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lost in wonderland

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Lost in... Monsaraz II

Abril 12, 2017

andava mortinha de saudades de monsaraz e do alqueva. estivemos lá pela primeira vez em 2012 e fiquei apaixonada por aquela zona. desde então que ando sempre a dizer que temos que voltar. mas é daqueles passeios que está sempre a ser adiado por razões que nem percebo.. fica apenas a duas horas de lisboa de carro, é que nem há desculpas.

depois de três fins-de-semana de bom tempo desperdiçados, decidi que este domingo era um bom dia para irmos até lá, matar saudades e aproveitar a primavera no alentejo, que é absolutamente deslumbrante.

sem grandes planos, saímos por volta das 10, e ao meio dia estávamos a chegar às margens do grande lago. o dia estava fantástico, monsaraz reluzia no alto do monte e o alqueva era um espelho. 

assim que saímos do carro, e inspiramos aquele ar puro, e absorvemos aquela calmaria das planícies alentejanas, desligamos o turbo. passamos o dia na maior das descontracções, entre a pacata vila medieval e o grande lago.




monsaraz tem das vistas mais bonitas sobre a paisagem do interior alentejano que os meus olhos já tiveram o privilégio de registar. desta vez apanhamos tudo pintado em tons de verde. gosto muito, muito do alentejo dourado, mas em verde não se fica nada atrás.



em vez de nos fecharmos no carro e conduzir a tarde toda junto ao lago, escolhemos um spot fixe para estacionar juntinho à margem, e lá ficamos o resto da tarde, até quase ao por do sol.



foi um dia simples e absolutamente perfeito. acho que pela primeira vez em muito tempo, consegui ter a sensação que um dia rendeu. passeamos nas calmas, almoçamos nas calmas, estivemos horas na ronha junto à agua. sem pressas, sem stresses, apenas a aproveitar o cenário. tão bom!!

a próxima visita é capaz de não demorar tantos anos a acontecer porque fiquei curiosa com o observatório do lago alqueva. não fazia ideia que tinham instalado um observatório astronómico na reserva dark sky.. e agora tenho que ir lá meter o bedelho :D

o resto das fotos do passeio está no sítio do costume

Lost in... Madrid

Março 17, 2017

no final do ano passado recebi uma newsletter da easyjet a anunciar os saldos, e com dois destinos em mente fui ver se tinham alguma coisa para mim. e tinham, apesar de me obrigar a fazer as reservas com meses de antecedência... mas à luz da minha resolução para 2017, saquei do cartão e arrisquei as reservas. madrid foi o primeiro destino. estive lá pela primeira vez (e segunda) em 2012, e andava a adiar o regresso há demasiado tempo.

além disso, ir e voltar a madrid por 30€/pessoa, é uma pechincha que simplesmente não se vira as costas. quando caio na asneira de ir à terrinha sempre pela autoestrada, gasto à volta de 80€ em combustível e portagens. é mais barato ir a madrid por ar, que ao algarve por terra. ridículo..

fiquei com receio da data (março), por causa do frio. da última vez fui em finais de outubro, e rapei um briol do caraças. ora.. se a meio do outono foi o que foi, durante o inverno não ia ser bonito.. e se há coisa que eu não gosto é de passear com frio.. mas vá!

foi a segunda vez que voamos pela easyjet e cheguei a conclusão que não sou a maior fã de lowcosts. aquele terminal 2 do aeroporto de lisboa não é nada fixe, para não falar que estas companhias recorrem sempre que podem a aeroportos que ficam a anos luz do destino. e o espaço e o conforto dos aviões deixa muito a desejar. é nestas alturas que eu dou por mim a rever as minhas prioridades.

chegada a madrid. yay, made it alive, great success!! o avião não caiu, não se partiu nenhuma asa, ou explodiu. apenas atrasou uns minutos por causa de confusões na torre de controlo de lisboa. aterrou foi na pista mais a norte do aeroporto de barajas, e o terminal e porta que nos estava reservado era o mais a sul que havia. estou desconfiada que o voo demorou menos que o tempo que levou entre o táxi e até sairmos do aeroporto. quase uma hora, fónix..

poupamos numas coisas. já noutras... a começar pelo transporte do aeroporto até a cidade. não me apeteceu perder uma porrada de tempo nos transportes públicos, por isso venha daí esse uber.. e em cerca de 20 minutos estávamos à porta do hotel.

