Dia 0 // Madrid

"ah e tal, butes comprar os voos prás duas da tarde, para fazermos tudo nas calmas."

a gente até tenta.. só que não.

ditam as regras da casa, que os preparativos para viajar fazem-se sempre na véspera. quando são dois ou três dias é na boa, quando é uma semana inteira num pais estrangeiro, se calhar não é a ideia mais sensata. mas nós somos como somos, e pelos vistos não há volta a dar.

ninguém dormiu, como já se esperava. ainda por cima, tinha fisioterapia às oito da manhã e ainda faltava limpar a casa. nem deu para passar pelas brasas, chuinf..

escrevi na pedra que às 12h30, tínhamos que estar no aeroporto, para evitar as correrias loucas do costume para não perder o voo. portantos, porta de embarque fechava às 13h25... a que horas a isa e o seu homem chegaram ao aeroporto? a 20 minutos da porta fechar, pois claro!

VÁ LÁ que o controlo de segurança estava tranquilo e foi sempre a andar correr... é sempre, SEMPRE a mesma cena.. algum dia calha cocó!

abanquei no avião, saquei do tapa-olhos e arrochei logo, de tão podre que tava de sono. quando dei por isso, estávamos a começar a aterragem.

saímos de lisboa com 23ºC, chegamos a madrid estavam 33º... puta que pariu! não estava preparada para aquele calor, foi uma tortura esperar pelo cabify naquela fornalha, mesmo à sombra. mas hey... FINALMENTE VERÃO, fuck yeah!!! isa does the happy dance \m/

ficamos num hotel com uma localização interessante, enfiado num bairro residencial, numa zona muito pouco turística. o preço para as duas noites com pequeno-almoço incluído ficava muito em conta, e tinha metro quase à porta, era o que interessava. o quarto era pequeno e completamente despido de luxos, mas tinha uma disposição super prática e era confortável.

e o que fizemos nós mal assentamos arraiais?
aquilo que os espanhóis fazem aquela hora: la siesta!

e que rica sesta.. dormimos até às sete da tarde, malditas directas. se bem que, com aquele calor, a última coisa que me apetecia era andar na rua.

neste dia aprendi porque é que hordas de espanhóis empancam sempre junto às bilheteiras do metro de lisboa, ou arranjam sarilhos com os seguranças nos canais de acesso.

vamos a comprar os bilhetes na máquina, e quando o homem pensava que estava a pedir dois bilhetes, com 10 viagens cada, a máquina só cuspiu um cartão, com 20 viagens dentro. PÂNICO. fomos à bilheteira ver se dava para corrigir a cagada, quando a funcionaria nos diz que não há problema, que o mesmo cartão pode ser utilizado por várias pessoas... AAAAAAAAH isso explica tanta coisa lol

fazer binge watch da casa de papel uns dias antes de irmos para espanha teve uma consequência inesperada, e não foi o curso intensivo na arte de insultar em espanhol, foi ter a língua fresquinha no ouvido. desta vez não houve receios nenhuns em arranhar espanhol, espero que os nuestros hermanos tenham apreciado o nosso esforço :D

o homem queria ir ajavadar no pez tortilla, então foi o primeiro sítio que atacamos em madrid. tal como da outra vez, o minúsculo tasco estava apinhado mas conseguimos um espacinho no balcão. and again, éramos os únicos estrangeiros lá. mandamos vir tortillascroquetas.

o barulho que aquelas duas dúzias de almas produziam era tal, que houve ali um momento em que senti-me a abandonar esta dimensão lol

dali fomos ver como estavam as modas na fuencarral, passamos pela confusão da gran via e da puerta del sol, e depois fomos comer a sobremesa ao san ginés. e tava feita a visita ao centro de madrid!

madrid

ao voltar para o hotel, demos uma volta pelo bairro, à procura dum supermercado aberto para comprar água. em vez disso, acabamos por aterrar na esplanada dum tasco, que estava cheia de cotas animados. não alinhei nas cañas, mas dei-lhe forte na água com gás. a noite tava tão quente que nem apetecia comer, só beber.

to be continued...

7 de Agosto de 2018, às 01:04link do post comentar