Mistérios do Universo... IV

porqué que raio quanto tenho mais coisas tenho para deixar registadas, para não me esquecer delas, é precisamente quando tenho menos vontade de escrever?

24 de Abril de 2017, às 22:32link do post comentar ver comentários (1)

Hoje

fechamos uma porta pela última vez, e demos por encerrado um capitulo das nossas vidas.

vão-se as chaves, ficam as memórias...

21 de Abril de 2017, às 22:00link do post comentar

Time

há umas noites, tava na cama e tive uma daquelas ideias de merda, meter-me a ler sobre algo que me espera daqui por uns anos (menopausa, pronto!!). apercebi-me que à velocidade que o tempo está a passar, não tarda tenho esta história a bater-me à porta.. e fui subitamente atingida por uma onda de puro terror..

tive à beira de um ataque de pânico, ainda hiperventilei um bocadinho, ao pensar que estou a queimar os últimos cartuchos da vida (exagero eu sei, mas foi o que senti naquele momento), e ainda há tanta coisa que quero fazer e conhecer, e o tempo foge-me por entre os dedos como grão de areia, e não quero posso deixar para muito tarde, porque depois sei que vai-me faltar energia..

..bela maneira de queimar uma noite de sono!

cheira-me que tive um chilique de meia-idade.. pelos vistos não acontece apenas aos homens. a ideia que a nossa juventude está-se a esvair e não há nada que possamos fazer quanto a isso é horrenda.. e eu tenho um medo terrível de envelhecer..

para além de ter dificuldades em acreditar (e aceitar) que tenho a idade que tenho, a minha percepção do tempo está meio avaria. não consigo senti-lo nem dou pela sua passagem, mas ele está a passar estupidamente rápido.

parece que cada vez que pestanejo, passa um mês.. ainda há uns dias fui ao porto buscar a gata, não tarda muito está com a mesma idade do furas quando nos deixou.. não consigo medir o tempo. cinco anos parecem um eternidade, mas passaram a voar de uma forma assustadora.

será porque medimos o tempo pelos acontecimentos, e as rotinas que seguimos tornam os dias iguais, sem grandes novidades dignas de registo, e o nosso cérebro simplesmente ignora as coisas repetitivas? ou será que a percepção do tempo é mesmo relativa, e vai mudando conforme vamos ficando mais velhos?

não me sinto velha, não acho que pareça muito mais velha do que estava há 10 anos atrás. nem são os cabelos brancos e a flacidez da pele nalgumas partes do corpo que mais me incomoda.. é o caruncho que se entranha cada vez mais. noitadas ou poucas horas de sono mandam-me completamente ao tapete. as dores no corpo que surgem com mais facilidade e demoram mais tempo passar. sinto-me mais "pesada", e já custo levantar-me do sofá ou sair do carro, embora suspeite dos anos sedentarismo sejam os grandes culpados - algo ainda posso tentar reverter, mas já não tenho propriamente todo o tempo do mundo ou energia, como achava que tinha aos 20 e a vida me parecia uma eternidade.

news flash, não é!

nunca a time dos pink floyd fez tanto sentido...

18 de Abril de 2017, às 00:23link do post comentar

Lá malucos...

...somos nós, acabadinhos de chegar da nite!

er.. wtf?! mas quem é que chega da nite às duas da manhã, a nite começa às duas da manhã!!

ah poizé, já não temos idade para estas merdas.. isto na terceira idade já pesa nos ossos que não é brincadeira :/

mas pronto, tivemos enfiados num antro ali debaixo da rua do alecrim, no meio de um mar de putos com demasiada energia, a assistir ao lançamento do primeiro álbum completo dos ganso, uma banda portuguesa muita marada, que se apresentaram em palco, de boxers e kimonos :D

eis uma coisa rara de ser ler por aqui, nós a curtir música tuga.. mas é verdade. descobrimos estes moços há uns tempos, ficaram no ouvido porque têm um som com um feel muito antigo, muito psicadélico, que invoca os primórdios dos pink floyd, e dos doors, assim como um cheirinho ao rock português dos anos 80. também podia dizer que têm notas a AIR e a tame impala, mas isso já são as minhas papilas gustativas a mandar palpites.

