Dia 4 // Fornalutx y Palma

o dia começou com o farto pequeno-almoço que a dona antónia serve aos seus hóspedes, naquela sala com uma vista fantástica sobre a vila. desta vez só não veio fruta, mas ainda bem, não é coisa que aprecie comer logo de manhã, e é sempre chato estar a mandar comida para trás.

tal como previsto, preguiçamos valentemente neste dia. primeiro fomos turistar até fornalutx, uma das aldeias típicas mais bonitas de maiorca, que da outra vez ficou para segundas núpcias por falta de tempo.

ao contrário de deià, que se revela majestosa a quem cruza a estrada que atravessa a serra tramuntana, fornalutx é mais pequena e discreta. fica no coração da cordilheira, ao fundo de uma encosta, orientada para o sul. o casario irregular em pedra dourada, dilui-se na paisagem, e é banhada por uma luminosidade incrível.

a aldeia em si é a principal atracção. apesar de ser invadida por vagas incessantes de visitantes, é um dos poucos sítios que visitamos que não está descaracterizado pela intensa exploração turística da ilha. os seus habitantes conseguem a proeza de mantê-la impecavelmente preservada e cuidada.

fornalutx

são necessárias pelo menos duas horas para simplesmente nos perdermos por ali, e apreciar sem pressas o charme das ruas labirínticas a transbordar de plantas, e as fachadas rústicas. é o paraíso na terra para os instagrammers.

fornalutx fornalutx buganvílias

dali não se consegue ver o mar, apenas as imponentes muralhas naturais, que abraçam todo o cenário.

fornalutx fornalutx

de seguida, íamos cortar a serra ao meio pelo túnel de sóller em direcção a palma, com intenções de ir à decathlon tratar do que tinha falhado dia anterior, e mais tarde ajavadar nas tapas. pelo meio ainda estivemos duas horinhas na praia em can pastilla, e repetimos o episódio dos chuveiros do ano passado. até o carro ficou estacionado exactamente no mesmo sítio :D

as tapas no bar españa são absurdamente deliciosas, diria mesmo as melhores que já comemos em espanha. das duas vezes que lá estivemos, apanhamos sempre aquilo a abarrotar e tivemos que esperar por poiso. ok, só esperarmos mais porque queremos sentar-nos ao balcão, em frente à montra das tapas, e vamos deixando passar a malta a frente para as mesas vagas. é da forma como apanhamos sempre as tapas fresquinhas da cozinha hi hi hi saímos de la a rebolar!

tapas tapas

de regresso às montanhas, antes de irmos para a deià voltamos a passar em port de sóller, para conhecer a outra parte da baía. o extremo da marina está reservada aos barcos dos ricaços. havia lá com cada traineira, que mais parecia um transatlântico em ponto pequeno.

nas imediações, uma festa num bar improvisado, feito a partir de um contentor pintado de branco, e decorado numa combinação bipolar entre o náutico e o boho-chic, passava música lounge ao estilo de ibiza, para entreter a malta do papel.

por falar em bares, fomos fechar a noite ao mítico sa fonda. estava lá uma cota que o homem jurava a pés juntos que era a elizabeth fraser dos cocteau twins (e não só). eu, depois de ver as fotos também estava convencida, e quando vi que ela ia passar pela nossa mesa, disse ao homem para meter-se com ela. mas não era ohhhhhh

to be continued...

3 de Novembro de 2018, às 23:00link do post comentar(1)