pareceu incomodado com o restolhar e os cochichos, menos mal!

no dia seguinte, o homem acordou com o mini-escorpião.. ou melhor, com a bicha-cadela ao lado, na cama. morta. paz à sua alma.

outra das amizades que o homem travou, foi com uma das raposas juvenis da ilha. estão demasiado habituadas às pessoas, algo que lhes pode trazer problemas. há sempre aquele anormal que não gosta de animais e tenta fazer mal só porque sim. como aquele bando de putos que teve que levar nas orelhas.

to be continued...

Summer of 16 // rotinas

Setembro 25, 2016

queira-se ou não, até em férias, arranjamos rotinas. mesmo que sejam daquele tipo de férias descontraídas e sem horários, damos por nós a repetir os mesmos passos, dia após dia.

acordar, carregar os telemóveis enquanto os rituais de higiene matinais decorriam nas calmas, lavar uma ou outra peça de roupa (se não o tivéssemos feito na noite anterior), depois ajeitar a tralha na tenda (lá porque estamos de férias, não é desculpa para nos transformarmos em selvagens), pegar na bagagem de praia, seguir para a praia, tomar o pequeno-almoço pelo caminho. vir da praia, jantar pelo caminho, meter as coisas à tenda, dar uma voltinha pela areia ainda morna da praia, debaixo de céu estrelado, ir até ao cais de embarque conquistar o ginásio, ou ver o frenesim da malta à pesca, ou simplesmente curtir as conversas dos locais (são sempre muito animadas), voltar ao parque, tomar banho, ler um bocadinho antes de dormir. a primeira semana foi basicamente isto.

já na segunda, íamos quase sempre à noite para a confusão de tavira. e descobrirmos que havia wifi aberto no parque, foi altamente fixe para meter (e manter) as séries em dia :D

o tasco de praia onde tomávamos o pequeno-almoço e faziamos a bucha da tarde também tinha as suas rotinas. por exemplo, ter a mesma playlist do spotify a tocar dias a fio. proporcionou-nos vários momentos tipo groundhog day. o mesmo ambiente, a mesma música, as mesmas caras, a mesma refeição. parecia que estávamos presos sempre no mesmo dia, a revivê-lo over and over. os meus ouvidos acabaram as férias a vomitar os êxitos de verão pimbalhões.



para além de nadar, mergulhar, flutuar, ler, dormir, caminhar, fotografar, apanhar conchas também dedicamos algum tempo de praia a analisar as rotinas dos mirones. eles tem-nas muito bem definidas, e ao fim de dois dias no mesmo sítio, eram tão nítidas como a água do mar.
topar o padrão do comportamento de um mirone dá jeito. quer para não assentar arraiais perto no seu território, como para evitar cruzarmo-nos com ele numa das suas rondas intermináveis. já no extremo direito do barril onde os há a pontapé por causa da praia naturista, é mais complicado. a pontos de termos receio de ir caminhar pela praia deserta fora, que eles vêm logo no nosso enlace. rebarbados mais filhosdaputa, que não deixam ninguém estar em paz naquela parte da ilha :P



to be continued...

Summer of 16 // o spot

Setembro 23, 2016

chegamos ao parque por volta das nove da noite. não estava a abarrotar, mas todos os nossos spots favoritos estavam tomados. entretanto topei que um dos mais concorridos estava ali desamparado, a fazer-nos olhinhos. provavelmente tinha vagado havia pouco tempo.

não é costume ficarmos tão perto dos balneários, mas a sombra era boa e não haviam muitas tendas à volta. decidimos arriscar, se fosse complicado por causa do ruído, era mudar o estaminé para outro sítio. mas entre o barulho dos autoclismos e o dos tractores a jardar pela manhã, venha o diabo e escolha. bom, em último caso, tínhamos tampões para os ouvidos.

acabamos por ficar naquele spot até ao final da estadia. apenas os dois últimos dias foram mais barulhentos, muitos dos residentes começaram a levantar o arraial fixo de três meses, e havia muita lavação de loiça e muita tagarelice.

a vida selvagem era o que produzia mais ruído. desde as cigarras que pegavam cedo ao serviço, à passarada. numa das manhãs, fui acordada por uma discussão conjugal entre um casal de pegas por cima da tenda. inacreditável a chinfrineira que aqueles pássaros fazem. also, até no reino animal os machos levam nas orelhas das suas companheiras. pelo menos foi o que deduzi da conversa lol

por não termos vizinhança colada à tenda, à noite não havia sinfonia de roncos, e adormecia embalada numa aprazível combinação de sons: a ondulação do mar, o trilar dos grilos, e o piar das corujas. tão booooom!! é sem dúvida alguma, a melhor parte de acampar.

anyway, descobri duas grandes vantagens em ficar próximo dos balneários (não que vá fazer hábito disso, but still): sabemos sempre quando estão a ser limpos (e rir das rants das mulheres da limpeza enquanto o fazem muhahaha), e os telemóveis andavam sempre carregados, não era preciso andar com powerbanks atrás nem cravar tomadas nos restaurantes \m/

e se andar só em t-shirt e cuecas já era algo que fazia sem pudores nenhuns naquele parque, agora, até ir tomar banho ao balneário masculino deixou de ser um acto furtivo (e não sou a única a fazê-lo, certos achados no conteúdo dos baldes do lixo dos chuveiros sugerem que a frequência feminina naquelas instalações é uma constante). encaro a coisa como se fosse um balneário misto, apesar de ir sempre fora de horas, para não perturbar o ambiente. obrigada gajos, por serem tão boa onda e não se importarem em partilhar as vossas instalações!

to be continued...

Summer of 16

Setembro 22, 2016

bom, let's get this party started, shall we?

por motivos de força maior, este ano as "férias grandes" foram chutadas para fins de agosto. era isso ou meados de outubro, e eu tinha sérias dúvidas se aguentava viva até lá, apenas com uma semana de descanso em março. além disso, férias grandes é sinónimo de verão. e verão é sinónimo de praia. e praia não pode faltar nas férias grandes :D

então e conta lá isa, que destino balnear refundido escolheste tu, para evitares as hordas de turistas de agosto que entopem o nosso pais de norte a sul?

tão a brincar ou quê?! algarve, claro!! tão a malta tava toda lá e eu não ia porquê? nunca ouviram dizer, que onde cabe um português, cabem mais dois ou três? lol kidding. andei a alinhavar uns planos de ir até lá fora ver as modas, mas por ter fechado a data tão em cima da hora, cheguei tarde e estava tudo cheio ou demasiado caro. e se é para enfrentar multidões de banhistas furiosos, faço-o onde já tenho experiência, né?

nem perdemos muito tempo com preparativos. a trouxa do campismo já estava na mala do carro, foi só enfiar umas roupas para dentro da mochila, pegar nas cenas de higiene pessoal, reunir o material electrónico, e tá a andar de mota!! ou melhor, de carro!!

e fomos fiados na sorte, que nem sequer telefonamos para o camping a perguntar se havia espaço para mais uma tenda. a pergunta que pairava sobre nós era outra:

será que vamos sobreviver a duas semanas de campismo em agosto?



to be continued...

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mIRC.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e (sempre que a preguiça não a impede) gosta praticar exercício físico.

mantém uma pequena bucket list de coisas que gostava de fazer nos entretantos.

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores:
#12   #11   #10   #9   #8   #6   #5   #4

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