o álbum novo tá fixe, mas é no EP que estão as músicas mais épicas. tive receio que não tocassem nenhuma, mas tocaram todas YAY. não fiquei desiludida não senhora. nem eu nem o resto da malta, quando vinha uma dessas, era com cada moche e gente a rebolar por cima das cabeças que temi pela vida. acabei por me afastar para as margens, mas o homem aguentou-se estoicamente em frente ao palco, nem sei como, que aquilo era agressivo lol

14 de Abril de 2017, às 02:00link do post comentar ver comentários (1)

Lost in... Monsaraz II

andava mortinha de saudades de monsaraz e do alqueva. estivemos lá pela primeira vez em 2012 e fiquei apaixonada por aquela zona. desde então que ando sempre a dizer que temos que voltar. mas é daqueles passeios que está sempre a ser adiado por razões que nem percebo.. fica apenas a duas horas de lisboa de carro, é que nem há desculpas.

depois de três fins-de-semana de bom tempo desperdiçados, decidi que este domingo era um bom dia para irmos até lá, matar saudades e aproveitar a primavera no alentejo, que é absolutamente deslumbrante.

sem grandes planos, saímos por volta das 10, e ao meio dia estávamos a chegar às margens do grande lago. o dia estava fantástico, monsaraz reluzia no alto do monte e o alqueva era um espelho. 

assim que saímos do carro, e inspiramos aquele ar puro, e absorvemos aquela calmaria das planícies alentejanas, desligamos o turbo. passamos o dia na maior das descontracções, entre a pacata vila medieval e o grande lago.




monsaraz tem das vistas mais bonitas sobre a paisagem do interior alentejano que os meus olhos já tiveram o privilégio de registar. desta vez apanhamos tudo pintado em tons de verde. gosto muito, muito do alentejo dourado, mas em verde não se fica nada atrás.



em vez de nos fecharmos no carro e conduzir a tarde toda junto ao lago, escolhemos um spot fixe para estacionar juntinho à margem, e lá ficamos o resto da tarde, até quase ao por do sol.



foi um dia simples e absolutamente perfeito. acho que pela primeira vez em muito tempo, consegui ter a sensação que um dia rendeu. passeamos nas calmas, almoçamos nas calmas, estivemos horas na ronha junto à agua. sem pressas, sem stresses, apenas a aproveitar o cenário. tão bom!!

a próxima visita é capaz de não demorar tantos anos a acontecer porque fiquei curiosa com o observatório do lago alqueva. não fazia ideia que tinham instalado um observatório astronómico na reserva dark sky.. e agora tenho que ir lá meter o bedelho :D

o resto das fotos do passeio está no sítio do costume

Cenas de gatos

sempre quis ter um gatinho com pêlo comprido. acho-os super hiper ultra mega fofos. um gatinho de pêlo comprido olha para mim, e eu morri instantaneamente. não existem muitas sensações que superem a de enterrar os dedos no coiro dum gatinho farfalhudo. um gatinho de pêlo comprido faz de mim sapato.

mas gostava de ter tido umas luzes sobre aquilo que me esperava.

por exemplo, que havia a possibilidade de ser alérgica ao pêlo do gatinho, porque nunca tive nenhum com pêlo comprido (tem muito mais superficie para largar saliva), que ainda por cima passasse tanto tempo fechado em casa.

e que por mais vezes ao dia aspire, ou que por mais quilómetros de papel peganhento use, está sempre tudo. coberto. de. pêlo!!

também gostava de ter sido preparada para a eventualidade de ter que puxar tarolos que ficam presos a meio da saída, e que deixam o gatinho aos berros pela casa, aflito porque não consegue ver-se livre daquilo pelos próprios meios. e os humanos arriscam a vida para lhe puxar aquilo para fora, porque apesar de estar aflito, o gatinho não facilita NADA a tarefa de desentupimento.

fora os picassos desenhados a "giz castanho" que encontro no chão branco da casa, porque o gatinho não tinha ninguém para ajudá-lo e andou a raspar o cú pelo chão, para se libertar do tarolo.