o alojamento foi uma das coisas que não quis mesmo arriscar. escolhemos um hotel não muito longe do centro, praticamente ali no início da fuencarral, que dá acesso directo ao coração da cidade. não só tinha uma fachada adorável, como o quarto era espectacular. redondo cheio de janelas em redor, e a cama.. a cama não era uma cama, era um nuvem!! uma nuvem com 180x200, para falar com o homem quase que tinha que usar o telemóvel muhahahah kidding. os lençóis super macios, impecavelmente engomados e o edredão, aiiiiii... foooooofo, foooooofo e leve como uma pluma. e aquele dossel? fiquei apaixonadíssima pelo quarto :D



mais fixe ainda, tanto o colchão como dois dos três pares de almofadas eram da mesma marca que temos no nosso setup novo em casa (tamos quase lá!!!). a diferença estava no topper de viscoelástico, que eu não arrisco porque o meu corpo não atina com este material (e aprendi da pior maneira). agora o edredão.. acho que no próximo inverno vou perder o amor ao dinheiro e comprar um parecido (yep, nós desfazemos as camas dos hotéis à procura de marcas e etiquetas muhahahaha)

fomos a madrid fazer duas coisas: comer, e ver as vistas. mas isso fica para os próximos posts!

Lost in... London

Dezembro 07, 2016

o aniversário de namoro, o aniversário dele, o meu aniversário, e o nosso aniversário. a prenda conjunta destas 4 celebrações foram 4 dias em londres, uma cidade que òzanos queria conhecer, nem que fosse para a tirar do sistema.

como já andava para acontecer há bastante tempo, as estrelas iam-se acumulando sobre o mapa. ainda assim, fiz o trabalhinho de casa para saber o que não podia perder. achei que na primeira visita à capital do reino unido devia passar pelas tourist traps todas, para sair da ignorância. de qualquer modo, não ia completamente às escuras, que o homem como já lá tinha ido, ainda que há uma eternidade.

para além das estrelas no mapa, que assinalavam de tudo (locais de interesse, lojas, restaurantes, etc) levei comigo uma to do list com 40 pontos daquilo que não podia mesmo falhar. voltei com apenas cinco por cumprir, e três deles apenas porque já me aborreciam as department stores. vê-se uma, vêm-se todas!

e choquem-se:

não inclui nem um museu ou exposição no roteiro!!

que horror!! sua provinciana ignorante, tacanha, inculta!! AH AH AH lamento, eu não ter pachorra para museus e exposições. para ir a museus tenho que estar ou muito curiosa, ou muito aborrecida. talvez num futuro regresso visite algum, desta vez estava exclusivamente interessada em conhecer a cidade e as suas vistas. queria palmilhar e ficar a conhecer a maior área que me fosse possível.

com excepção de uma reserva antecipada que fiz para um pequeno-almoço, os dias eram livres para escolhermos o que ver e fazer. sem o stress dos programas e whatnot, acordávamos, olhavamos para o mapa, e decidíamos como ia ser o dia.

porque a data da viagem foi fechada com poucas semanas de antecedência, as lowcosts já não compensavam perante a possibilidade de voar para heathrow, e ter a comodidade do metro no aeroporto. e já que o destino era inglaterra, fizemos questão que fosse a british airways a carregar os nossos arses até lá.

ia convencida que íamos apanhar secas brutais nos aeroportos, não fosse o de heathrow um dos mais movimentados do mundo.. só que não, nem um segundo de atraso para fazer justiça à fama.. tanto na ida como no regresso, o avião iniciava o taxi antes da hora da partida, e chegava ao destino antes da hora prevista. impressionante. aposto que da segunda vez que lá ir, vou esperar horrores para equilibrar o karma desta viagem lol

ambos os voos correram muito bem, suaves e tranquilos, em aviões bastante confortáveis. o voo de regresso foi num que ainda cheirava a novo, com 5 aninhos apenas. a única coisa menos fixe foi que o gajo subiu até aos 37 mil pés e quando começou a descer, o homem foi surpreendido por um doloroso episódio de sinusite barotraumática, que o deixou a ganir, agarrado à cabeça.

fiquei com os cabelos em pé ao aperceber-me o quão puta de caro é dormir num hotel em londres.. e foi assim que nos estreamos no airbnb.

