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lost in wonderland

lost in wonderland

Trás-os-Montes e Alto Douro // dia 1

Abril 03, 2016

é indescritível, o acordar na casa da árvore. a roupa macia da cama e as almofadas fofinhas proporcionaram-me uma noite de sono fantástica e dormir suspensa é capaz de ser das melhores sensações de sempre. a casa oscila ao de leve, embalada pelas correntes de vento e até pelos passos. a tranquilidade do cenário natural, a luminosidade filtrada pelos ramos das árvores, as nuvens a deslizarem pelo céu azul... BLISS!!

não. lamento. eu não vou sair daqui nunca. aliás, eu quero mudar-me praqui e passar o resto da vida em frente a esta janela. boa sorte em me arrancarem daqui. é bom que chamem um reboque. ou melhor, dois!

o pequeno-almoço foi tomado muito apressadamente que eu queria voltar para o meu ninho quentinho da árvore, para desfrutar cada segundo que restava. mas o tempo não pára e a hora de check-out acabou por chegar. o homem telefonou para a recepção para pedir boleia, e eu despedi-me demoradamente do melhor quarto de "hotel" onde já estive. nem mesmo o 22º andar de madrid o consegue superar a casa da árvore.

ainda ficamos umas horas pelo parque. primeiro fomos dar um longo passeio por aquele cenário idílico, depois tivemos mais uma horinha no spa, e por fim, alinhamos numa iniciativa que estavam a promover por ocasião do dia da árvore. plantamos uma faia, em honra das faias de manteigas :)

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pode-se dizer que deixamos lá raízes. e prometemos voltar para acompanhar o crescimento da rapariga :)

depois de um "até breve" ao parque das pedras salgadas seguimos caminho. subimos até chaves, passando por todas as terrinhas cujo nome reconhecemos de rótulos de água gaseificada.

gostei bastante do coração de chaves. das ruas apertadas e das casas rústicas, do contraste das pontes, da pacatez do tâmega, da vista desafogada que se tem do castelo, dos parques. é uma cidade pitoresca, cheia de história, um postal vivo a cada recanto. tão agradável de visitar.

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ao fim da tarde seguimos em direcção ao destino do dia, tuizelo, já no parque natural de montesinho. sempre com paisagens de cortar a respiração no horizonte e muitas, muitas curvas. mal sabia eu que as curvas iam ser o prato dos dias seguintes…

a casa onde ficaríamos alojados nessa noite pode ficar para lá de onde judas perdeu as botas, mas foi um verdadeiro achado. perfeitamente enquadrada no cenário rural da pequena aldeia transmontana onde se situa. a decoração não podia ser mais castiça, totalmente rústica mas de um tremendo bom gosto. uma ode às grandes casas de fazenda do antigamente, quase que proporciona uma viagem no tempo. não bastasse o ambiente fantástico, como ainda fomos recebidos com uma hospitalidade quase desconcertante.

e como estava praticamente vazia pudemos escolher o nosso quarto. visitámos 4 ou 5 antes de decidirmos o eleito (era só o mais giro da casa toda).

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descobrimos que por ali janta-se cedo, e que apesar da vila de vinhais se intitular capital do fumeiro, não tem muitos restaurantes. tivemos uma certa dificuldade em encontrar sítio para jantar, mas lá filamos um lombinho de porco com batata-frita numa tasca. o cheiro do fumeiro, se havia, não o sentimos, para nosso grande desgosto.

* estadia patrocínada pela minha estimada conta bancária

 

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Episódios da vida na aldeia III

Abril 28, 2009

este domingo aconteceu-nos uma cena altamente!

para não estarmos o dia todo enfiados em casa, decidimos ir fazer umas caches aqui nas redondezas. foram apenas duas, mas mesmo assim ainda palmilhamos alguns 3km..

quando íamos a chegar a casa, o marido joga as mãos aos bolsos para tirar as chaves e...nada!

provavelmente tinham ficado perdidas algures durante o percurso, então decidimos faze-lo todo novamente.

sempre de olhos colados ao chão, chegamos ao local da primeira cache. era o sitio mais provável onde teriam ficado esquecidas, mas não encontramos lá nada. na segunda cache tivemos a mesma sorte..

com 6km no lombo, regressámos a casa cansados e de mãos a abanar. começámos inclusive a pensar mudar o canhão da fechadura, pois sabia-se lá onde andariam as chaves..

entretanto o marido logou os achados do dia, e pouco depois, quando estava a tentar decidir que canhão havia de comprar, recebemos um mail de um casal de geocachers, a avisar que tinham encontrado umas chaves junto de uma cache, e como o nosso nome era o último que constava no logbook, se por acaso não seriam nossas...

B-R-U-T-A-L!

trocámos contactos, para combinar um local onde eles nos pudessem entregar as chaves, e ficámos surpreendidos ao saber que a rapariga trabalha no edifício exactamente em frente de onde eu trabalho. granda coincidência!

...e pronto, hoje conheci a inês, e o marido já tem as chaves de volta :)

um grande, grande obrigado, pessoal!

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mIRC.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e (sempre que a preguiça não a impede) gosta praticar exercício físico.

mantém uma pequena bucket list de coisas que gostava de fazer nos entretantos.

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores:
#12   #11   #10   #9   #8   #6   #5   #4

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