(suspeito que estes são os horrores que ninguém gosta de contar, para não quebrar a magia dos gatinhos de pêlo comprido)

e que há alturas do ano em que o gatinho de pêlo comprido larga quantidades realmente absurdas de pêlo, as meias estações. 

isto do pêlo podia ser um não-problema.. se eu tivesse um gatinho atinado. mas não tenho,

o meu gatinho ODEIA ser escovado. já experimentei três tipos diferentes de escovas e o resultado é sempre o mesmo, dois humanos adultos enervados, com os braços todos esquartejados, e um diabo da tasmânia - perdão, um gato furioso, a bufar por todos os lados.

o meu gatinho ODEIA malte. malte só forçando, com ajuda de uma seringa, e é uma tourada à mesma. isto não é fixe quando o dito gatinho está sob uma dieta de malte três vezes por semana, por ordem do vet, porque vomita charutos de pêlo com muita frequência, e às vezes fica meio grogue e prega-nos sustos.

o meu gatinho ACHA que as ervas que eu lhe compro são para ele praticar os seus dotes de jardinagem - muito maus, por sinal.. pois dá cabo da plantação em menos de nada, e nem prova o raio das ervas.

e o pêlo do meu gatinho nem sequer é comprido, é semi-comprido.. isto faz-me pensar seriamente se gatinhos com pêlo realmente longo, como estes dois, são para mim..

não são, pois não?

11 de Abril de 2017, às 13:18link do post comentar ver comentários (8)

Ai cascas, cascas...

que me levas à falência...

eu não disse que tava com um mau pressentimento, quando fomos deixar o cascas na revisão na semana passada?

uns dias antes de lá ir, começou a fazer um barulho esquisitóide, e os meus ouvidos não gostaram. se há som que eu conheço bem é o ronco saudável do meu cascas, e aquele som não me pareceu bom.

a juntar à válvula da marcha atrás (yay finalmente tenho os meus sensores de volta e vou deixar de estacionar como uma selvagem), aos discos e pastilhas dos travões, aos óleos e outros líquidos, aos muitos filtros, tubos, peças e pecinhas, afinações, e verificações, levou um compressor do a/c novo.. a factura da revisão são 5 páginas.. e a estalada foi ainda maior do que aquela em que mudou a correia de distribuição..

até fico mal-disposta só de pensar naquele número de euros que voou da minha conta em segundos :P

(ninguém te manda fazer as revisões na marca, onde os mecânicos são extra zelosos e não deixam escapar nada, e tu nem estrabuchas porque tens muito amor e carinho pelo carrinho)

e tenho cá para mim que isto é apenas o início.. tá a ficar velhote, é natural que comece a dar mais despesa daqui prá frente.. e este ano ainda falta o iuc, a inspecção, e o seguro.. PQP!!

como voltou todo lavadinho, dá para ver em todo o seu esplendor, as marcas de guerra dos últimos seis meses de estacionamento nas ruas apertadas do bairro alto.. está pejadinho de pequena mossas, riscos, raspões, mordelas.. o que a preguiça comodidade de uma pessoa faz ao seu pobre carrinho chuinf :'(

a boa noticia é que aproveitamos a semana forçada sem carro para voltar aos transportes públicos, como as obras do cais do sodré já terminaram, a coisa tá mais pacifica. aliás, acho que levo menos tempo de autocarro, que de carro + encontrar lugar para estacioná-lo.

anyway, já fui esticá-lo uns kms na AE e parece-me que tá fixe, veio mesmo todo afinadinho. e não queria deitar foguetes antes do tempo, mas ainda não dei pela presença de dois barulhos marados que ganhou pela altura da substituição da correia de distribuição, será que desapareceram automagicamente? mas chiu, let's not jinx it! BAH!