escolhemos uma espécie de hostel disfarçado de airbnb, numa townhouse típica londrina, situada na belíssima zona de kensington, em frente ao hyde park. podia ter corrido melhor, se o sitio em questão, apesar de charmoso, não estivesse tão mal cuidado (ou então somos nós que estamos a ficar cada vez mais esquisitinhos com a idade) e o quarto ser mais pequeno do que aquele mostrado nas fotos. mas valeu pela localização, pelas várias carreiras de autocarro a passar à porta, e por estar recheado de snacks e bebidas à borla para os hóspedes.

durante aqueles 4 dias, o smartphone foi o meu melhor amigo. não que precise de mais provas que este pequeno gadget é das melhores invenções de sempre, mas não consigo evitar surpreender-me sempre que o ponho à prova. usei-o para tudo, mal tinha tempo para descansar no bolso:

toda a gestão dos voos (check-ins, boarding passes) foi feita na app da british airways; usei e abusei dos mapas do google: tinha o mapa offline, tinha os pontos de interesse assinalados no mesmo mapa, a sugestão de percursos por transportes públicos funciona genialmente bem, e o GPS que nunca me deixou tomar a direcção errada; o whatsapp dá um jeitaço para manter contacto com a malta, sem pagar roaming à operadora; no google keep levava a to do list e notas importantes, e na dropbox tinha os pdf's com as rotas dos autocarros, metros, e barcos; a app do revolut para gerir o único meio de pagamento que levamos connosco (wait for it); e claro, para tirar fotografias!

mas o telemóvel não foi a única invenção útil que nos acompanhou até terras de sua majestade. a outra foi o revolut, um cartão mastercard contactless pré-pago, gerido através de uma app instalada no telemóvel. carrega-se dinheiro com um cartão de débito (ou por transferência bancária), e tá a andar de mota!

a grande vantagem deste cartão é que faz câmbios sem custos adicionais, logo é perfeito para levar para um país com moeda diferente da nossa. ainda poupámos uns cobres com esta história. e não só, também dá para comprar moeda estrangeira. e eu aproveitei que a libra andava em baixo e comprei uma porrada delas, baratinhas, umas semanas antes da viagem.

e por ser contactless, não foi preciso comprar oysters para usar nos transportes públicos, aquilo servia perfeitamente tanto para pagar tanto deslocações, como compras em lojas e restaurantes, e até para levantar dinheiro. cada um tem o seu, e não utilizámos outros cartões sem ser aquele. ficou aprovadíssimo!

apanhei menos wifi à borla que esperava numa cidade tão desenvolvida (dizem-me que este mal acontece só no centro, não sei).. mas como aviei-me em terra, tinha o essencial em modo offline para me desenrascar e mal dei pela escassez de wifi.

a única parte chata da visita a londres foi o tempo frio, não apetecia passar muito tempo na rua. à noite então nem se fala.. e como nesta altura do ano começa a anoitecer às 4 da tarde, tínhamos que começar o passeio cedo para aproveitar bem a pouca luz do dia. nem tiramos fotos de jeito, que não dava para aguentar muito tempo com os dedos fora das luvas ou dos bolsos.

mas não foi só o frio que sabotou o registo fotográfico, a luz natural de londres é miserável nesta altura do ano. os nossos oneplus até têm cameras decentes, mas não conseguiram fazer milagres naquelas condições. não se aproveita quase nada.

não era capaz de viver lá. é demasiada gente, demasiada confusão, é demasiado fria no inverno, quase nem se vê o sol. não abdico da nossa luz, nem do nosso inverno ameno..

..mas!

gostei muito da cidade. é profundamente multicultural, nas ruas do centro, o inglês era o que menos se ouvia (havia alturas de não se perceber bem onde estávamos realmente), e a maioria dos empregados das lojas e restaurantes não eram nativos; a imensa grandiosidade dos seus monumentos e memoriais (aquela malta tem orgulho na sua história e se têm história!!); os contrastes arquitectónicos entre o ultra-moderno e o medieval; a preservação das fachadas antigas e do vibe old school dos bairros; da organização no meio daquele caos, da segurança que senti sempre nas ruas; entre tantos outros detalhes.

fiquei grande fã do serviço, da comodidade, e da frequência dos double deckers londrinos, ainda fizemos algumas "tours" neles. não achei o metro nada complicado, apesar de não ter termos usado muito. e não nos enganamos uma única vez nos transportes públicos, impressionante!

agora, alguém adivinha qual foi o primeiro sítio que visitamos em londres, mal largamos as malas no quarto?

