Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

lost in wonderland

lost in wonderland

Merdices II

Março 29, 2005

Um destas noites, à coisa de uma semana e meia, o meu vizinho do lado chegou prái às duas da manha, e trazia companhia. Chegou a casa, começa numa algazarra, é o cão por um lado, é musica pelo outro, são as vozes, coisas a arrastar de um lado para o outro. Com o barulho, vêm os batucos da tal vizinha-maravilha que falei à dias. Se o vizinho fazia barulho, então ela e a vassoura conseguiam incomodar ainda mais. Só sei que a festa durou até as 4 e tal da manha, e o cão às seis e meia ainda ladrava.

No dia a seguir, quando íamos a sair, a vizinha de baixo quis pedir uma coisa ao marido e acabamos por falar no assunto. Depois o telefone começou a tocar e tivemos que subir à pressa pa atender. Quem era? Sim, adivinharam! Ela deve-nos ter ouvido a falar sobre a coisa na escada, e resolveu mais uma vez, na sua cobardia característica, telefonar em vez de sair à rua.
Para azar dela, foi o marido que atendeu. Primeiro ela começou a dar a entender que tínhamos sido nós que fizemos barulho, depois começou a tentar difamar a vizinha de baixo, e depois mais um monte de merdas. Teve a xatear quase 20 mn ao telefone (não foi mais porque não calhou), mas o marido respondeu-lhe sempre à letra. Entre muitas coisas que ele lhe disse, foi que ela é que incomodava bastante com os batucos no tecto que acontecem a quase toda a hora, e também, porque é que ela não ia falar com o vizinho que realmente incomodava. Ela disse que já se tinha habituado ao barulho do cão (leia-se: ela têm medo do vizinho e não se mete com ele, e acusa os outros em vez dele).
Disse-lhe também que não gosta de ser acusado sem fundamento, que está de consciência limpa, e não quer saber de chatices, e que se alguém o meter em "trabalhos", ele vê-se obrigado a tomar providências. Ás tantas, ele já farto,disse que tinha que desligar, pois tinha que fazer. Note-se que durante toda esta conversa, ele foi bastante cordial.

Hoje voltou a tirar-me da cama com um telefonema. Mas desta vez eu estava bem desperta. Primeiro começou por falar novamente no barulho, e que na sexta feira tinha sido por demais que até teve que chamar a policia. Disse-lhe que nada sabia, pois tínhamos saído na sexta logo cedo. Depois começou com a velha lengalenga de que o prédio era velho e o som propagava-se bem, e o barulho praqui e o barulho prali, e claro foi buscar a conversa das obras, que tinham vindo trabalhar ate aos sábados e domingos (sábados só vieram uma vez e domingos nunca ca esteve ninguém), e que fizeram barulho que dá para uma vida inteira, A isto só respondi que não foi nem a primeira, nem será a ultima vez, que um apartamento sofre remodelações, ela que mora cá à 18 anos sabe isso muito melhor que eu. Foi obrigada a concordar.

E depois claro, como não tinha ponta por onde me pegar, voltou à carga a difamar a vizinha (de cima para ela, de baixo para mim), e eu disse-lhe que me estava a passar para isso, depois começa a falar-me que já quando tinha falado com o meu marido ele também não quis saber disso, ao que eu respondi que estava presente e que sei muito bem o que ele disse e que estava correcto. Ora, vai daí, a puta da velha começa a falar mal do meu marido, DO MEU MARIDO, A MIM! Saltou-me a tampa. A dizer-me que ele ainda era um "miúdo", e que não sabia nada, e que não podia estar com ameaças (por ele ter dito que tomava providencias caso fossem incorrectos com ele), e começou a imita-lo em algumas frases, feita parva, e eu só dizia que ele esteve muito bem (e esteve), e mais merdas. Nesta altura ela já estava a ficar histérica, e quase a gritar ao telefone, depois rematou que como ele era meu marido, era lógico que estivesse "do lado dele".

Depois, ficou toda ofendida quando lhe "atirei" à cara que já era a 3ª vez que telefonava, e quando sugeri que da próxima vez que pensasse em telefonar, que se metesse no elevador e viesse conversar pessoalmente, explodiu, completamente histérica. Bem, até pareceu que a ofendi gravemente..."e que não ando a alimentar conversas desse tipo (deve-se ter referido a fofocas - não, que ideia!!!)", "e que não sei quê não sei que mais", depois ainda disse que o telefone serve para comunicar, ao que eu respondi que é pela falta de comunicação directa entre as pessoas que as relações andam tão azedas, desligou-me o telefone na cara a dizer que eu era tão mal-criada como o meu marido....sim senhora!

Agora pergunto-me:
- Será que ela é a "embaixadora" daqui do prédio? Só ela é que se queixa do ruído!
- Será que ela anda "feita" com a mãe do vizinho, que aparentemente desculpa o filho dizendo que somos nós quem faz barulho.
- Será que ela tem o direito de nos telefonar para casa e ofender-nos, quando, tanto eu, como o marido falamos sempre correctamente com ela, e cujo único problema é que ela se recusa a aceitar os factos?
- Será que não temos o direito de nos defender contra este tipo de acusações e ataques pessoais?

Tanto quanto sei, ela não abre a porta a ninguém, nem sequer à policia, ou seja, é incapaz de encarar as pessoas. É mais uma daquelas pessoas que estão sozinhas neste mundo, e que vivem escondidas atrás dum telefone, a única coisa que lhes trás poder, o poder de corromper toda a gente que vive à sua volta.
Depois só os problemas dela é que interessam, os dos outros não. Nunca aceita o nosso ponto de vista.

Hoje o cabo da vassoura ainda mal parou, se ela percebe tanto das leis do ruído, também deveria saber que até às nove ou dez da noite, podemos fazer barulho à vontade. Bela companhia, a única que ela arranjou, uma vassoura, depois ainda se queixa que tem o tecto em más condições...pudera! Um destes dia ainda lhe cai um bocado de estuque em cima da cabeça.

Eu tou em casa o dia todo, barulho, não faço praticamente nenhum, a televisão tem sempre o volume no mínimo. Ouço as pancadas no tecto, ouço o barulho do vizinho de cima e do do lado, oiço o elevador do prédio ao lado, e cada vez que estes elevadores vão ao rés-do-chão, os contra-pesos chegam cá em cima e pregam uma porrada que me treme a casa toda, (divido a parede da sala com a casa do elevador) e fazem um barulho jeitoso. Eu não me queixo do barulho a ninguém, e não admito que se queixem de mim, especialmente quando a culpa não é minha.

Hey Pedro, afinal acho que vou ver esse tal filme que falaste...

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mIRC.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e (sempre que a preguiça não a impede) gosta praticar exercício físico.

mantém uma pequena bucket list de coisas que gostava de fazer nos entretantos.

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores:
#12   #11   #10   #9   #8   #6   #5   #4

seguir nos blogs do SAPO

email: isa [ arroba ] sapo [ ponto ] pt

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

'Le Archive

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2014
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2013
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2012
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2011
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2010
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2009
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2008
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2007
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2006
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2005
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2004
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2003
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D