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lost in wonderland

lost in wonderland

Loop do dia IX

Abril 04, 2017

underworld é uma daquelas bandas de electrónica que andam por aí desde os tempos da outra senhora. daquelas que crescemos com elas e damos por garantidas. não sou a maior das fãs, mas até têm umas quantas músicas que gosto.

há uns dias achei que devia dar-lhes uma oportunidade, e meti-me a ouvir uma compilação. desconhecia algumas músicas e acabei por fazer uma selecção, que tenho ouvido até ao limite diário daquilo que os meus ouvidos toleram. e que depois ainda ficam a ecoar-me na cabeça, e faz com que não consiga parar de ouvi-las até enjoar lol

dessas, há duas que me dão mesmo a volta ao miolo, oich oich e simple peal.

E que tal de concerto ontem à noite?

Fevereiro 16, 2017

opá, fraquinho..

ok. posso ter ido com as expectativas altas, à espera que 2008 se repetisse. mas desta vez, parecia um DJ set, apenas percussão e muita coisa samplada.. que foi feito daqueles concertos com tanta cangalhada no palco que quase não havia espaço para os cantores andarem aos saltos dum lado pro outro? houve vários percalços com o som, e a qualidade deixou um bocado a desejar, com os graves a abafarem completamente aqueles detalhes delicados das músicas, umas pausas um bocado bruscas entre as músicas, jogo de luzes morno, pouca energia vinda do palco.. não sei.. já a multidão tinha energia para dar e vender, mas isso não foi suficiente para tornar o concerto mais longo.. pouco passou de uma hora :/

já para não falar da irritação que foi levar com os fotógrafos às voltas no fosso durante UMA HORA!! a meterem-se constantemente na frente, a tapar a vista do palco, e a dar cabo a experiência de quem lá chegou cedo para puder apreciar o espectáculo de perto. quatro ou cinco músicas ainda se admite, mas aquilo foi demais.. eu sei que era a estreia da tour e a apresentação do álbum novo e o caneco, mas também vi que estavam constantemente a tirar as mesmas fotos, não havia grande coisa para registar..

anyway.. há 17 anos que sigo os thievery corporation de perto, e continuam a ser uma das minhas bandas favoritas, apesar de achar que os últimos álbuns se têm afastado um bocado daqueles sons melosos que me fizeram morrer de amores por eles. mas têm uma característica que adoro, há um fio condutor que passa pelos álbuns todos, e que transmite uma sensação de continuidade muito agradável. são poucas as bandas que arriscam isto ♥

Loop do dia VIII

Janeiro 07, 2017

ou dos dias.. há três dias que tenho dois álbuns em loopprojections e love songs: part two, ambos do mesmo produtor. um achado daqueles que não acontecem todos os dias, graças a uma música tagada há uns meses no shazam, mas que estava por explorar.

ouço-os juntos no spotify, e apesar de terem diferenças notórias, não noto onde acaba um e começa o outro. o primeiro é uma mistura bastante ecléctica de texturas sonoras, vindas de vários géneros musicais, que colam estranhamente bem. o segundo não arrisca tanto e vai buscar sons mais subtis, mas igualmente diversificados e definitivamente interessantes. muita coisa porreira going on nestas 21 faixas.

é o tipo de música perfeita para ouvir em background durante horas a fio, não cansa. calma, melosa, confortável.

Alive

Julho 12, 2016

foram precisas 10 edições para me convencer a ir. não desgostei, mas também não fiquei fã. mete demasiada gente, é demasiada confusão. confusão para chegar lá, sair de lá, ir à casa de banho, comer, beber. atravessar o recinto de uma ponta à outra, entre palcos, pode ser o cabo das tormentas, naquele mar de gente. não sei se é sempre assim, mas é demasiado para mim..

a cena de ir para um festival a uma quinta, ficar lá até as três da manhã, e no outro dia ter que ir trabalhar também não é muito fixe, especialmente quando já não vamos para novos. era mais giro passar o dia na praia, a recuperar energias para a noite seguinte.

estou órfã de festivais de verão desde que o sudoeste mudou a orientação do cartaz. este não consegue substitui-lo, apesar de conseguir trazer cá grandes bandas e ter bom ambiente. acho que o problema é mesmo a localização, não sabe a festival de verão. quero uma máquina do tempo, que me leve primeiro a 2002, depois a 2004, depois a 2006, depois a 2008... e depois pode reiniciar o ciclo. e ficamos em loop.



aqui o senhor bob moses a tocar a minha música favorita (dele), durante a qual travei uma luta feroz com o meu cérebro, que teimava em dizer-me que com headphones aquilo soava bem melhor. não é o som, cérebro, é o show ao vivo. não interessa se o som pareça desengonçado. é a energia que emana das pessoas, a vibração que emana das colunas que interessa.

consegui ver chemical brothers junto ao palco, como manda a tradição. estive dois dias a ouvir mal mas valeu totalmente a pena. fiquei admirada foi que, fora o cansaço generalizado, não ter sentido grandes efeitos de ter passado quase duas horas aos saltos, ir ao ginásio sempre serve para alguma coisa.





foi o quinto concerto concerto que assisti dos químicos. as expectativas são sempre altas, e os manos nunca falham em deixar a malta completamente possuída pelo som deles.

tame impala (finalmente!!) soube a (muito) pouco, precisava de mais uma hora, e precisava de ter acontecido mais tarde, para as projecções psicadélicas terem mais efeito na malta. mas aquilo mesmo assim bateu forte, que algumas fãs ficaram tão inspiradas que até as t-shirts lhes subiram até ao pescoço ( . )( . ) 



e definitivamente, continuo a gostar mais de assistir a concertos ao ar livre que fechada em salas.

Loop do dia VII

Junho 30, 2016

ando há dois dias a ouvir o lovebox dos groove armada em repeat. ainda não me decidi qual dos álbuns (antigos) deles gosto mais, mas neste estão duas das minhas músicas favoritas, esta e esta. derretem-me o miolo.

era banda que ouvia muito há uns anos atrás. vi-os duas vezes no sudoeste, mas depois entraram numa onda mais ruidosa e escangalhada e deixei de andar em cima deles.

Loop do dia VI

Fevereiro 11, 2016

este sacana com quem estou casada meteu-se a ver uma série manhosa, e dei por mim a abrir uma excepção e não começar a gozar com ele cada vez que vê um episódio. e não tardei a descobrir o motivo: a música do opening faz-me cócegas no ouvido.

ao sétimo episódio tive que ir ao tubo ouvir o raio da música completa... e depois não consegui parar de ouvi-la. há três dias que não consigo parar de ouvi-la.. para mal dos meus pecados, está disponível no google play, que dá para ter em repeat automático horas sem fim.

agora é ele que goza comigo!

mas já tracei um plano: vou ouvir em loop até vomitá-la por todos os orifícios, a ver se não passa logo a panca humpf

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mIRC.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e (sempre que a preguiça não a impede) gosta praticar exercício físico.

mantém uma pequena bucket list de coisas que gostava de fazer nos entretantos.

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores:
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