Lost in... Salamanca

Maio 07, 2016

a primeira coisa que fizemos ao regressar de trás-os-montes foi descarregar o trilho do GPS. fiquei desgostosa com aquele vazio ao centro. e estava desgostosa por falhar coisas básicas, como o abel e os pombais. e porque em espanha não deixei um assunto inacabado, mas sim dois..

ora o homem, que não me pode ver a remoer, começou a traçar um plano hipotético por cima do mapa.

"tens bom remédio. da próxima vez, pegas na gente e vais directa para espanha. passamos a noite algures por aqui, e no dia seguinte voltas para portugal sempre junto à barragem e vês aquilo TUDO!"

como havia fim-de-semana comprido no horizonte, eu respondi abrindo o google maps, o booking, e o tripadvisor. e foi assim que 24 horas depois do regresso, ficou logo decidida, escolhida, e marcada a desforra. com o bónus de ir conhecer uma cidade que desde há uns anos que me aguçava a curiosidade.

abril foi um reboliço tão grande que não consegui planear praticamente nada para a viagem. a sorte foi que estava marcada com um mês de antecedência, se não, acho que acabaria por nem acontecer. é um truque interessante para meter em prática.

na sexta à noite enfiamos umas tretas para dentro dum saco, e no sábado ao fim da manhã ala que se faz tarde. depois de quatro horas sem tirar o pé do acelerador, salamanca surgia finalmente no campo de visão.

há uma coisa que costumo dizer e garanto que não é mentira: não sou fã de cidades. gosto de aldeias e vilas. cidades, especialmente as movimentadas, fazem-me confusão em vários níveis.. mas existem cidades que me mandam ao tapete. aquela foi uma delas.

para começar, a localização. ao sair de portugal, pela zona montanhosa da serra da estrela, entrei num planalto magnifico, a fazer lembrar o alentejo. uma hora de condução praticamente a direito, com a vista totalmente desafogada em pano de fundo, e uma tranquilidade deliciosa. verde, e verde, e mais verde, aves de rapina a perscrutar os campos lá no alto, gado na descontra pelos imensos pastos. a cidade surgiu no meio daquele plano como um oásis no deserto.

orientei-me pelas cúpulas da catedral para ir directa ao centro. enquanto procurava um sítio onde enfiar o carro, tive o primeiro vislumbre daquilo que me esperava, e começou a baixar ali uma sensação de assombro. carro estacionado, toca a dar corda aos sapatos.

perdi-me nos contrastes.

o coração de salamanca transpira história, quase sentimos o tempo a recuar até às suas remotas origens... a quantidade quase obscena de monumentos impecavelmente conservados, convive paredes meias com edifícios mais modernos, mas que nem por isso destoam. é que para além do notável esforço em manter o estilo pitoresco, e preservar o encanto romântico das fachadas, existe um elemento-chave que liga aquele cenário todo - a cor dourada da pedra utilizada nas construções.

não só ofusca as diferenças entre os edifícios antigos e os novos, como por ser uma cor quente, transmite uma sensação invulgarmente acolhedora. apetece mesmo perder-nos por aquelas ruas e ruelas todas, e não é apenas pela beleza dos edifícios.

la clerecía y conchascatedralplaza de anayapalacio de la salina

alguns detalhes surpreendentes: não há cá painéis a descaracterizar as fachadas, os letreiros são escritos a tinha vermelha na pedra; as placas dos números de polícia serem idênticas em todo o centro; e a decoração dos suportes das caleiras.

pode ser uma cidade muito antiga, esforçar-se por manter um ar quase medieval, mas não tem um feel antigo. a razão é simples: sendo um enorme polo universitário, está tomada de assalto por milhares de estudantes. há gente jovem por onde quer que se aponte os olhos, a curtir a cidade nos tempos livres. a juntar às hordas de turistas, é uma mistura que resulta num ambiente muito animado e descontraído.

puente romanoUntitledhuerto de calixto y melibea

durante a tarde, à medida que as nuvens cinzentas se iam afastando, as ruas iam enchendo cada vez mais. nas zonas mais concorridas chegava a ser difícil andar sem andar a encalhar em alguém. ainda assim, a cidade permanecia limpa, e não havia qualquer vestígio de insegurança.