8 de Abril de 2017, às 01:10link do post comentar

Leggings

se houve moda que me tirou do sério (e não no bom sentido), foi aquela de se usar leggings como se fossem calças. achava uma falta de gosto tremenda a malta andar por aí a flashar a pata do camelo e as banhas do rabo a quem não tinha pedido para ver, e nalguns casos, lamento a frontalidade, mas é uma visão do inferno..

mas a moda não se foi embora, antes pelo contrário, tornou-se numa peça standard de vestuário. as leggings-calças não vão a lado nenhum.. e era apenas uma questão de tempo até que eu própria me desse por vencida e alinhasse também. demorou, mas aconteceu.

portantos, visto que fui uma activista anti-leggings no passado, achei que devia meter as coisas em pratos limpos. eu, isa maria, confesso-me dona de dois pares delas. e gosto muito de usá-las sem mais nada por cima. são realmente confortáveis, tou fã!

MAS!!

só consigo vesti-las com blusas ou t-shirts compridas, não quero andar a mostrar ao mundo aquilo que não gosto que me mostrem a mim.

Pancas da serigata X

é um ritual. sempre que abro o wc da gatifonga para fazer manutenção, ela pára tudo o que estiver a fazer naquele momento e vem-se colar a mim, a controlar atentamente aquilo que estou a fazer.

quando vê que estou prestes a terminar, e antes que eu tenha oportunidade de fechar o wc, salta lá para dentro e esgravata a areia obsessivamente, até não restar 1cm3 por inspeccionar.. e no processo mandado quase metade da areia para fora do tabuleiro :P

ainda não percebi o que a leva a fazer isto.. será que está a verificar se fiz um bom trabalho, ou será que entra em pânico por lhe terem roubaram os "tesouros", e anda à procura de algum que tenha escapado?

gatos...

5 de Abril de 2017, às 10:00link do post comentar ver comentários (3)(1)

Loop do dia IX

underworld é uma daquelas bandas de electrónica que andam por aí desde os tempos da outra senhora. daquelas que crescemos com elas e damos por garantidas. não sou a maior das fãs, mas até têm umas quantas músicas que gosto.

há uns dias achei que devia dar-lhes uma oportunidade, e meti-me a ouvir uma compilação. desconhecia algumas músicas e acabei por fazer uma selecção, que tenho ouvido até ao limite diário daquilo que os meus ouvidos toleram. e que depois ainda ficam a ecoar-me na cabeça, e faz com que não consiga parar de ouvi-las até enjoar lol

dessas, há duas que me dão mesmo a volta ao miolo, oich oich e simple peal.

4 de Abril de 2017, às 22:19link do post comentar

'Le me

tem idade suficiente para ter juízo, embora nem sempre pareça. algarvia desertora, plantou-se algures na capital, e vive há uma eternidade com um gajo que conheceu pelo mIRC.

no início da vida adulta foi possuída pelo espírito da internet e entregou-lhe o corpo a alma de mão beijada. é geek até à raiz do último cabelo e orgulha-se disso.

offline gosta muito de passear por aí, tirar fotografias, ver séries e filmes, e (sempre que a preguiça não a impede) gosta praticar exercício físico.

mantém uma pequena bucket list de coisas que gostava de fazer nos entretantos.

de resto, é ler o blog :D

'Le liwl

era uma vez um blog cor-de-rosa que nasceu na manhã de 16 de janeiro, no longínquo ano de 2003, numa altura em que os blogs eram apenas registos pessoais, sem pretensões de coisa alguma. e assim se tem mantido.

muitas são as fases pelas quais tem passado, ao sabor dos humores da sua autora. para os mais curiosos, aqui ficam screenshots das versões anteriores:
#11 #10 #9 #8 #6 #5 #4

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