rúa mayor plaza mayorbeer o'clock

andamos, andamos, e andamos. tentando evitar ao máximo passar duas vezes no mesmo sítio. a cada passo que dava, a cada esquina que contornava, abria-se um mundo novo. sempre com qualquer coisa de fantástico para admirar. duas coisas que eu não conseguia fazer: tirar os olhos de cima e o queixo de baixo. três, se juntar o facto de não conseguir tirar o dedo de cima do disparador da máquina.. de fazer um turista japonês corar de vergonha LOL

para lá do passeo de san vicente e da gran vía, surgia uma cidade absolutamente normal, com outro tipo de movimento, trânsito, e muito menos concorrida pelos turistas.

só paramos quase às oito e meia, e foi porque tínhamos uma reserva num restaurante longe do centro.

uma coisa que aprendi neste salto a espanha, janta-se tarde por lá. quando fiz a reserva, não me ocorreu que às oito e meia, o sol ainda vai alto e era capaz de ser cedo para cenar. parece que só lá prás dez é que eles começam a pensar no assunto. also, explica porque é que há uns anos atrás, a minha reserva no restaurante em madrid ficou sem problemas para as dez e meia, e às onze ainda havia gente à espera de mesa. hum.. agora por isso, será que fui espanhola na minha vida anterior? é que o meu ritmo circadiano está muito melhor ajustado aos horários deles que aos nossos :D

cala fornells paella

do restaurante fomos directos para o hotel, comigo a lamuriar por não ir dar umas voltinhas noturnas pela cidade. mas estávamos cansados, e o dia seguinte ia ser igualmente cansativo. era melhor não arriscar, que uma pessoa já não vai para nova.

claro que passei as duas horas seguintes a engendrar um regresso mais demorado. e depois voltei a atenção para a tv, que estava a passar o alien (o manhoso) dobrado em espanhol muhahaha

álbum completo aqui

 

seguir para a segunda parte >

Lost in… Trás-os-Montes e Alto Douro

Março 29, 2016

faz em 2016 dez anos que iniciamos as explorações aqui pelo nosso pedaço à beira-mar plantado, e com isso acabaram-se-me as desculpas para visitar a única região do pais que ainda não conhecia: trás-os-montes e alto douro. rocei nela há uns anos atrás, quando passeámos pelo alto rabagão e montalegre, e tinha no mapa dos check-ins uma enorme mancha a nordeste que andava a atormentar-me há anos.

mas tenho que confessar uma coisa.. no trabalho de casa que andei a fazer nas semanas que antecederam à viagem, encontrei tão pouca informação sobre o que visitar que tive receio de ir lá e não ver nada de especial. não existem muitos guias ou roteiros sobre as zonas que mais me interessavam (parques naturais do montesinho e douro internacional), e como tento evitar as tourist traps, ainda pior. fui marcando uns pontos no mapa que me pareceram mais interessantes. eram sítios muito dispersos, pelo que a melhor forma de fazer a coisa era em modo roadtrip, e pernoitar em zonas estratégicas para iniciar as várias fases da viagem.

o que eu não esperava é que fui numa de despachar a coisa, e acabei por tropeçar no segredo mais bem guardado de portugal!

desde o inicio do passeio até ao fim (sem contar com a ida e o regresso), foram cerca de mil quilómetros de curvas, de subidas e descidas. de paragens constantes para apreciar as vistas, de desgostos por não ter mais tempo para perder-me naqueles lugares remotos, ou ficar horas nos miradouros simplesmente a absorver a paisagem, ou visitar outros sítios que acabaram por ficar para trás, ou degustar todas as especialidades.

é o lado mau deste modo de viajar, por um lado fica-se a conhecer uma grande área, por outro, não temos tempo para apreciá-la devidamente. acabou por ser uma grande volta de reconhecimento, que vai ser muito útil em passeios futuros. porque vou de certeza lá voltar, e agora sei precisamente onde quero demorar-me mais \m/

also, minha pancada por fronteiras teve em grande. conto algumas seis incursões por espanha e muitas macacadas na raia hi hi hi

 

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Lost in... Serra da Arrábida

Março 13, 2016

a primavera está em estágio e seria criminoso não dedicar um dia deste fantástico fim-de-semana para sair de casa e meter os pauzinhos ao sol. o local escolhido foi o nosso go-to favorito no quintal, a belíssima serra da arrábida, em modo de passeio preguiçoso por lugares mais que batidos (mas que adoramos revisitar).

se o dicionário tivesse imagens, esta seria da do termo "lagartar"!

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luxo de vista. apesar de ser um spot concorrido, apetece ficar lá horas sem fazer nenhum.

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o sítio mais creepy da arrábida, a lapa de santa margarida, que pelos vistos se tornou num local de peregrinação, apesar do acesso não ser nada convidativo.

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...e o melhor de tudo neste pedaço de paraíso, o tranquilo azul do oceano sempre no horizonte, já a aliciar a malta para a praia.

 

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álbum completo no sítio do costume

Lost in… Trilho dos Pescadores!

Março 25, 2015

quando descobri que andavam a marcar trilhos na orla da costa vicentina fiquei excitadíssima com a ideia de se poder palmilhar aquela zona toda por ali a baixo (ou a cima) rente ao mar, sem stresses. a minha humilde vénia a quem se lembrou de fazer isto.
é que se caminhar já é a actividade perfeita para espairecer, caminhar junto das mais belas paisagens costeiras que temos no nosso pedaço, é pura e simplesmente arrebatador.

conhecemos o eixo porto covo-odeceixe de trás prá frente e de frente para trás. já fizemos praia ou geocaching em muitos dos sítios por onde a rota passa, só faltava mesmo conhecer aquilo que está pelo meio e que normalmente não está tão acessível.. e para isso só mesmo agarrando numa mochila e dar corda aos sapatos. não que isso fosse um problema :D

o problema era eu querer fazer o trilho de uma assentada só (de loucos, tendo em conta que somos caminhantes de "fim-de-semana", sem experiência de vários dias seguidos), algo que requer uma certa logística. arranjar uma data; garantir que o alojamento fica bem marcado, de acordo com as etapas; encontrar a melhor forma de nos metermos lá por transportes; transportes entre etapas pró caso de ser preciso; pensar na bagagem e mentalizar-me que teria que andar de mochila às costas o dia inteiro. só assim para começar.

claro que nada disto demovia o meu entusiasmo, antes pelo contrario, só o aumentava. era uma espécie de desafio, algo que tinha que fazer para saber se era capaz.

demorou uns anitos a concretizar-se mas finalmente aconteceu. a meteorologia parecia querer colaborar e não haviam outros planos no horizonte.

só um pequenino, muito insignificante detalhe: estava há 6 meses sem mexer o cú e meti-me naquela que foi a maior estopada que tenho memória:

 

5 dias*.  88km. a pé. de mochila às costas.

 

...OUCH! 

* era suposto serem 4 mas fizemos batota lol

caminhar para o dia 0 >

Lost in… Albufeira do Maranhão!

Maio 04, 2014

o primeiro de maio foi muito bem aproveitado a passear (e cachar) pela zona de avis e da sua belíssima albufeira. era um dos "assuntos inacabados" que tínhamos, pois quando lá estivemos em 2011 não houve oportunidade de explorar a zona e ficou prometido um regresso em breve.

acabou por não ser lá muito breve - mas hey - já dizia o ditado, antes tarde que nunca!

barragem do maranhão

o sitio convida ao descanso, pena não ser mais perto de casa.. seria destino de fim-de-semana frequente :)

não podíamos ter escolhido altura melhor, que o dia estava espetacular e a paisagem alentejana vibrante, entre o verde e a cor das flores silvestres.. e era precisamente atrás das flores silvestres que eu andava!

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Lost in… Madeira!

Abril 01, 2014

estava tudo encaminhado para que as férias da primavera fossem passadas entre a peneda e o gerês - matar saudades dos nossos locais favoritos, conhecer outros, e tratar dos "assuntos pendentes" que vão acumulando a casa visita..

..até que no fim de janeiro, recebemos a notícia de que a cunhada tinha sido colocada numa escola no estreito da câmara de lobos... mudança de planos: siga conhecer a madeira!!

a madeira é um daqueles destinos que nunca ninguém me disse que "tens que ir lá, que aquilo é fantástico".. para falar a verdade nunca ouvi falar grande coisa sobre as características daquele pedacito de portugal, plantado no meio do atlântico, e o que ouvia não era suficiente para me despertar a curiosidade (shame on me, i know, i know).. mas com alojamento à borla e voos em conta graças à easyjet, éramos parvos em não aproveitar a oportunidade. 

tão de modo fazer render ao máximo a nossa visita de seis dias, em vez de irmos às cegas como de costume, decidi fazer o trabalho de casa. vasculhei fotos, guias, foruns, blogs, etc, o que resultou numa checklist com vinte e cinco items, entre pontos de interesse, percursos, gastronomia, etc, tudo que não devia podia perder.

para além dessa lista, elaborei ainda outra, com o material a levar e tarefas que tinham que ser feitas até à partida, tudo planeado ao milímetro para que nada falhasse, nem parecia coisa minha lol

comprámos os bilhetes de avião com 3 semanas de antecedência, algo que detesto fazer porque tenho sempre receio que aconteça alguma coisa à última da hora que me impeça de viajar e depois é dinheiro deitado à rua, mas o preço era demasiado bom para deixar passar.

quisemos também aproveitar a parceria da easyjet com a europcar, que permitia alugar carro por um valor bastante em conta.. mas as regras parvas deles obrigaram-nos a cancelar a reserva e procurar uma rent-a-car que fosse menos picuinhas. 

 

mal assentámos o coiro no chão, não sei se foi por ter os ouvidos completamente tapados pela pressão (tal não foi a bruteza da descida), ou se foi por estar a 1000km de distância da rotina, ou se foi da paisagem que vi da janela do avião, desliguei-me. não queria saber de mais nada, apenas daquele lugar :D

 

andámos (de carro lol) que nos fartámos, subimos aos picos mais altos, descemos aos vales mais baixos, arrastámos o cú por canais de lava de um vulcão extinto, tirámos centenas de fotos (não conseguia tirar o dedo de cima do disparador da máquina, parecia que estava colado com super cola 3), cachámos, ficámos deslumbrados, arrebatados, emocionados, e inspirados pela beleza natural daquela ilha.

 

apesar de ainda ter ficado tanto, mas TANTO para ver e fazer (acabei por chegar à conclusão que tinha feito uma lista demasiado ambiciosa para apenas uma semana), o saldo final foi bastante positivo. esta viagem acabou por servir o propósito de fazer a volta de reconhecimento à ilha, e a próxima será certamente para palmilhar aquilo a pé. é um sacrilégio não caminhar por aquelas veredas, levadas e trilhos...

 

srly, quem diz que a madeira se vê em 3 ou 4 dias está redondamente enganado!

 

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Lost in... Montejunto

Fevereiro 24, 2014

como já andava cheia de saudades de subir montes, no domingo fomos conhecer um que está às portas de lisboa, dono de uns respeitosos 666 metros de altitude :D

só que lá no topo soprava uma ventania tal modo bruta que quase pegava em mim no ar, e fazia um griso tão gélido que dava dores na espinha. não ia preparada prá'quilo e a minha sorte foi a roupa de ir à neve, que anda há semanas na mala do carro para ser largada na lavandaria. salvou-me o passeio.

não fizemos o trabalho de casa nem levámos o gps, ainda tentámos o telemóvel só que a rede lá em cima tava toda marada e não conseguíamos carregar dados.. cheira-me que tanta antena junta não deve ser *nada* saudável. assim, não houve caminhadas nem geocaching pa ninguém.

ground control

mas que aquilo é bonito, é! tem uma vista panorâmica do caneco, para tudo quanto é lado.. pena a tarde estar meio enevoada, o que limitava bastante o alcance da visão. havemos de lá voltar, quando o tempo decidir colaborar, que ficou muito para ver e fazer.

imma touch the sky

o cascas ainda teve direito a uns bons km's de TT, que o sacana do homem levou-nos por uma estrada a corta-mato pelo meio da serra, mesmo à cão. havia montes de tempo que não punha o desgraçado do carro naquela má-vida, fartei-me de ginchar com dó dele e só não dei meia volta ao cavalo e fui à procura de uma estrada decente para não ter de voltar a passar por onde tinha acabado de passar. como é que não saí de lá com um pneu rasgado é que…

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mIRC.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e (sempre que a preguiça não a impede) gosta praticar exercício físico.

mantém uma pequena bucket list de coisas que gostava de fazer nos entretantos.

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores:
#12   #11   #10   #9   #8   #6   #5   #4

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